{"id":4121,"date":"2022-09-23T08:28:38","date_gmt":"2022-09-23T08:28:38","guid":{"rendered":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/2022\/09\/23\/nem-masculino-nem-feminino-nem-neutro-como-o-ingles-perdeu-o-genero-gramatical\/"},"modified":"2022-09-23T08:28:38","modified_gmt":"2022-09-23T08:28:38","slug":"nem-masculino-nem-feminino-nem-neutro-como-o-ingles-perdeu-o-genero-gramatical","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/2022\/09\/23\/nem-masculino-nem-feminino-nem-neutro-como-o-ingles-perdeu-o-genero-gramatical\/","title":{"rendered":"Nem masculino, nem feminino, nem neutro: como o ingl\u00eas perdeu o g\u00eanero gramatical"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/fT-5RVlK5KqP0YQ3ib4d7AvZyio=\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2022\/L\/6\/iqkCzBQOAB2hwwLHw80g\/1.webp\"><br \/>   Apesar de ser um idioma descendente de l\u00ednguas com dois ou tr\u00eas g\u00eaneros gramaticais, ao longo de sua evolu\u00e7\u00e3o, o ingl\u00eas foi perdendo-os. Apesar de ser um idioma descendente de l\u00ednguas com dois ou tr\u00eas g\u00eaneros gramaticais, ao longo de sua evolu\u00e7\u00e3o, o ingl\u00eas foi perdendo-os<br \/>\nGetty Images via BBC<br \/>\nUma das primeiras surpresas quando come\u00e7amos a aprender ingl\u00eas como segundo idioma costuma ser a inexist\u00eancia de g\u00eanero gramatical \u2014 os substantivos n\u00e3o s\u00e3o masculinos, nem femininos.<br \/>\nOu seja, nossos artigos definidos &#8220;o&#8221; e &#8220;a&#8221; n\u00e3o t\u00eam masculino e feminino em ingl\u00eas. &#8220;A casa&#8221; e &#8220;o carro&#8221;, por exemplo, s\u00e3o traduzidos com um \u00fanico artigo: &#8220;the&#8221; \u2014 que tamb\u00e9m usamos no plural, j\u00e1 que o ingl\u00eas tamb\u00e9m n\u00e3o faz diferen\u00e7a entre &#8220;os&#8221; e &#8220;as&#8221;.<br \/>\n Essa mesma ambiguidade entre os g\u00eaneros ocorre nos pronomes demonstrativos: em portugu\u00eas, temos &#8220;este&#8221; e &#8220;esta&#8221;, &#8220;esse&#8221; e &#8220;essa&#8221; e &#8220;aquele&#8221; e &#8220;aquela&#8221;. Em ingl\u00eas, os g\u00eaneros s\u00e3o neutros, com o uso das palavras &#8220;this&#8221; (este\/esse), &#8220;that&#8221; (aquele) e \u2014 aqui, temos o plural \u2014 &#8220;these&#8221; e &#8220;those&#8221;.<br \/>\nMas nem sempre foi assim. Historicamente, como em todos os idiomas indo-europeus, o ingl\u00eas antigo, ou anglo-sax\u00e3o, tinha substantivos masculinos, femininos e neutros, com seus artigos correspondentes.<br \/>\nOs adjetivos tamb\u00e9m faziam flex\u00e3o de g\u00eanero e, como era um idioma com grande quantidade de declina\u00e7\u00f5es (mudan\u00e7as nas termina\u00e7\u00f5es das palavras, conforme sua fun\u00e7\u00e3o dentro da frase), esse contraste acabava alterando a termina\u00e7\u00e3o dos substantivos e adjetivos.<br \/>\nMas quando e como o ingl\u00eas perdeu o g\u00eanero gramatical? Quais fatores influ\u00edram \u2014 sociais, lingu\u00edsticos e fonol\u00f3gicos? Para responder a estas perguntas, \u00e9 preciso voltar ao in\u00edcio do desenvolvimento do idioma.<br \/>\nA origem do ingl\u00eas<br \/>\nO ingl\u00eas descende de um grupo de dialetos germ\u00e2nicos que eram falados em regi\u00f5es que v\u00e3o do que hoje \u00e9 o norte da Alemanha ao sul da atual Dinamarca, passando pelas ilhas Fr\u00edsias at\u00e9 o litoral da Holanda. Eram provavelmente dialetos diferentes, mas compreens\u00edveis entre si.<br \/>\nOs jutos, anglos, sax\u00f5es e fr\u00edsios se estabeleceram em diferentes regi\u00f5es da principal ilha brit\u00e2nica (onde fica hoje a Inglaterra) entre meados e o final do s\u00e9culo 5\u00b0. Seus dialetos se fundiram no idioma ingl\u00eas e, logo em seguida, esses povos ficaram conhecidos como os ingleses.<br \/>\nO ingl\u00eas antigo tinha tr\u00eas g\u00eaneros gramaticais e seus artigos, substantivos e adjetivos eram declinados \u2014 suas termina\u00e7\u00f5es mudavam conforme a fun\u00e7\u00e3o das palavras na frase<br \/>\nGetty Images via BBC<br \/>\nComo ocorre com a maioria dos idiomas, o ancestral do ingl\u00eas teve contato com outras l\u00ednguas. Primeiramente, os invasores encontraram povos que falavam diferentes dialetos celtas. Pouco a pouco, esses povos foram deslocados para o oeste da ilha, onde hoje ficam o Pa\u00eds de Gales e a Cornualha, que \u00e9 o extremo sudoeste da Inglaterra.<br \/>\nPor um lado, muito poucas palavras do idioma celta nessa \u00e9poca eram origin\u00e1rias do ingl\u00eas. Mas alguns especialistas acreditam que o fato de que muitos adultos celtas falassem ingl\u00eas como segundo idioma tenha causado influ\u00eancia profunda na estrutura da l\u00edngua inglesa.<br \/>\n Igualmente, nos s\u00e9culos 9 e 10, houve uma grande migra\u00e7\u00e3o dos vikings, que falavam a l\u00edngua n\u00f3rdica (ou escandinava) e se assentaram na regi\u00e3o de Yorkshire, no norte da Inglaterra. A migra\u00e7\u00e3o viking foi &#8220;um importante catalisador para mudan\u00e7as no ingl\u00eas&#8221;, segundo Robert McColl Millar, professor de lingu\u00edstica e de idioma escoc\u00eas da Universidade de Aberdeen, na Esc\u00f3cia.<br \/>\nMillar diz que &#8220;o n\u00f3rdico tem parentesco pr\u00f3ximo com o ingl\u00eas e [ambos] provavelmente foram, em parte, compreens\u00edveis entre si naquela \u00e9poca, o que causou profundos efeitos&#8221;.<br \/>\nO ingl\u00eas antigo \u2014 como seus ancestrais, os dialetos germ\u00e2nicos \u2014 e o n\u00f3rdico tinham os mesmos g\u00eaneros gramaticais e tamb\u00e9m eram declinados, mas com algumas diferen\u00e7as.<br \/>\nMuitas palavras compartilhavam a mesma raiz e eram parecidas, mas o mesmo substantivo podia ter g\u00eanero masculino em um idioma e feminino, ou neutro, em outro. Um dos muitos exemplos modernos deste fen\u00f4meno \u00e9 a palavra &#8220;idioma&#8221; \u2014 feminino em alem\u00e3o (&#8220;die Sprache&#8221;) e neutro em noruegu\u00eas (&#8220;Sproke&#8221;).<br \/>\nAl\u00e9m disso, o idioma ancestral n\u00f3rdico (como o noruegu\u00eas moderno) n\u00e3o tem artigo definido antes do substantivo. Ele tem uma part\u00edcula definida \u2014 um sufixo, usado no final da palavra. Tudo isso alterava a declina\u00e7\u00e3o dos substantivos e adjetivos de acordo com a sua fun\u00e7\u00e3o em cada frase.<br \/>\n&#8220;Imagine Yorkshire no s\u00e9culo 9&#8221;, prop\u00f5e o professor Millar, referindo-se a uma conversa entre falantes do idioma anglo-sax\u00e3o e do n\u00f3rdico vivendo lado a lado. &#8220;Eles tentam procurar bases comuns. Como o que h\u00e1 em comum s\u00e3o as palavras e n\u00e3o as informa\u00e7\u00f5es gramaticais, eles simplificam e racionalizam o sistema.&#8221;<br \/>\nPor isso, a conversa ocorria sem os artigos definidos. &#8220;A elimina\u00e7\u00e3o do g\u00eanero gramatical nivelava o terreno para que todos pudessem se entender&#8221;, diz o professor.<br \/>\nOs anglo-sax\u00f5es conseguiam entender-se com os vikings porque compartilhavam palavras similares<br \/>\nGetty Images via BBC<br \/>\nA dilui\u00e7\u00e3o do artigo definido<br \/>\nOutros especialistas defendem que a quest\u00e3o n\u00e3o \u00e9 de compreens\u00e3o, mas de fonologia.<br \/>\n&#8220;N\u00f3s n\u00e3o nos desfazemos das coisas porque outras pessoas n\u00e3o nos entendem. Se algu\u00e9m n\u00e3o entende, \u00e9 problema deles&#8221;, afirma Aditi Lahiri, fon\u00f3loga e professora de Lingu\u00edstica da Universidade de Oxford, na Inglaterra.<br \/>\n&#8220;O g\u00eanero gramatical \u00e9 marcado com sons especiais. A fonologia mostra como os sons mudam conforme o contexto e como eles desaparecem em um contexto espec\u00edfico&#8221;, segundo Lahiri.<br \/>\n &#8220;Em alem\u00e3o, por exemplo, o artigo definido tem tr\u00eas formas: &#8216;der&#8217;, &#8216;die&#8217; e &#8216;das&#8217; (masculino, feminino e neutro). &#8216;Der&#8217; \u00e9 pronunciado quase como &#8216;dea&#8217; e, se a consoante final de &#8216;das&#8217; desaparecesse, seria realmente dif\u00edcil diferenciar os tr\u00eas artigos&#8221;, explica a professora. &#8220;Muitos idiomas perdem a qualidade distintiva da vogal quando sua posi\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 acentuada.&#8221;<br \/>\n&#8220;A falta de contraste sonoro neutraliza o contraste de g\u00eanero&#8221;, afirma Lahiri. &#8220;Se n\u00e3o houver marcas fonol\u00f3gicas que informem qual o g\u00eanero da palavra, o contraste desaparece. A \u00fanica forma de conhecer o g\u00eanero de uma palavra neutralizada seria pela declina\u00e7\u00e3o do adjetivo, mas ele tamb\u00e9m foi neutralizado [em ingl\u00eas].&#8221;<br \/>\nA professora indica que esta \u00e9 uma quest\u00e3o de eros\u00e3o gradual. Se o som n\u00e3o for suficientemente contrastante, ele vai se diluir. As gera\u00e7\u00f5es seguintes j\u00e1 n\u00e3o ter\u00e3o essa refer\u00eancia e, pouco a pouco, ele desaparece.<br \/>\n\u00c9 muito dif\u00edcil determinar quando foram estabelecidas essas mudan\u00e7as, mas Millar suspeita que, na forma falada, os povos tenham se desfeito do contraste muito rapidamente nos diferentes dialetos, embora n\u00e3o todos ao mesmo tempo.<br \/>\nTexto amb\u00edguo<br \/>\nJ\u00e1 no idioma escrito, o primeiro sinal existente do fen\u00f4meno surge no in\u00edcio do s\u00e9culo 10, com a colet\u00e2nea inglesa dos famosos Evangelhos de Lindisfarne, um dos mais importantes manuscritos remanescentes da Inglaterra anglo-sax\u00e3.<br \/>\n&#8220;Em grande parte, [o manuscrito] est\u00e1 no que chamar\u00edamos de ingl\u00eas antigo cl\u00e1ssico, mas tamb\u00e9m inclui dialeto nort\u00fambrio acrescentado pelo comentarista, um sacerdote chamado Aldred&#8221;, conta Millar. &#8220;Ele usa um artigo definido &#8216;incorretamente&#8217; \u2014 um artigo definido feminino com um substantivo neutro.&#8221;<br \/>\nAnota\u00e7\u00f5es acrescentadas aos Evangelhos de Lindisfarne no s\u00e9culo 10 incluem o uso amb\u00edguo dos artigos<br \/>\nGetty Images via BBC<br \/>\nEste &#8220;erro&#8221; \u00e9 algo que a popula\u00e7\u00e3o do sudoeste da Inglaterra, onde se falava o sax\u00e3o ocidental, nunca cometeria.<br \/>\nMas existe uma difus\u00e3o gradual do uso n\u00e3o espec\u00edfico do g\u00eanero e surge uma ambiguidade crescente sobre qual era a forma correta, segundo Millar. Essa ambiguidade come\u00e7a no norte, mais ou menos no s\u00e9culo 9, e \u00e9 gradualmente difundida em dire\u00e7\u00e3o ao sul.<br \/>\nRes\u00edduos do g\u00eanero gramatical<br \/>\nAp\u00f3s a conquista normanda, em 1066, o ingl\u00eas sofreu mudan\u00e7as significativas de pron\u00fancia, ortografia, gram\u00e1tica e, principalmente, vocabul\u00e1rio, devido \u00e0 monarquia francesa que se estabeleceu na Inglaterra por s\u00e9culos. \u00c9 o per\u00edodo do ingl\u00eas m\u00e9dio.<br \/>\nMuitas palavras francesas foram incorporadas ao idioma e sobrevivem em ingl\u00eas at\u00e9 hoje. Mas o g\u00eanero gramatical, mantido no franc\u00eas, n\u00e3o voltou a ser praticado em ingl\u00eas.<br \/>\n&#8220;O contato com outros idiomas tem seus limites&#8221;, segundo Lahiri. &#8220;A tend\u00eancia \u00e9 tomar emprestados principalmente substantivos, mas uma categoria gramatical \u00e9 muito dif\u00edcil. Seria alterado todo o sistema de classifica\u00e7\u00e3o.&#8221;<br \/>\nEm ingl\u00eas atual e nos dialetos modernos, encontram-se alguns res\u00edduos do g\u00eanero gramatical, que atraem apenas o interesse dos linguistas. Mas existe, em algumas variantes, a tend\u00eancia de marcar as palavras com algo talvez parecido com o g\u00eanero gramatical, como a tend\u00eancia dos marinheiros de chamar seus barcos pelo feminino (&#8220;ela&#8221;).<br \/>\nOs marinheiros tendem a referir-se aos barcos pelo feminino (&#8216;ela&#8217;)<br \/>\nGetty Images via BBC<br \/>\nMillar faz refer\u00eancia a um desenvolvimento espec\u00edfico dos dialetos das ilhas de Shetland e Orkney, no norte da Esc\u00f3cia. Neles, a maioria dos objetos inanimados tem g\u00eanero masculino ou feminino.<br \/>\nE h\u00e1 diferen\u00e7as entre os dialetos. Em Orkney, por exemplo, fala-se &#8220;a ponte&#8221;; em Shetland, &#8220;o ponte&#8221;.<br \/>\n&#8220;N\u00e3o sei se s\u00e3o reminisc\u00eancias do g\u00eanero gramatical ou n\u00e3o, mas algo disso certamente sobrevive&#8221;, diz ele.<br \/>\nNeutraliza\u00e7\u00e3o do pronome<br \/>\nUma distin\u00e7\u00e3o que permanece em ingl\u00eas \u00e9 a dos pronomes pessoais conforme o g\u00eanero, pelo menos no singular. Segundo Lahiri, isso ocorre porque a fonologia de &#8220;he\/she&#8221; (ele\/ela, pronomes do caso reto, usados como sujeito) e &#8220;him\/her&#8221; (pronomes do caso obl\u00edquo, usados como objeto) \u00e9 muito diferente.<br \/>\nMas, no plural, os pronomes (eles\/elas) t\u00eam g\u00eanero neutro: &#8220;they&#8221; e &#8220;them&#8221;.<br \/>\nNos \u00faltimos anos, o uso da palavra neutra &#8220;they&#8221; no singular, para designar pessoas n\u00e3o bin\u00e1rias, vem gerando ardentes discuss\u00f5es. V\u00e1rios movimentos v\u00eam tentando eliminar a distin\u00e7\u00e3o por g\u00eanero e estabelecer pronomes ou sufixos neutros, em ingl\u00eas e em outros idiomas.<br \/>\nA palavra inglesa &#8220;they&#8221; (eles\/elas) vem sendo usada no singular para designar a forma do pronome em g\u00eanero neutro<br \/>\nGetty Images via BBC<br \/>\nExistem idiomas que nunca tiveram este problema. O finland\u00eas, por exemplo, nunca teve g\u00eanero gramatical, nem um pronome que diferenciasse o masculino do feminino. O sueco tamb\u00e9m usa o pronome n\u00e3o espec\u00edfico com muito sucesso, segundo Robert McColl Millar.<br \/>\n&#8220;O ingl\u00eas n\u00e3o tem tanta adapta\u00e7\u00e3o, porque mantivemos as divis\u00f5es sexuais naturais nos pronomes. Para n\u00f3s, parece natural&#8221;, comenta ele, &#8220;mas acredito que ir\u00e1 acontecer, veremos isso em 20 ou 30 anos&#8221;.<br \/>\nJ\u00e1 a fon\u00f3loga Aditi Lahiri acredita que elementos de um idioma n\u00e3o devem ser eliminados por decreto. &#8220;Dever\u00edamos eliminar a palavra &#8216;g\u00eanero&#8217;, pois a classifica\u00e7\u00e3o n\u00e3o tem nada a ver com o g\u00eanero das coisas, \u00e9 gramatical&#8221;, segundo ela.<br \/>\nA classifica\u00e7\u00e3o das palavras era determinada conforme elas se referissem a algo animado ou inanimado. &#8220;Em vez de masculino, feminino e neutro, poderia se chamar a, b e c, o que seria mais f\u00e1cil ou aceit\u00e1vel&#8221;, conclui ela.<br \/>\n&#8211; Este texto foi publicado originalmente em https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/geral-62760495<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apesar de ser um idioma descendente de l\u00ednguas com dois ou tr\u00eas g\u00eaneros gramaticais, ao longo de sua evolu\u00e7\u00e3o, o ingl\u00eas foi perdendo-os. Apesar de ser um idioma descendente de l\u00ednguas com dois ou tr\u00eas g\u00eaneros gramaticais, ao longo de sua evolu\u00e7\u00e3o, o ingl\u00eas foi perdendo-os Getty Images via BBC Uma das primeiras surpresas quando<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":4122,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"om_disable_all_campaigns":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[44],"tags":[],"class_list":{"0":"post-4121","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-example-6"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4121","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4121"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4121\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4122"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4121"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4121"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4121"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}