{"id":41055,"date":"2023-02-11T12:10:26","date_gmt":"2023-02-11T12:10:26","guid":{"rendered":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/2023\/02\/11\/as-criancas-cujos-nomes-foram-apagados-no-terremoto-na-turquia\/"},"modified":"2023-02-11T12:10:26","modified_gmt":"2023-02-11T12:10:26","slug":"as-criancas-cujos-nomes-foram-apagados-no-terremoto-na-turquia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/2023\/02\/11\/as-criancas-cujos-nomes-foram-apagados-no-terremoto-na-turquia\/","title":{"rendered":"As crian\u00e7as cujos nomes foram apagados no terremoto na Turquia"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/YHdNDZMT4kHRYayst-fkj5ikdlo=\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2023\/h\/z\/bgUYTPQTAB81TyAwKK2A\/crianca-bbc-turquia.jpg\"><br \/>     Existem centenas de casos de crian\u00e7as n\u00e3o identificadas cujos pais morreram ou n\u00e3o puderam ser encontrados. As crian\u00e7as feridas no hospital de Adana, cidade no sul da Turquia gravemente afetada pelos terremotos desta semana, s\u00e3o jovens demais para entender tudo que perderam.<br \/>\nNa unidade de terapia intensiva, os m\u00e9dicos d\u00e3o uma mamadeira a uma menina ferida de seis meses cujos pais n\u00e3o foram encontrados.<br \/>\nExistem centenas de outros casos de crian\u00e7as n\u00e3o identificadas cujos pais morreram ou n\u00e3o puderam ser encontrados.<br \/>\nO terremoto destruiu suas fam\u00edlias e apagou at\u00e9 mesmo os seus nomes.<br \/>\nA m\u00e9dica Nursah Keskin segura a m\u00e3o da beb\u00ea, que \u00e9 identificada na etiqueta em sua cama como &#8220;an\u00f4nima&#8221;.<br \/>\nEla tem m\u00faltiplas fraturas, um olho roxo e seu rosto est\u00e1 muito machucado; mas ela se vira e sorri para n\u00f3s.<br \/>\n&#8220;Sabemos onde ela foi encontrada e como chegou aqui. Mas estamos tentando encontrar um endere\u00e7o. A busca continua&#8221;, diz Keskin, que \u00e9 pediatra e vice-diretora do hospital.<br \/>\nEsta menina, que tem entre cinco ou seis anos, tem um traumatismo craniano e fraturas m\u00faltiplas<br \/>\nBBC<br \/>\nMuitos das crian\u00e7as aqui foram resgatadas de pr\u00e9dios que ca\u00edram em outras regi\u00f5es. Elas foram levadas para Adana porque o hospital ainda est\u00e1 de p\u00e9.<br \/>\nMuitos outros centros m\u00e9dicos nas zonas de desastre desabaram ou foram danificados. Adana virou um centro de resgate.<br \/>\nEm um caso, beb\u00eas rec\u00e9m-nascidos foram trazidos para c\u00e1 \u00e0s pressas de uma maternidade em um hospital gravemente atingido na cidade de Iskenderun.<br \/>\nAs autoridades de sa\u00fade turcas dizem que em toda a zona de desastre do pa\u00eds existem atualmente mais de 260 crian\u00e7as feridas ainda n\u00e3o identificadas.<br \/>\nEsse n\u00famero pode aumentar significativamente \u00e0 medida que mais \u00e1reas est\u00e3o sendo alcan\u00e7adas.<br \/>\nA cirurgi\u00e3 pedi\u00e1trica Ilknur Banlicesur diz que muitas crian\u00e7as n\u00e3o conseguem falar por estarem em choque<br \/>\nBBC<br \/>\nSigo Keskin pelos corredores lotados. Sobreviventes do terremoto est\u00e3o deitados em macas, outros enrolados em cobertores e deitados em colch\u00f5es em uma \u00e1rea de emerg\u00eancia. A ala cir\u00fargica tamb\u00e9m est\u00e1 repleta de crian\u00e7as feridas.<br \/>\nNos deparamos com uma menina que os m\u00e9dicos dizem ter cinco ou seis anos. Ela est\u00e1 dormindo, com soros intravenosos. A equipe diz que ela teve um traumatismo craniano e fraturas m\u00faltiplas.<br \/>\nPergunto se ela consegue falar seu pr\u00f3prio nome.<br \/>\n&#8220;N\u00e3o, ela faz apenas contato visual e por gestos&#8221;, diz Ilknur Banlicesur, cirurgi\u00e3 pedi\u00e1trica.<br \/>\n&#8220;Por causa do choque, essas crian\u00e7as n\u00e3o conseguem falar. Elas sabem seus nomes. Depois de estabilizadas, daqui a alguns dias, poderemos [tentar] conversar com elas&#8221;, explica ela.<br \/>\nAs autoridades de sa\u00fade t\u00eam tentado achar os endere\u00e7os das casas das crian\u00e7as n\u00e3o identificadas. Mas muitas vezes os endere\u00e7os n\u00e3o passam de ru\u00ednas.<br \/>\nAs redes sociais na Turquia est\u00e3o cheias de postagens de crian\u00e7as desaparecidas, dando detalhes de qual andar elas moravam em pr\u00e9dios desabados.<br \/>\nParentes sobreviventes e funcion\u00e1rios do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade est\u00e3o visitando diversos centros m\u00e9dicos para ajudar a encontrar crian\u00e7as desaparecidas.<br \/>\nNo hospital de Adana, os feridos continuam chegando. Eles est\u00e3o chocados e exaustos.<br \/>\nOs pr\u00f3prios m\u00e9dicos aqui tamb\u00e9m sofreram com o terremoto. Keskin perdeu familiares e est\u00e1 abrigada no hospital com seus filhos devido aos tremores secund\u00e1rios.<br \/>\nEu pergunto a ela como ela est\u00e1 lidando com tudo.<br \/>\n\u201cEu estou bem, estou tentando fazer o bem, porque [as crian\u00e7as] precisam muito de n\u00f3s.<br \/>\n&#8220;Mas eu agrade\u00e7o a Deus por ainda ter meus filhos. N\u00e3o consigo pensar em dor maior para uma m\u00e3e do que perder seu filho.&#8221;<br \/>\nAo nosso lado, crian\u00e7as esperam a volta de seus pais. Algumas conseguiram encontr\u00e1-los. Mas muitas ainda s\u00e3o consideradas as crian\u00e7as an\u00f4nimas do terremoto.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Existem centenas de casos de crian\u00e7as n\u00e3o identificadas cujos pais morreram ou n\u00e3o puderam ser encontrados. As crian\u00e7as feridas no hospital de Adana, cidade no sul da Turquia gravemente afetada pelos terremotos desta semana, s\u00e3o jovens demais para entender tudo que perderam. 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