{"id":39891,"date":"2023-02-07T23:12:32","date_gmt":"2023-02-07T23:12:32","guid":{"rendered":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/2023\/02\/07\/ajuda-humanitaria-e-urgente-no-noroeste-da-siria-onde-guerra-dificulta-socorro-apos-terremoto\/"},"modified":"2023-02-07T23:12:32","modified_gmt":"2023-02-07T23:12:32","slug":"ajuda-humanitaria-e-urgente-no-noroeste-da-siria-onde-guerra-dificulta-socorro-apos-terremoto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/2023\/02\/07\/ajuda-humanitaria-e-urgente-no-noroeste-da-siria-onde-guerra-dificulta-socorro-apos-terremoto\/","title":{"rendered":"Ajuda humanit\u00e1ria \u00e9 urgente no noroeste da S\u00edria, onde guerra dificulta socorro ap\u00f3s terremoto"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/xmFHwQPlhsaK0A7X0f59epgipZY=\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2023\/3\/K\/m0N1o9RhWLCJHgfKMPsg\/0602-terremoto5.jpg\"><br \/>   \u00daltimo reduto controlado por rebeldes e jihadistas, 4,8 milh\u00f5es de pessoas vivem na \u00e1rea em condi\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias, muitas delas deslocadas pela guerra civil. Terremoto na Turquia e na S\u00edria: resgates emocionantes<br \/>\nO n\u00famero de mortos segue aumentando e ningu\u00e9m sabe a extens\u00e3o total da trag\u00e9dia. As\u00a0equipes que continuam no terreno nesta ter\u00e7a-feira (7) tentando salvar poss\u00edveis v\u00edtimas do terremoto que atingiu o sul da Turquia e o norte da S\u00edria relatam uma\u00a0situa\u00e7\u00e3o dram\u00e1tica, especialmente em \u00e1reas j\u00e1 atingidas por outras crises como guerra, fome e milhares de deslocamentos internos.<br \/>\nAs primeiras 72 horas ap\u00f3s o desastre s\u00e3o crucias para os socorristas em busca de v\u00edtimas nos escombros do terremoto que sacudiu uma parte do Oriente M\u00e9dio. Enviar ajuda aos desabrigados na S\u00edria \u00e9 o ponto mais complicado das opera\u00e7\u00f5es humanit\u00e1rias, principalmente na regi\u00e3o rebelde de Idlib, no noroeste do pa\u00eds.<br \/>\n\u00daltimo reduto controlado por rebeldes e jihadistas, 4,8 milh\u00f5es de pessoas vivem nessa \u00e1rea em condi\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias, muitas delas deslocadas pela guerra civil, instaladas em barracas.\u00a0<br \/>\n&#8220;O que nos preocupa nesse momento \u00e9 como faremos a resposta nessa regi\u00e3o da S\u00edria, onde atualmente j\u00e1 existem mais de 4 milh\u00f5es de pessoas que dependem de assist\u00eancia humanit\u00e1ria permanente&#8221;, diz em entrevista \u00e0 RFI a\u00a0brasileira Fernanda Baumhardt, que atua como humanit\u00e1ria no Conselho Noruegu\u00eas para Refugiados (NORCAP). Ela destaca a necessidade urgente de acesso \u00e0\u00a0assist\u00eancia internacional\u00a0nessa regi\u00e3o.\u00a0<br \/>\n&#8220;Eu gostaria de chamar a aten\u00e7\u00e3o para o sofrimento humano no noroeste da S\u00edria, porque ontem \u00e0 noite, tivemos uma declara\u00e7\u00e3o do embaixador do pa\u00eds para as\u00a0Na\u00e7\u00f5es Unidas dizendo que autorizariam a entrada de ajuda humanit\u00e1ria internacional, por\u00e9m essa ajuda precisaria entrar por \u00e1reas comandadas pelo governo e n\u00e3o pela oposi\u00e7\u00e3o&#8221;, observa. &#8220;Contudo, n\u00e3o podemos esquecer que o terremoto atingiu, principalmente, a \u00e1rea da oposi\u00e7\u00e3o, onde as pessoas j\u00e1 est\u00e3o vivendo h\u00e1 praticamente 12 anos sob conflito interno\u00a0e j\u00e1 est\u00e3o numa situa\u00e7\u00e3o bastante dif\u00edcil do ponto de vista humanit\u00e1rio&#8221;, analisa.\u00a0\u00a0<br \/>\nO diretor-regional da NORCAP para o Oriente M\u00e9dio, Carsten Hansen, lembra que &#8220;milh\u00f5es\u00a0de s\u00edrios j\u00e1 tinham sido for\u00e7ados a fugir da guerra e agora muitos outros ser\u00e3o deslocados por causa desse desastre, no meio de um inverno rigoroso e de uma crise financeira sem precedentes no pa\u00eds&#8221;.\u00a0\u00a0<br \/>\nTremores secund\u00e1rios dificultam opera\u00e7\u00f5es<br \/>\nO primeiro tremor de magnitude 7.7 foi sentido \u00e0s 4h17 da madrugada de segunda-feira (6) no sul da Turquia (hora local). Trata-se do terremoto mais intenso registrado no pa\u00eds desde 1939.<br \/>\nAo menos 185 r\u00e9plicas dos abalos foram registradas nas \u00faltimas 24 horas, incluindo um segundo tremor de magnitude 7.5, \u00e0s 13h24 de ontem, em Ekinozou, na prov\u00edncia turca de Kahmaranmaras, que\u00a0foi sentido em prov\u00edncias vizinhas. Outro abalo de magnitude 5,5 foi registrado ao amanhecer desta ter\u00e7a-feira (7) em Golbasi, no sul da Turquia.\u00a0<br \/>\nUma situa\u00e7\u00e3o de instabilidade que torna o trabalho de salvamento e aten\u00e7\u00e3o \u00e0s v\u00edtimas ainda mais dif\u00edcil. \u00a0<br \/>\n&#8220;Enquanto os olhos do mundo est\u00e3o na Turquia, que \u00e9 o epicentro do desastre, n\u00e3o podemos deixar de olhar para o noroeste da S\u00edria e tamb\u00e9m pressionar, ou lembrar ao governo da S\u00edria dos princ\u00edpios humanit\u00e1rios, permitindo acesso \u00e0s \u00e1reas onde se encontram essas popula\u00e7\u00f5es, para que a comunidade internacional e organiza\u00e7\u00f5es internacionais possam fazer o seu papel humanit\u00e1rio nesse momento&#8221;, reitera Fernanda Bauhmardt, descrevendo a complexidade dos interesses\u00a0em jogo para manter os corredores humanit\u00e1rios abertos.\u00a0<br \/>\nSob san\u00e7\u00f5es internacionais desde o in\u00edcio da guerra civil, h\u00e1 11 anos, o\u00a0regime ditatorial de Damasco j\u00e1 recebeu promessa de ajuda da aliada R\u00fassia, mas estende o pedido a toda a comunidade internacional. O embaixador s\u00edrio nas Na\u00e7\u00f5es Unidas garantiu que a ajuda iria &#8220;para todos os s\u00edrios, em todo o pa\u00eds&#8221;.<br \/>\nO que muitas ONGs acreditam ser improv\u00e1vel no caso das \u00e1reas rebeldes, al\u00e9m desse apelo representar um problema de ordem diplom\u00e1tica com o governo de Bashar al-Assad.\u00a0<br \/>\nAya Majzoub, diretora-adjunta da Anistia Internacional para o Oriente M\u00e9dio e Norte da \u00c1frica, apela \u00e0 comunidade internacional\u00a0para mobilizar imediatamente recursos para as opera\u00e7\u00f5es de\u00a0resgate e apoio humanit\u00e1rio no norte da S\u00edria. &#8220;O governo s\u00edrio precisa permitir a ajuda internacional de chegar a todas as \u00e1reas afetadas pelo terremoto sem restri\u00e7\u00f5es&#8221;, diz.\u00a0<br \/>\nTerremoto na Turquia e na S\u00edria<br \/>\nArte\/g1<br \/>\nUma sobreposi\u00e7\u00e3o de crises<br \/>\nCom experi\u00eancia em miss\u00f5es humanit\u00e1rias em mais de 25 pa\u00edses, inclusive em\u00a0campos de refugiados das fronteiras da S\u00edria, Fernanda Baumhardt acrescenta que essas popula\u00e7\u00f5es j\u00e1 n\u00e3o tinham acesso a hospitais e rem\u00e9dios, al\u00e9m de sofrerem com falta de comida. \u00a0<br \/>\nDe acordo com dados do Escrit\u00f3rio das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Coordena\u00e7\u00e3o de Assuntos Humanit\u00e1rios (OCHA) para o nordeste da S\u00edria, 3.3 milh\u00f5es de pessoas vivem em situa\u00e7\u00e3o de inseguran\u00e7a alimentar e h\u00e1 2.9 milh\u00f5es de deslocados internos.\u00a0<br \/>\nEm 2022, 7.566 caminh\u00f5es carregados de ajuda humanit\u00e1ria cruzaram a fronteira da Turquia para\u00a0a S\u00edria, alcan\u00e7ando 2.7 milh\u00f5es de pessoas por m\u00eas. \u00a0<br \/>\nNo mesmo ano, as hostilidades no nordeste da S\u00edria resultaram em pelo menos 145 civis mortos, incluindo 58 crian\u00e7as e 249 feridos.\u00a0<br \/>\nUm cen\u00e1rio que ganha propor\u00e7\u00f5es ainda mais dram\u00e1ticas depois do terremoto de segunda-feira, com uma grande fragilidade das infraestruturas, edif\u00edcios destru\u00eddos, fontes de \u00e1gua interditadas e cortes de energia, conforme relatado pelas organiza\u00e7\u00f5es internacionais que est\u00e3o no terreno. \u00a0<br \/>\nAl\u00e9m disso, &#8220;muitas pessoas buscam prote\u00e7\u00e3o porque suas moradias foram destru\u00eddas e esse fluxo de migra\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o pode lev\u00e1-las\u00a0para locais com minas e explosivos&#8221;, alerta Fernanda. \u00a0<br \/>\nA ONG M\u00e9dicos Sem Fronteiras (MSF) \u00e9 outra das poucas organiza\u00e7\u00f5es humanit\u00e1rias internacionais presentes no noroeste da S\u00edria. Ela administra um hospital e cl\u00ednicas m\u00f3veis na prov\u00edncia de Idlib, \u00e1rea controlada por rebeldes e jihadistas e foi rapidamente chamada, ap\u00f3s o terremoto, para atender os feridos. A organiza\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m est\u00e1 presente no norte de Aleppo, nas regi\u00f5es de Azaz, Afrin e El Beb.\u00a0<br \/>\n&#8220;Em Idlib fomos solicitados pelos hospitais, especialmente para cuidar de traumatismos&#8221;, explica \u00e0 RFI Hakim Khaldi, chefe da miss\u00e3o do MSF na S\u00edria. Ele faz um alerta para a falta de material m\u00e9dico, especialmente gesso para atender os\u00a0m\u00faltiplos casos de fraturas. \u00a0\u00a0<br \/>\nTerremoto prejudica transporte de ajuda humanit\u00e1ria entre fronteiras<br \/>\nQuase toda a ajuda humanit\u00e1ria destinada ao noroeste da S\u00edria\u00a0entra pela Turquia atrav\u00e9s de Bab al-Hawa, o \u00fanico ponto de passagem garantido por uma resolu\u00e7\u00e3o do Conselho de Seguran\u00e7a das Na\u00e7\u00f5es Unidas. Contudo, o terremoto destruiu estradas no territ\u00f3rio turco\u00a0e afetou funcion\u00e1rios locais e internacionais da ONU,\u00a0assim como outros parceiros e motoristas de caminh\u00e3o que geralmente transportam essa ajuda.\u00a0<br \/>\n&#8220;Eles est\u00e3o procurando suas fam\u00edlias nos escombros. Portanto, tamb\u00e9m somos afetados como todos os outros&#8221; e &#8220;isso teve um impacto nesta opera\u00e7\u00e3o&#8221;, explica o porta-voz do escrit\u00f3rio de coordena\u00e7\u00e3o de A\u00e7\u00f5es Humanit\u00e1rias da ONU, Jens Laerke. \u00a0<br \/>\n&#8220;Usaremos todos os meios poss\u00edveis para alcan\u00e7ar as pessoas e isso inclui a opera\u00e7\u00e3o transfronteiri\u00e7a e mesmo\u00a0nas linhas do front, dentro da S\u00edria&#8221;, acrescentou.<br \/>\nLaerke deixou claro que &#8220;o fundo humanit\u00e1rio transfronteiri\u00e7o, que \u00e9 o principal instrumento para fornecer ajuda ao\u00a0noroeste da S\u00edria, est\u00e1 atualmente vazio&#8221; e, segundo a ag\u00eancia da ONU, precisa ser reabastecido com urg\u00eancia.\u00a0<br \/>\nA Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas j\u00e1 salientou v\u00e1rias vezes nos \u00faltimos anos que a entrega de ajuda, que requer a aprova\u00e7\u00e3o de Damasco, n\u00e3o \u00e9\u00a0suficiente para atender \u00e0s necessidades das popula\u00e7\u00f5es do noroeste da S\u00edria. \u201cO imperativo humanit\u00e1rio de salvar vidas, por todos os meios e por todos os canais poss\u00edveis, deve prevalecer agora\u201d, afirmou.\u00a0<br \/>\nCrescente Vermelho S\u00edrio pede fim das san\u00e7\u00f5es contra Damasco<br \/>\nDiante das dificuldades enfrentadas ap\u00f3s o terremoto, o Crescente Vermelho S\u00edrio pediu nesta ter\u00e7a-feira \u00e0 Uni\u00e3o Europeia (UE) que suspenda as san\u00e7\u00f5es contra Damasco.<br \/>\n&#8220;Pe\u00e7o a todos os pa\u00edses da UE que suspendam as san\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas contra a S\u00edria&#8221;, porque &#8220;chegou a hora, depois deste terremoto&#8221;, declarou Khaled Haboubati, diretor do Crescente Vermelho S\u00edrio durante uma entrevista coletiva.\u00a0<br \/>\nDamasco argumenta que a crise econ\u00f4mica est\u00e1 ligada \u00e0s san\u00e7\u00f5es que atingem o pa\u00eds, desde o conflito desencadeado pela brutal repress\u00e3o aos protestos pr\u00f3-democracia, antes\u00a0de a S\u00edria mergulhar em uma guerra devastadora.\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00daltimo reduto controlado por rebeldes e jihadistas, 4,8 milh\u00f5es de pessoas vivem na \u00e1rea em condi\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias, muitas delas deslocadas pela guerra civil. Terremoto na Turquia e na S\u00edria: resgates emocionantes O n\u00famero de mortos segue aumentando e ningu\u00e9m sabe a extens\u00e3o total da trag\u00e9dia. 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