{"id":39523,"date":"2023-02-06T19:17:36","date_gmt":"2023-02-06T19:17:36","guid":{"rendered":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/2023\/02\/06\/como-foi-criada-a-barsa-enciclopedia-que-fez-a-cabeca-e-os-trabalhos-escolares-de-geracoes-antes-da-internet\/"},"modified":"2023-02-06T19:17:36","modified_gmt":"2023-02-06T19:17:36","slug":"como-foi-criada-a-barsa-enciclopedia-que-fez-a-cabeca-e-os-trabalhos-escolares-de-geracoes-antes-da-internet","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/2023\/02\/06\/como-foi-criada-a-barsa-enciclopedia-que-fez-a-cabeca-e-os-trabalhos-escolares-de-geracoes-antes-da-internet\/","title":{"rendered":"Como foi criada a Barsa, enciclop\u00e9dia que fez a cabe\u00e7a (e os trabalhos escolares) de gera\u00e7\u00f5es antes da internet"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/Uu-WHZfzwNFtMFhqdQFHVtxHans=\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2023\/0\/M\/lu8gKKShSSGS3VLBrpzw\/thumbnail-image001.jpg\"><br \/>   Para quem cresceu antes da chegada da internet e da populariza\u00e7\u00e3o dos computadores pessoais, status intelectual era ostentar uma robusta cole\u00e7\u00e3o de livros de capa vermelha na estante da sala. Primeira edi\u00e7\u00e3o da Barsa<br \/>\nDIVULGA\u00c7\u00c3O<br \/>\nPara quem cresceu antes da chegada da internet e da populariza\u00e7\u00e3o dos computadores pessoais, status intelectual era ostentar uma robusta cole\u00e7\u00e3o de livros de capa vermelha na estante da sala. Dezesseis volumes, de A a Z \u2014 ou melhor, de A a Zwingli, respectivamente a primeira e a \u00faltima entrada \u2014, com 130 mil verbetes.<br \/>\nEm tese, tudo o que havia de importante estava ali. Em suas lombadas caprichadas, lia-se o nome que impunha respeito e pompa: Enciclop\u00e9dia Barsa.<br \/>\nA hist\u00f3ria dessa enciclop\u00e9dia, que foi lan\u00e7ada poucos dias antes do golpe militar de 1964 e teve sua \u00faltima edi\u00e7\u00e3o impressa exatamente 50 anos depois, em 2014, envolveu grandes nomes da cultura brasileira e, para fam\u00edlias que se preocupavam enormemente com os estudos de seus filhos, significou muita luta e, por vezes, endividamentos.<br \/>\nDesde o ano 2000, os direitos da publica\u00e7\u00e3o s\u00e3o da Editora Planeta, que comercializa ainda a vers\u00e3o impressa e tamb\u00e9m uma plataforma digital com o conte\u00fado, chamada de Barsa na Rede. Segundo a editora, s\u00e3o 170 mil usu\u00e1rios pagantes.<br \/>\n\u201cO enfoque \u00e9 no p\u00fablico escolar: alunos, professores, gestores e comunidade escolar. Al\u00e9m de outros interessados em tem\u00e1ticas de diversas \u00e1reas do conhecimento\u201d, explica o diretor geral de neg\u00f3cios da empresa, Anderson Silva.<br \/>\nO pontap\u00e9 inicial dessa enciclop\u00e9dica aventura foi dado pela empres\u00e1ria e editora Dorita Barret de S\u00e1 Putch (1914-1973).<br \/>\nAmericana nascida na Calif\u00f3rnia, ela se naturalizou brasileira e vivia no Rio de Janeiro. Seu pai era editor-executivo da Encyclop\u00e6dia Britannica, que apesar das origens escancaradas em seu nome, vinha sendo publicada nos Estados Unidos desde o in\u00edcio do s\u00e9culo 20, em um neg\u00f3cio capitaneado pela Universidade de Chicago.<br \/>\nNo Brasil, a empres\u00e1ria vislumbrou a oportunidade de lan\u00e7ar uma enciclop\u00e9dia nacional. Mas n\u00e3o achava que simplesmente traduzir a Britannica resolveria as lacunas da cultura brasileira. Assim, em 1960, j\u00e1 \u00e0 frente da opera\u00e7\u00e3o Encyclop\u00e6dia Britannica do Brasil, contratou o jornalista e escritor Ant\u00f4nio Callado (1917-1997) para chefiar a equipe local da opera\u00e7\u00e3o.<br \/>\nEsse interesse comercial de Barret atendia \u00e0 uma necessidade que j\u00e1 era conhecida no Brasil. De acordo com o historiador Pedro Terres, pesquisador do Centro de Humanidades Digitais da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), desde os anos 1930 havia um projeto nacional e estatal da cria\u00e7\u00e3o de uma enciclop\u00e9dia nacional.<br \/>\n\u201cA ideia do governo era que fosse organizada pelo Estado e chegaram a chamar o [escritor] M\u00e1rio de Andrade [(1893-1945)] para pensar o projeto\u201d, conta ele. \u201cMas nunca foi para a frente, embora o Estado tenha continuado a financiar a ideia at\u00e9 os anos 1970. Nunca algo assim foi publicado.\u201d<br \/>\nConforme Terres contextualiza, nos anos 1960 esse nicho acabou sendo suprido pela chegada das enciclop\u00e9dias comerciais. E as que mais se destacaram foi a Britannica do Brasil e a Delta Larousse.<br \/>\nE Barret montou o projeto mais \u201cabrasileirado\u201d. Inclusive adotando um nome genu\u00edno para a publica\u00e7\u00e3o. Barsa, da jun\u00e7\u00e3o dos sobrenomes seu com o do marido, o diplomata Alfredo de Almeida S\u00e1.<br \/>\n\u201cA Barsa nasceu com o objetivo de dar um peso brasileiro \u00e0 enciclop\u00e9dia\u201d, pontua Terres. \u201cHavia um consenso na intelectualidade de que as enciclop\u00e9dias estrangeiras n\u00e3o traziam o peso da cultura brasileira. E para gestar uma enciclop\u00e9dia brasileira era preciso dar esse peso, pensar o folclore, as especificidades, a s\u00edntese do Brasil.\u201d<br \/>\nO terceiro e \u00faltimo cap\u00edtulo da disserta\u00e7\u00e3o de mestrado do historiador Terres, em andamento, trata exclusivamente sobre a Barsa.<br \/>\nUma enciclop\u00e9dia brasileira<br \/>\nIncumbido de chefiar o novo projeto, Callado tinha alta reputa\u00e7\u00e3o. Havia sido redator-chefe do Correio da Manh\u00e3 e gozava de prest\u00edgio intelectual. Sua ideia foi chamar grandes nomes e encomendar a eles verbetes especiais, n\u00e3o apenas informativos mas tamb\u00e9m argumentativos.<br \/>\nAssim, coube ao arquiteto e urbanista Oscar Niemeyer (1907-2012) escrever sobre Bras\u00edlia. O historiador e soci\u00f3logo S\u00e9rgio Buarque de Holanda (1902-1982) fez o texto sobre S\u00e3o Paulo. Jorge Amado (1912-2001), escritor j\u00e1 consagrado, incumbiu-se do verbete sobre o cacau. O soci\u00f3logo Gilberto Freyre (1900-1987) redigiu tanto o texto sobre Pernambuco quanto aquele que detalhava a import\u00e2ncia do a\u00e7\u00facar para a hist\u00f3ria econ\u00f4mica brasileira. O verbete sobre o Cear\u00e1 foi feito pela escritor Rachel de Queiroz (1910-2003).<br \/>\n\u201cTinha tamb\u00e9m um intuito comercial, ou seja, ter nomes de peso para a enciclop\u00e9dia\u201d, ressalta o historiador Terres.<br \/>\nAl\u00e9m desse time estrelado, a opera\u00e7\u00e3o da enciclop\u00e9dia tamb\u00e9m contava com uma grande reda\u00e7\u00e3o formada por funcion\u00e1rios fixos. Eram, em sua maioria, rec\u00e9m-graduados na Universidade do Brasil \u2014 depois rebatizada de Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) \u2014 e da Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica do Rio (PUC-Rio).<br \/>\n\u201cHavia um di\u00e1logo com as universidades, que ainda eram pouqu\u00edssimas no Brasil, e isso se articulava para pensar uma obra de s\u00ednteses que era focada no Brasil, uma s\u00edntese do Brasil dentro de um projeto intelectual\u201d, comenta o historiador.<br \/>\nDe acordo com o pesquisador, havia uma rede de colaboradores que chegou a 257 nomes \u2014 221 homens e 36 mulheres. Isso apenas para a primeira edi\u00e7\u00e3o da Barsa, lan\u00e7ada em 1964.<br \/>\nO trabalho na reda\u00e7\u00e3o n\u00e3o era apenas escrever e compilar os verbetes. Em um tempo anterior aos computadores, era preciso organizar e catalogar de forma sistem\u00e1tica, para que os \u00edndices remissivos funcionassem corretamente e n\u00e3o houvesse falhas. Checagem tamb\u00e9m era extremamente necess\u00e1ria.<br \/>\nTerres encontrou alguns documentos que levam a crer que Callado tinha um sal\u00e1rio combinado em d\u00f3lar para cuidar da opera\u00e7\u00e3o \u2014 algo na casa de 1 mil d\u00f3lares. Para os colaboradores de grife, h\u00e1 correspond\u00eancias que permitem especular o quanto era pago: cerca de 30 mil cruzeiros por artigo.<br \/>\n\u201cEra mais ou menos o sal\u00e1rio mensal que ganhava uma secret\u00e1ria de escrit\u00f3rio na \u00e9poca. Uma quantia razo\u00e1vel, mas tamb\u00e9m n\u00e3o um pre\u00e7o exorbitante\u201d, conta Terres, que diz que h\u00e1 ind\u00edcios de que Freyre tenha tentado negociar melhores honor\u00e1rios.<br \/>\nO atual diretor da Barsa, Anderson Silva, \u00e0 frente da cole\u00e7\u00e3o<br \/>\nDIVULGA\u00c7\u00c3O<br \/>\n\u201cEsses verbetes assinados eram muito bem publicizados na imprensa, ou seja, o Callado fez toda uma jogada para poder comercializar a enciclop\u00e9dia\u201d, acrescenta o historiador.<br \/>\nEsses verbetes escritos por autores renomados tinham um estilo muito interessante. \u201cN\u00e3o eram verbetes de defini\u00e7\u00e3o, mas tinham um car\u00e1ter dissertativo, mais do que uma vis\u00e3o panor\u00e2mica do tema, tamb\u00e9m traziam argumentos, hip\u00f3teses. No texto do Gilberto Freyre, h\u00e1 o pensamento dele sendo colocado ali, com todos os vieses disso. Eram produ\u00e7\u00f5es acad\u00eamicas, com o objetivo de defender ideias, teorias\u201d, analisa.<br \/>\nA Barsa foi lan\u00e7ada em 1964 com 30% de conte\u00fado in\u00e9dito, totalmente produzido no Brasil. O restante foi feito com tradu\u00e7\u00e3o de verbetes da Brytannica.<br \/>\nDe acordo com a Editora Planeta, essa prerrogativa de recorrer a figur\u00f5es para determinados verbetes se manteve ao longo das d\u00e9cadas seguintes. Acabou virando uma tradi\u00e7\u00e3o, uma marca da Barsa.<br \/>\n\u201cA enciclop\u00e9dia, por sua voca\u00e7\u00e3o, foi assim produzida para contribuir com o conhecimento cient\u00edfico e cultural da sociedade e do mundo\u201d, diz Silva. Ele citou contratados ilustres como o fil\u00f3logo Ant\u00f4nio Houaiss (1915-1999), que integrou o corpo editorial da publica\u00e7\u00e3o desde o in\u00edcio, e tamb\u00e9m o jornalista Otto Maria Carpeaux (1900-1978).<br \/>\nSilva tamb\u00e9m destacou alguns verbetes produzidos em edi\u00e7\u00f5es mais recentes, assinados por nomes de destaque. O texto sobre Oscar Niemeyer foi feito pelo poeta e escritor Ferreira Gullar (1930-2016); o do Rec\u00f4ncavo Baiano, pelo ge\u00f3grafo Milton Santos (1926-2001); o verbete Ayrton Senna \u00e9 de autoria da irm\u00e3 do piloto, Viviane Senna; o jornalista e bi\u00f3grafo Ruy Castro foi o contratado para redigir um artigo sobre o centen\u00e1rio de Carmen Miranda.<br \/>\nPre\u00e7o de um carro?<br \/>\nSe a enciclop\u00e9dia se tornou fetiche para fam\u00edlias de classe m\u00e9dia, n\u00e3o era sem sufoco que as compras eram feitas. Foi com o advento da Barsa, por exemplo, que a ideia de parcelar uma compra se tornou praxe no Brasil.<br \/>\n\u00c9 comum encontrarmos coment\u00e1rios saudosos nas redes sociais sobre como era cara a enciclop\u00e9dia. Isso \u00e9 verdade. Muitos dizem que custava o pre\u00e7o de um carro zero. N\u00e3o era para tanto. Mas quando me recordo do Fiat velho que habitava a garagem da casa dos meus pais quando eu era crian\u00e7a, consigo entender que aqueles volumes no alto da estante haviam custado mais do que o meio de transporte da fam\u00edlia.<br \/>\nA gratid\u00e3o aos meus pais se torna maior ainda quando me lembro que houve um per\u00edodo, n\u00e3o muito distante daquele em que o Edison pai chegou anunciando a novidade da compra da Barsa, em que a garagem ficou completamente vazia: o retrato da crise.<br \/>\n\u201cRealmente era muito cara a cole\u00e7\u00e3o, exigia grande poder aquisitivo ou um endividamento consider\u00e1vel\u201d, analisa Terres.<br \/>\n\u201cNo passado, h\u00e1 relatos de que custava pr\u00f3ximo ao valor de um carro ou a de um terreno, um lote\u201d, comenta o diretor Silva.<br \/>\nHoje n\u00e3o h\u00e1 mais a figura do vendedor de enciclop\u00e9dia, aquele quase folcl\u00f3rico sujeito que batia de porta em porta. A Barsa s\u00f3 \u00e9 comercializada pelo site Barsa Shop, mantido pela editora.<br \/>\nEm 1964, quando a enciclop\u00e9dia foi lan\u00e7ada, os 45 mil conjuntos da primeira impress\u00e3o se esgotaram em oito meses \u2014 um tremendo sucesso. O auge das vendas, em 1990, significou 120 mil cole\u00e7\u00f5es vendidas. Em 2010, em um mundo j\u00e1 habituado a usar buscadores de internet e a enciclop\u00e9dia colaborativa Wikip\u00e9dia, foram apenas 8 mil.<br \/>\nMandei uma mensagem de WhatsApp para meus pais perguntando quanto eles tinham desembolsado pela Barsa de minha inf\u00e2ncia, se \u00e9 que ainda seria poss\u00edvel relembrar algo nesse sentido. \u201cAh, filho, perguntei aqui ao seu pai\u2026 Ele diz que n\u00e3o lembra quanto, s\u00f3 lembra que foi bastante\u201d, foi a resposta da minha m\u00e3e, algumas horas depois, via mensagem de \u00e1udio.<br \/>\nCresci ouvindo que aquele investimento havia sido suado, mas que era \u201cpensando nos meus estudos\u201d, \u201cpara me ajudar na escola\u201d e que, por isso, \u201cvalia a pena\u201d. Para mim, a Barsa era a met\u00e1fora perfeita de como, para meus pais que nunca tiveram acesso ao ensino universit\u00e1rio, a educa\u00e7\u00e3o dos filhos deveria vir em primeiro lugar.<br \/>\nPedi ao historiador Terres que me ajudasse a chegar ao pre\u00e7o da Barsa nos tempos \u00e1ureos. Ele buscou a informa\u00e7\u00e3o em an\u00fancios de jornal e, com a ajuda de dados do Banco Central, concluiu que do ano de lan\u00e7amento, em 1964, at\u00e9 o fim dos anos 1970, o valor era sempre algo entre R$ 12 mil e 14 mil, se corrigido para os valores atuais.<br \/>\n\u201cUma cole\u00e7\u00e3o Barsa em dezembro de 1964 custava 350 mil cruzeiros. Um fusca zero, 3,8 milh\u00f5es de cruzeiros\u201d, compara Terres.<br \/>\nFiz o mesmo processo com an\u00fancios dos anos 1980, quando meus pais compraram a Barsa, e cheguei \u00e0s mesmas cifras. A enciclop\u00e9dia havia custado muito mais do que o ordenado mensal do meu pai, \u00e0 \u00e9poca funcion\u00e1rio do cr\u00e9dito agr\u00edcola do Banespa de Taquarituba. Mas ainda menos do que um carro zero ou um terreno, conforme insiste o imagin\u00e1rio comum.<br \/>\nQuando eu era crian\u00e7a, a Barsa eram os livros inacess\u00edveis naquela estante. Ficavam no alto \u2014 tudo bem que a refer\u00eancia de altura \u00e9 muito diferente quando a idade n\u00e3o permite termos muito mais do que 1,20 metro. Os bonitos livros de capa vermelha tinham que ser manuseados com extremo cuidado, \u201cpara n\u00e3o estragar\u201d.<br \/>\nEu olhava para aquela imensid\u00e3o de conhecimento e, resignado, fantasiava expectativas. A de um dia ler todos os 130 mil verbetes \u2014 cheguei a tentar, na adolesc\u00eancia, mas fracassei no quarto ou no quinto livro. A mais simples dessas expectativas, contudo, era imaginar qual assunto eu pediria para meu pai ler, \u00e0 noite, quando chegasse do trabalho.<br \/>\nE s\u00e3o dali algumas das melhores lembran\u00e7as que guardo de minha inf\u00e2ncia. Entre tantas e tantas coisas, aprendi assim que Pedro \u00c1lvares Cabral, \u201cnavegante portugu\u00eas e descobridor do Brasil, nasceu em Belmonte em 1467 ou 1468\u201d, que pragmatismo \u201c\u00e9 antes de tudo um m\u00e9todo, do qual decorre uma teoria da verdade\u201d, que osso, \u201cduro e resistente\u201d, \u00e9 algo \u201cconfigurado para suportar o peso dos vertebrados\u201d, \u201cuma das mais surpreendentes aquisi\u00e7\u00f5es evolutivas do reino animal\u201d.<br \/>\nE, claro, que Zwingli, o tal \u00faltimo verbete do \u00faltimo livro, \u00e9 somente o sobrenome de Huldrich. Que foi, segundo diz a enciclop\u00e9dia, o \u201cprincipal l\u00edder da Reforma na Su\u00ed\u00e7a\u201d, cujas \u201cdoutrinas influenciaram as confiss\u00f5es calvinistas\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para quem cresceu antes da chegada da internet e da populariza\u00e7\u00e3o dos computadores pessoais, status intelectual era ostentar uma robusta cole\u00e7\u00e3o de livros de capa vermelha na estante da sala. 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