{"id":38259,"date":"2023-02-01T21:10:26","date_gmt":"2023-02-01T21:10:26","guid":{"rendered":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/2023\/02\/01\/estudo-revela-detalhes-sobre-como-eram-feitas-as-mumias-egipcias\/"},"modified":"2023-02-01T21:10:26","modified_gmt":"2023-02-01T21:10:26","slug":"estudo-revela-detalhes-sobre-como-eram-feitas-as-mumias-egipcias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/2023\/02\/01\/estudo-revela-detalhes-sobre-como-eram-feitas-as-mumias-egipcias\/","title":{"rendered":"Estudo revela detalhes sobre como eram feitas as m\u00famias eg\u00edpcias"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/KSRaIGKF0gitqTfF3jfLHDrHgbs=\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2017\/E\/W\/l6iVnsSIa5TfU2HydZTA\/000-v06ix.jpg\"><br \/>   Descoberta sem precedentes ajuda a esclarecer lacunas sobre o processo de mumifica\u00e7\u00e3o no Egito Antigo. Por exemplo, quais subst\u00e2ncias e misturas eram usadas no embalsamento e como elas eram utilizadas precisamente. Arque\u00f3logos encontraram m\u00famia bem preservada de mais de 800 anos<br \/>\nCientistas descobriram uma antiga unidade de embalsamento no Egito. A descoberta, sem precedentes, permite entender melhor o complexo processo pelo qual as m\u00famias eram feitas, bem como a pr\u00f3pria l\u00edngua eg\u00edpcia.<br \/>\nA unidade, localizada a cerca de 30 km ao sul do Cairo, data de entre 664 e 525 a.C. e consiste em uma estrutura acima do solo e de v\u00e1rias pe\u00e7as subterr\u00e2neas de at\u00e9 30 metros de profundidade.<br \/>\nAs subst\u00e2ncias encontradas foram identificadas como vindas de lugares t\u00e3o long\u00ednquos como o Sudeste Asi\u00e1tico, o que revela como era ampla a rede comercial necess\u00e1ria para o processo de embalsamento.<br \/>\nCompartilhe esta not\u00edcia pelo WhatsApp<br \/>\nCompartilhe esta not\u00edcia pelo Telegram<br \/>\nArque\u00f3logos restauram uma m\u00famia encontrada em tumba na cidade eg\u00edpcia de Luxos<br \/>\nStringer\/AFP<br \/>\nLEIA TAMB\u00c9M<br \/>\nA m\u00famia coberta de ouro encontrada em sarc\u00f3fago fechado h\u00e1 4.300 anos<br \/>\nA m\u00famia enterrada com &#8216;cora\u00e7\u00e3o de ouro&#8217; h\u00e1 2,3 mil anos no Egito<br \/>\nRosto de m\u00famia eg\u00edpcia gr\u00e1vida \u00e9 reconstitu\u00eddo por cientistas; veja imagem<br \/>\nReceita desconhecida<br \/>\nAt\u00e9 agora, os cientistas haviam obtido informa\u00e7\u00f5es sobre a mumifica\u00e7\u00e3o sobretudo a partir de velhos textos em papiros, de historiadores gregos e das pr\u00f3prias m\u00famias eg\u00edpcias.<br \/>\nEssas fontes indicavam que embalsamento era um processo complexo que envolvia diferentes misturas de \u00f3leos especiais, resinas e betume.<br \/>\nPor\u00e9m, apesar de os cientistas serem capazes de determinar mais ou menos por que e onde algumas dessas subst\u00e2ncias eram usadas para embalsamar, eles n\u00e3o conseguiam fazer isso para todos os ingredientes.<br \/>\nOs textos antigos at\u00e9 davam os nomes dos ingredientes, mas traduzir termos relacionados a velhas subst\u00e2ncias \u00e9 algo desafiador. Assim, at\u00e9 hoje se debate a quais subst\u00e2ncias alguns nomes se referem.<br \/>\nE apesar de os pesquisadores poderem analisar as subst\u00e2ncias encontradas nas m\u00famias antigas, eles frequentemente n\u00e3o podiam determinar onde, por que ou como elas foram usadas.<br \/>\nNum estudo publicado nesta quarta-feira (01\/02) na revista Nature, os autores encontraram e analisaram exatamente o que pesquisadores precisavam para preencher as lacunas de conhecimento: 31 recipientes de cer\u00e2mica, ainda cheios de subst\u00e2ncias, de uma oficina de embalsamento de 600 a.C. Alguns tinham at\u00e9 mesmo as instru\u00e7\u00f5es de como e onde aplicar subst\u00e2ncias espec\u00edficas.<br \/>\nPor exemplo, num pote dizia que a subst\u00e2ncia deveria ser usada para embalsamar a cabe\u00e7a. Outro, explicava aos embalsamadores que deveriam usar a subst\u00e2ncia para obter um odor &#8220;agrad\u00e1vel&#8221;.<br \/>\n&#8220;Antes desse [estudo], t\u00ednhamos nomes de coisas, mas nunca realmente soubemos o que elas eram, e sup\u00fanhamos que elas fossem isso ou aquilo&#8221;, explica a professora de egiptologia Salima Ikram, da Universidade Americana no Cairo, que n\u00e3o participou da pesquisa.<br \/>\nDescobertas centrais<br \/>\nO estudo, que foi conduzido em Saqqara, uma grande necr\u00f3pole antiga localizada a 30 km ao sul do Cairo, reuniu arqueologistas, especialistas em l\u00ednguas antigas e qu\u00edmicos.<br \/>\n&#8220;N\u00f3s [classificamos os ingredientes] identificando as subst\u00e2ncias qu\u00edmicas dentro dos vasos e as relacionando com os nomes do lado de fora&#8221;, explicou o professor de arqueologia Philipp Stockhammer, da Universidade Ludwig Maximilian, de Munique.<br \/>\nEssas correla\u00e7\u00f5es permitiram aos pesquisadores entender melhor compreens\u00f5es anteriores de termos eg\u00edpcios antigos como antiu, que tradicionalmente era associado \u00e0 mirra, e sefet, que tradicionalmente era descrito como um \u00f3leo n\u00e3o identificado.<br \/>\nAgora os pesquisadores descobriram que antiu n\u00e3o era mirra, mas uma mistura de \u00f3leos de con\u00edferas com gordura animal \u2013 um unguento \u2013 e que sefet tamb\u00e9m era um unguento perfumado contendo aditivos de plantas, como \u00f3leo de cipreste ou elemi.<br \/>\nOs cientistas tamb\u00e9m identificaram resinas tropicais, como elemi, que podem vir de t\u00e3o longe quanto do Sudeste Asi\u00e1tico ou de florestas tropicais africanas, e d\u00e2mar, tamb\u00e9m do Sudeste Asi\u00e1tico. Ambas eram conhecidas por seus perfumes agrad\u00e1veis e propriedades bactericidas e fungicidas.<br \/>\n&#8220;Isso nos mostra que a ind\u00fastria do embalsamento foi basicamente impulsionadora dos prim\u00f3rdios da globaliza\u00e7\u00e3o, porque significa que voc\u00ea realmente tinha de transportar essas resinas por longas dist\u00e2ncias desde o Sudeste Asi\u00e1tico&#8221;, comenta Stockhammer.<br \/>\nColabora\u00e7\u00e3o entre Egito e Europa<br \/>\nOs recipientes tinham de ser preparados e analisados, mas as leis do Egito n\u00e3o permitem que pesquisadores removam exemplares antigos do pa\u00eds.<br \/>\nAssim, os cientistas colaboraram com o Centro Nacional de Pesquisas, no Cairo, para fazer as an\u00e1lises no Egito. A falta desse tipo de colabora\u00e7\u00e3o \u00e9 o motivo por que ainda n\u00e3o havia sido poss\u00edvel realizar pesquisas desse tipo, explica uma das autoras do estudo, Susan Beck.<br \/>\nAn\u00e1lise das subst\u00e2ncias<br \/>\nPara analisar as amostras, os pesquisadores borrifaram os vasos de cer\u00e2mica com solventes e extra\u00edram os ingredientes de embalsamento. Depois, eles os analisaram com um processo conhecido como espectrometria de massa por cromatografia em fase gasosa.<br \/>\n&#8220;Imagine uma impress\u00e3o digital qu\u00edmica do recipiente e cada ingrediente tamb\u00e9m tendo sua pr\u00f3pria impress\u00e3o digital&#8221;, explicou outro autor, Stephen Buckley, professor de arqueologia na Universidade de York e na Universidade Eberhard Karls, em T\u00fcbingen, na Alemanha.<br \/>\nBasicamente, o processo separa os componentes e, ent\u00e3o, encontra impress\u00f5es digitais moleculares dos seus elementos, o que permite aos pesquisadores identificar a receita de embalsamento original, explica.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Descoberta sem precedentes ajuda a esclarecer lacunas sobre o processo de mumifica\u00e7\u00e3o no Egito Antigo. Por exemplo, quais subst\u00e2ncias e misturas eram usadas no embalsamento e como elas eram utilizadas precisamente. 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