{"id":38170,"date":"2023-02-01T16:11:57","date_gmt":"2023-02-01T16:11:57","guid":{"rendered":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/2023\/02\/01\/america-latina-deveria-ser-regiao-com-menos-fome-no-mundo-diz-pesquisador\/"},"modified":"2023-02-01T16:11:57","modified_gmt":"2023-02-01T16:11:57","slug":"america-latina-deveria-ser-regiao-com-menos-fome-no-mundo-diz-pesquisador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/2023\/02\/01\/america-latina-deveria-ser-regiao-com-menos-fome-no-mundo-diz-pesquisador\/","title":{"rendered":"&#8216;Am\u00e9rica Latina deveria ser regi\u00e3o com menos fome no mundo&#8217;, diz pesquisador"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/9c5poGagTqoPDJCLvf3QCwGy4go=\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2023\/c\/R\/mHh8v9Tom4UIGYTfwvNg\/thumbnail-image002.jpg\"><br \/>    Em muitas ondas de fome ao longo da hist\u00f3ria, havia disponibilidade de alimentos, mas as pessoas n\u00e3o conseguiam adquiri-los<br \/>\nEDMUND LOWE PHOTOGRAPHY<br \/>\nPor tr\u00e1s da sua \u00faltima refei\u00e7\u00e3o, pode ter existido uma hist\u00f3ria de grandes interesses.<br \/>\nN\u00e3o se trata apenas de quem proporcionou o alimento, mas de uma s\u00e9rie de fatores que v\u00e3o desde a produ\u00e7\u00e3o at\u00e9 sua chegada ao mercado.<br \/>\nE, em cada uma dessas etapas, pode haver interesses em jogo entre pa\u00edses ou corpora\u00e7\u00f5es, segundo Juan Jos\u00e9 Borrell, autor do livro Geopol\u00edtica y Alimentos: el Desaf\u00edo de la Seguridad Alimentaria Frente a la Competencia Internacional por los Recursos Naturales (\u201cGeopol\u00edtica e alimentos: o desafio da seguran\u00e7a alimentar frente \u00e0 concorr\u00eancia internacional pelos recursos naturais\u201d, em tradu\u00e7\u00e3o livre).<br \/>\n\u201cOs alimentos s\u00e3o um fator de poder\u201d, afirma Borrell, que \u00e9 professor e pesquisador de geopol\u00edtica da Universidade de Ros\u00e1rio e da Universidade da Defesa Nacional, na Argentina. Ele tamb\u00e9m foi assessor da delega\u00e7\u00e3o argentina no Comit\u00ea de Seguran\u00e7a Alimentar Mundial da FAO, a Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para Alimenta\u00e7\u00e3o e Agricultura.<br \/>\nBorrell participou do Hay Festival Cartagena, promovido na Col\u00f4mbia entre 26 e 29 de janeiro de 2023. A seguir, leia os principais pontos da sua conversa com a BBC News Mundo, o servi\u00e7o em espanhol da BBC.<br \/>\nPara o professor argentino Juan Jos\u00e9 Borrell, \u2018alimentos s\u00e3o fator de poder\u2019<br \/>\nArquivo pessoal<br \/>\nLeia tamb\u00e9m:<br \/>\nRecordes no agroneg\u00f3cio e aumento da fome no Brasil: como isso pode acontecer ao mesmo tempo?<br \/>\nPor que agricultores brasileiros est\u00e3o deixando de plantar feij\u00e3o &#8211; e o que isso tem a ver com a fome<br \/>\nBBC News Mundo: Como os alimentos se tornaram uma quest\u00e3o geopol\u00edtica?<br \/>\nJuan Jos\u00e9 Borrell: Os alimentos sempre foram importantes. O ser humano estruturou sua exist\u00eancia em torno da busca pelo abastecimento alimentar desde antes do Neol\u00edtico.<br \/>\nMas podemos dizer que os alimentos se transformaram em assunto geopol\u00edtico depois da Segunda Guerra Mundial, com o grande salto dado pelos Estados Unidos no cen\u00e1rio internacional. No marco da doutrina da conten\u00e7\u00e3o, da ajuda humanit\u00e1ria e da cria\u00e7\u00e3o de organismos como a ONU, temas como a fome e a pobreza &#8211; que giram em torno da produ\u00e7\u00e3o de alimentos &#8211; adquiriram alcance internacional.<br \/>\nVivemos nas \u00faltimas d\u00e9cadas um interesse renovado por uma s\u00e9rie de fen\u00f4menos geopol\u00edticos que voltaram a colocar o tema do fornecimento de alimentos na agenda maior da pol\u00edtica internacional. Por exemplo, o crescimento das novas economias, a concorr\u00eancia pelos recursos, o aumento da popula\u00e7\u00e3o mundial ou os danos aos ecossistemas.<br \/>\nBBC: \u00c9 uma quest\u00e3o de Estado ou de corpora\u00e7\u00f5es que concorrem pelas suas posi\u00e7\u00f5es no mercado?<br \/>\nBorrell: \u00c9 uma pergunta muito interessante porque geralmente se aborda a quest\u00e3o a partir de uma dicotomia entre o p\u00fablico e o privado. E n\u00e3o \u00e9 assim.<br \/>\nPor exemplo, um dos maiores produtores, comerciantes e consumidores de alimentos que surgiram nos \u00faltimos 20 anos \u00e9 a China. E sabemos que a atividade do regime comunista chin\u00eas, que planeja a pol\u00edtica econ\u00f4mica e exterior das corpora\u00e7\u00f5es do pa\u00eds, pode ser equiparada \u00e0 de qualquer empresa ocidental privada, como Cargill, Monsanto ou Unilever.<br \/>\nEntidades, corpora\u00e7\u00f5es e organismos internacionais fazem parte desta concorr\u00eancia. Nas grandes pot\u00eancias, o setor privado trabalha de m\u00e3os dadas com o setor p\u00fablico.<br \/>\nBBC: Quais s\u00e3o os pa\u00edses mais bem posicionados neste aspecto?<br \/>\nBorrell: Quem cresceu de forma gigantesca nos \u00faltimos anos foi a China, com uma pol\u00edtica eficiente de expans\u00e3o que a levou a buscar novos recursos e melhorar a alimenta\u00e7\u00e3o da sua popula\u00e7\u00e3o. O pa\u00eds mudou seus h\u00e1bitos alimentares e consome mais prote\u00edna animal, aumentando a demanda nos pa\u00edses produtores do Cone Sul, por exemplo.<br \/>\nCom rela\u00e7\u00e3o \u00e0s pot\u00eancias alimentares, os Estados Unidos s\u00e3o o centro de algumas das maiores corpora\u00e7\u00f5es que impulsionaram a \u201crevolu\u00e7\u00e3o verde\u201d, desde o fim da Segunda Guerra Mundial. E h\u00e1 tamb\u00e9m o Reino Unido.<br \/>\nNo que antes se chamava de Terceiro Mundo, podemos mencionar o Brasil e, em um ponto mais distante, a Argentina, que foi submetida a uma explora\u00e7\u00e3o intensiva e monocultura, com perda da biodiversidade.<br \/>\nCasualmente, neste boom produtivo, os pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina sofreram aumento da pobreza estrutural e da inseguran\u00e7a alimentar. \u00c9 um paradoxo.<br \/>\nO salto dos Estados Unidos no cen\u00e1rio global ap\u00f3s a Segunda Guerra Mundial fez com que os alimentos se transformassem em um tema de interesse geopol\u00edtico<br \/>\nGETTY IMAGES<br \/>\nBBC: Qual \u00e9 o objetivo dos pa\u00edses nisso tudo? Garantir sua pr\u00f3pria seguran\u00e7a alimentar ou ganhar influ\u00eancia pol\u00edtico-econ\u00f4mica por meio dos alimentos?<br \/>\nBorrell: Ambas. Os alimentos s\u00e3o um fator de poder. Produ\u00e7\u00e3o, sementes, patentes, insumos, com\u00e9rcio, portos, frota, pre\u00e7os ou produtos nas g\u00f4ndolas dos mercados s\u00e3o uma enorme fonte de poder, capacidade de influ\u00eancia e gera\u00e7\u00e3o de riqueza.<br \/>\nAs grandes pot\u00eancias concorrem por espa\u00e7os de mercado, para ganhar renda e ter maior autonomia alimentar.<br \/>\nOutros pa\u00edses servem para extra\u00e7\u00e3o de renda, como \u00e9 o caso da Argentina. N\u00e3o existe uma pol\u00edtica alimentar estrat\u00e9gica que solucione o problema do acesso da popula\u00e7\u00e3o aos alimentos.<br \/>\nO fato de um pa\u00eds dispor de um sistema de produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola intensiva n\u00e3o garante que as necessidades alimentares da sua popula\u00e7\u00e3o sejam automaticamente satisfeitas.<br \/>\nBBC: Segundo um relat\u00f3rio da ONU, no ano passado, o mundo retrocedeu nos seus esfor\u00e7os para acabar com a fome, a inseguran\u00e7a alimentar e a desnutri\u00e7\u00e3o. Por que existe cada vez mais fome se temos melhor tecnologia para produzir alimentos?<br \/>\nBorrell: Existe um grande mito: o de que, gra\u00e7as \u00e0 tecnologia, os rendimentos aumentar\u00e3o e, consequentemente, maior quantidade de pessoas ter\u00e1 acesso a um maior fornecimento de alimentos.<br \/>\nOu, ao contr\u00e1rio, que existe fome onde faltam alimentos ou h\u00e1 excesso de popula\u00e7\u00e3o.<br \/>\nO professor indiano Amartya Sen, ganhador do pr\u00eamio Nobel de Economia, demonstrou que, em muitas fomes hist\u00f3ricas, havia fornecimento de alimentos, mas a popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o tinha forma de adquiri-los.<br \/>\nDe fato, o sistema de produ\u00e7\u00e3o intensiva n\u00e3o gera necessariamente alimentos. Ele gera uma mat\u00e9ria-prima que tamb\u00e9m pode ser empregada, por exemplo, para alimenta\u00e7\u00e3o de animais ou fabrica\u00e7\u00e3o de biocombust\u00edveis.<br \/>\nA Argentina \u00e9 o maior produtor de biodiesel de soja do mundo e os Estados Unidos fabricam etanol com mais de um ter\u00e7o da sua colheita de milho.<br \/>\nBBC: Ou seja, o problema da fome n\u00e3o se deve necessariamente \u00e0 quantidade de alimentos dispon\u00edveis&#8230;<br \/>\nBorrell: Exato. Tem a ver, como demonstra a FAO, com a quest\u00e3o do acesso.<br \/>\nMais de 85% da popula\u00e7\u00e3o mundial t\u00eam acesso aos alimentos dispon\u00edveis no mercado. Mas, se n\u00e3o tenho os meios econ\u00f4micos para procur\u00e1-los, meu acesso ser\u00e1 prejudicado.<br \/>\nRelat\u00f3rios do Banco Mundial indicam que cerca de 55 milh\u00f5es de pessoas sofrem de fome cr\u00f4nica na Am\u00e9rica Latina<br \/>\nGETTY IMAGES<br \/>\nBBC: Que papel desempenha a Am\u00e9rica Latina no mapa agroalimentar global?<br \/>\nBorrell: O que ocorre na Am\u00e9rica Latina e no Caribe representa um grande paradoxo.<br \/>\nDentre as regi\u00f5es que eram consideradas em vias de desenvolvimento, nosso continente \u00e9 o que tem a menor quantidade de pessoas que sofrem de fome cr\u00f4nica. Os \u00faltimos relat\u00f3rios do Banco Mundial calculavam, em m\u00e9dia, cerca de 55 milh\u00f5es de pessoas.<br \/>\nMas, atualmente, a Am\u00e9rica Latina produz alimentos para 1,3 bilh\u00e3o de pessoas e tem capacidade de produzir ainda mais. (Veja ao fim deste texto mais dados sobre a fome no mundo)<br \/>\nA Am\u00e9rica Latina \u00e9 um grande produtor de alimentos, mas parte da sua popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o tem acesso ao abastecimento. A Am\u00e9rica Latina \u00e9 o lugar onde deveria haver menos pessoas com fome no mundo. \u00c9 talvez o continente mais rico em recursos, terras f\u00e9rteis, \u00e1gua pot\u00e1vel, biodiversidade&#8230;<br \/>\nBBC: Ent\u00e3o, qual \u00e9 o problema?<br \/>\nBorrell: \u00c9 a economia pol\u00edtica, uma combina\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas extremamente liberais e pol\u00edticas extremamente socialistas. Ambas geraram aumento da pobreza, retrocesso dos setores de classe m\u00e9dia e mudan\u00e7as do tipo de alimenta\u00e7\u00e3o.<br \/>\nEstamos observando um fen\u00f4meno que n\u00e3o existia meio s\u00e9culo atr\u00e1s. As pessoas que conseguem ter acesso ao abastecimento alimentar consomem alimentos com qualidade nutricional mais baixa. \u00c9 um fen\u00f4meno que n\u00e3o fica circunscrito apenas \u00e0 pobreza, mas tamb\u00e9m atinge a classe m\u00e9dia.<br \/>\nOs setores da classe m\u00e9dia que disp\u00f5em de recursos, autom\u00f3veis, boa moradia, celulares e bem-estar sofrem de excesso de peso, obesidade m\u00f3rbida ou outros problemas, devido aos maus h\u00e1bitos alimentares ou produtos industriais com baixa qualidade nutricional.<br \/>\nNem sempre as pessoas que t\u00eam acesso \u00e0 cadeia de abastecimento consomem alimentos de boa qualidade nutricional<br \/>\nGETTY IMAGES<br \/>\nBBC: O sr. v\u00ea a China como um ator de maior liberdade de a\u00e7\u00e3o para a Am\u00e9rica Latina?<br \/>\nBorrell: \u00c9 uma pergunta delicada. A quest\u00e3o n\u00e3o \u00e9 de liberdade.<br \/>\nO que a China vem fazendo \u00e9 ganhar mercados. Precisamos entender que o tipo de rela\u00e7\u00f5es que a China estabelece tamb\u00e9m tem car\u00e1ter assim\u00e9trico.<br \/>\nA China se transforma em um grande comprador e, ao mesmo tempo, imp\u00f5e condi\u00e7\u00f5es que reduzem a margem de a\u00e7\u00e3o dos pa\u00edses da regi\u00e3o.<br \/>\nAs pot\u00eancias nunca estabelecem rela\u00e7\u00f5es entre iguais com pa\u00edses mais fracos, vulner\u00e1veis ou perif\u00e9ricos.<br \/>\nBBC: A Argentina j\u00e1 foi considerada o \u201cceleiro do mundo\u201d, mas cerca de quatro em cada 10 pessoas do pa\u00eds vivem abaixo da linha da pobreza. Como se explica esta contradi\u00e7\u00e3o?<br \/>\nBorrell: O t\u00edtulo de \u201cceleiro do mundo\u201d \u00e9 um grande exagero. N\u00e3o existe apenas um, mas sim diversos celeiros do mundo. Tem mais a ver com uma ret\u00f3rica nacional de um passado de grandeza que n\u00e3o \u00e9 verdade.<br \/>\nA Argentina \u00e9 um pa\u00eds rico em recursos, mas tem uma pol\u00edtica econ\u00f4mica deficiente, que \u00e9 uma f\u00e1brica de gera\u00e7\u00e3o de pobreza. N\u00e3o ser\u00e1, de nenhuma forma, seu pr\u00f3prio celeiro, que dir\u00e1 o celeiro do mundo.<br \/>\nA Argentina tem todas as condi\u00e7\u00f5es para ser um grande produtor de alimentos. Estimativas indicam que ela poderia produzir alimentos para 300 milh\u00f5es de pessoas. Mas qual \u00e9 o sentido de produzir para tantas pessoas se a metade dos menores de 14 anos da Argentina sofre de fome cr\u00f4nica?<br \/>\nToda uma gera\u00e7\u00e3o est\u00e1 sendo privada de suas possibilidades de desenvolvimento, crescimento e trabalho, devido a uma s\u00e9rie de pol\u00edticas econ\u00f4micas das \u00faltimas d\u00e9cadas, tanto pela direita quanto pela esquerda, que geraram aumento da pobreza da popula\u00e7\u00e3o.<br \/>\nEstat\u00edsticas oficiais indicam que 51,4% dos argentinos menores de 14 anos vivem na pobreza<br \/>\nREUTERS<br \/>\nFome no mundo<br \/>\nAtualmente, segundo a FAO, cerca de 828 milh\u00f5es de pessoas passam fome no mundo. Esse \u00edndice seguia praticamente inalterado desde 2015, pr\u00f3ximo de 8% da popula\u00e7\u00e3o global. Mas com a pandemia de covid-19 e a guerra na Ucr\u00e2nia, o n\u00famero saltou nos \u00faltimos anos.<br \/>\nA situa\u00e7\u00e3o \u00e9 particularmente preocupante na \u00c1sia, onde cerca de 20% da popula\u00e7\u00e3o enfrentou a fome em 2021 (os \u00faltimos dados disponibilizados pela ONU). No mesmo per\u00edodo, no continente africano, 9% da popula\u00e7\u00e3o sofria de fome, e na Am\u00e9rica Latina e Caribe, 8,6%.<br \/>\nNo Brasil, segundo o Inqu\u00e9rito Nacional sobre Inseguran\u00e7a Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19, conduzido pela Rede PENSSAN e divulgado em junho passado, 33,1 milh\u00f5es de brasileiros vivem em situa\u00e7\u00e3o de fome no pa\u00eds. No fim de 2020, eram 19,1 milh\u00f5es.<br \/>\nEsta reportagem \u00e9 parte do Hay Festival Cartagena, um encontro de escritores e pensadores realizado na Col\u00f4mbia entre 26 e 29 de janeiro de 2023.<br \/>\nASSISTA:  &#8216;Menino abra\u00e7ou a r\u00facula como se fosse ovo de P\u00e1scoa&#8217;, conta agricultora<br \/>\nGente do campo: &#8216;Menino abra\u00e7ou a r\u00facula como se fosse ovo de P\u00e1scoa&#8217;, conta agricultora<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em muitas ondas de fome ao longo da hist\u00f3ria, havia disponibilidade de alimentos, mas as pessoas n\u00e3o conseguiam adquiri-los EDMUND LOWE PHOTOGRAPHY Por tr\u00e1s da sua \u00faltima refei\u00e7\u00e3o, pode ter existido uma hist\u00f3ria de grandes interesses. 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