{"id":33877,"date":"2023-01-16T13:11:52","date_gmt":"2023-01-16T13:11:52","guid":{"rendered":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/2023\/01\/16\/pais-participativos-podem-aumentar-taxas-de-natalidade-apontam-economistas\/"},"modified":"2023-01-16T13:11:52","modified_gmt":"2023-01-16T13:11:52","slug":"pais-participativos-podem-aumentar-taxas-de-natalidade-apontam-economistas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/2023\/01\/16\/pais-participativos-podem-aumentar-taxas-de-natalidade-apontam-economistas\/","title":{"rendered":"Pais participativos podem aumentar taxas de natalidade, apontam economistas"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/LWRPzYVZVVznFoxIGlJ0AjjSXMs=\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2023\/c\/4\/JyyuqeRxuvzwmObcS4UA\/thumbnail-image001.jpg\"><br \/>   Estudo sobre &#8216;nova economia da fertilidade&#8217; diz que em alguns pa\u00edses de alta renda onde homens s\u00e3o mais participativos, taxas de fecundidade t\u00eam subido entre alguns grupos. Pais participativos podem aumentar taxas de natalidade, apontam economistas<br \/>\nGetty Images<br \/>\nFalar das taxas de natalidade em geral \u00e9 falar das escolhas e conquistas das mulheres: ao aumentar seus n\u00edveis de educa\u00e7\u00e3o e avan\u00e7ar no mercado de trabalho, elas tiveram, em geral, menos filhos. No mundo, a m\u00e9dia por mulher caiu de 5 filhos em 1950 para 2,3 no ano passado.<br \/>\nEm muitas na\u00e7\u00f5es ricas, essa m\u00e9dia acabou ficando em \u00edndice muito abaixo do m\u00ednimo necess\u00e1rio para repor as pessoas que morrem todos os anos. Em pa\u00edses como Alemanha, It\u00e1lia e Espanha, cada nova gera\u00e7\u00e3o \u00e9 cerca de 25% menor que a anterior.<br \/>\nEmbora esse movimento costume ser acompanhado de alta na riqueza e nos n\u00edveis educacionais e traga potenciais benef\u00edcios ambientais, tamb\u00e9m levanta o debate: como manter a popula\u00e7\u00e3o jovem e produtiva em tamanho suficiente para sustentar as aposentadorias e custos de sa\u00fade de uma popula\u00e7\u00e3o idosa cada vez mais numerosa e longeva?<br \/>\nAgora, um grupo de economistas tem destacado o papel crucial que homens &#8211; e n\u00e3o s\u00f3 as mulheres &#8211; v\u00eam tendo nessa equa\u00e7\u00e3o quando participam mais dos cuidados com os filhos e com a casa.<br \/>\nOs pesquisadores argumentam que em alguns pa\u00edses de alta renda onde homens s\u00e3o mais participativos, taxas de fecundidade t\u00eam subido entre alguns subgrupos, ou seja, mais mulheres t\u00eam decidido ter mais filhos.<br \/>\nJ\u00e1 nos pa\u00edses onde a taxa de fecundidade est\u00e1 abaixo de 1,5 filho por mulher, &#8220;os homens fazem menos de um ter\u00e7o do trabalho dom\u00e9stico&#8221;, diz o estudo.<br \/>\nAl\u00e9m do papel masculino, outros fatores que influenciam isso positivamente, segundo os economistas, s\u00e3o pol\u00edticas p\u00fablicas bem desenhadas de creches e licen\u00e7as-maternidade e paternidade, normas sociais favor\u00e1veis \u00e0s mulheres e ambientes de trabalho mais flex\u00edveis.<br \/>\n Embora o estudo enfoque em pa\u00edses de alta renda, as conclus\u00f5es podem trazer ensinamentos para o futuro do Brasil, onde a m\u00e9dia de filhos por mulher &#8211; que foi de 1,7 em 2020 &#8211; j\u00e1 est\u00e1 abaixo do n\u00edvel m\u00ednimo de reposi\u00e7\u00e3o. E onde o chamado &#8220;b\u00f4nus demogr\u00e1fico&#8221; &#8211; quando a popula\u00e7\u00e3o economicamente ativa supera bastante a aposentada &#8211; est\u00e1 a poucas d\u00e9cadas de terminar (confira mais detalhes abaixo).<br \/>\n&#8216;Nova era da economia da fecundidade&#8217;<br \/>\nO grupo de economistas, das universidades alem\u00e3s de Mannheim e Regensburg e da americana Northwestern, argumenta que parecem haver novas tend\u00eancias moldando a &#8220;economia da fecundidade&#8221;.<br \/>\nSe antes estava consolidada a cren\u00e7a de que, ao entrar no mercado de trabalho, a mulher passava a ter menos filhos, agora, n\u00e3o \u00e9 mais necessariamente assim.<br \/>\nNos cruzamentos de dados de pa\u00edses de alta renda estudados pelo grupo, &#8220;se reverteu a rela\u00e7\u00e3o (negativa) entre o trabalho feminino e a fecundidade. Hoje, em pa\u00edses onde mais mulheres trabalham, mais beb\u00eas nascem&#8221;, diz o estudo.<br \/>\nA\u00ed entra o papel masculino: nesses estratos de alta renda, h\u00e1 indicativos de que &#8220;a distribui\u00e7\u00e3o dos custos e benef\u00edcios dos filhos entre m\u00e3es e pais em parte determina a fertilidade&#8221;. Especificamente, se um dos pais tem de arcar com a maior parte dos custos de ter um beb\u00ea e, em consequ\u00eancia, tiver menos probabilidade de concordar em ter um segundo filho, a fertilidade vai ser baixa, n\u00e3o importa o quanto o outro pai queira ter mais um filho&#8221;.<br \/>\nUm dos destaques da pesquisa s\u00e3o os pa\u00edses n\u00f3rdicos (Su\u00e9cia, Dinamarca, Noruega, Finl\u00e2ndia e Isl\u00e2ndia), que combinam alt\u00edssima renda per capita com um ac\u00famulo de d\u00e9cadas de divis\u00e3o menos desigual nos cuidados com os filhos, normas sociais mais igualit\u00e1rias e pol\u00edticas generosas de apoio \u00e0s fam\u00edlias.<br \/>\nEmbora a taxa de fecundidade de todos esses pa\u00edses continue sendo baixa &#8211; de no m\u00e1ximo 1,7 filho por mulher, na Isl\u00e2ndia e na Su\u00e9cia -, dados da Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f4mico (OCDE) usados pelos pesquisadores apontam que, quanto mais crescia o Produto Interno Bruto (PIB) per capita e a participa\u00e7\u00e3o feminina na economia, mais crescia o n\u00famero de filhos por mulher.<br \/>\nPadr\u00f5es de fertilidade x renda<br \/>\nPol\u00edticas p\u00fablicas bem desenhadas de creches e licen\u00e7as-maternidade e paternidade, normas sociais favor\u00e1veis \u00e0s mulheres e ambientes de trabalho mais flex\u00edveis tamb\u00e9m beneficiam taxas de natalidade<br \/>\nGetty Images<br \/>\nO caso n\u00f3rdico n\u00e3o significa que esses pa\u00edses caminhem rumo a taxas de fecundidade substancialmente mais altas, nem que as teorias de fecundidade estivessem erradas. Apenas significa que novos padr\u00f5es de comportamento est\u00e3o emergindo, explica \u00e0 BBC News Brasil Anne Hannusch, professora-assistente de Economia da Universidade de Mannheim e coautora do estudo.<br \/>\n&#8220;Padr\u00f5es (de baixa fecundidade) que se mantiveram por mais de cem anos est\u00e3o mudando para pa\u00edses ricos. Isso s\u00f3 quer dizer que, em pa\u00edses de alta renda, parece que estamos indo em uma nova dire\u00e7\u00e3o, em que n\u00e3o parece ser mais uma verdade universal que a fertilidade declina \u00e0 medida que a renda cresce&#8221;, afirma.<br \/>\nNessa transi\u00e7\u00e3o, prossegue a economista, muitas mulheres ambicionam mais do que apenas voltar ao mercado de trabalho. Da\u00ed a import\u00e2ncia do que Hannusch e seus colegas chamam de &#8220;pais cooperativos&#8221; e de outras pol\u00edticas, al\u00e9m de mudan\u00e7as em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 carga moral imposta a m\u00e3es.<br \/>\nIsso inclui tanto um compartilhamento maior dos cuidados com crian\u00e7as e das tarefas dom\u00e9sticas, quanto mudan\u00e7as nas normas sociais em geral. Hannusch acha que at\u00e9 mesmo seu pa\u00eds, a Alemanha, tem normas sociais que ela enxerga como r\u00edgidas.<br \/>\n&#8220;Na Alemanha, h\u00e1 uma percep\u00e7\u00e3o de que, se voc\u00ea n\u00e3o fica em casa para cuidar do seu beb\u00ea, voc\u00ea \u00e9 uma m\u00e3e ruim. Essas normas afetam escolhas como: &#8216;cuido das crian\u00e7as ou volto ao mercado de trabalho?'&#8221;, explica a economista.<br \/>\nPara al\u00e9m da licen\u00e7a-maternidade<br \/>\nOu seja, mesmo havendo em muitos pa\u00edses de alta renda &#8211; como a Alemanha &#8211; licen\u00e7as-maternidade longas, mulheres ainda enfrentam barreiras como normas sociais desfavor\u00e1veis, pouca flexibilidade no mercado de trabalho (por exemplo, jornadas que n\u00e3o coincidem com hor\u00e1rios de creches) e menor progress\u00e3o salarial que os homens.<br \/>\nMesmo em pa\u00edses com licen\u00e7a-maternidade generosa, mulheres enfrentam normas sociais desfavor\u00e1veis e pouca flexibilidade para acomodar a vida com filhos<br \/>\nGetty Images<br \/>\nEsse conjunto cria o que os economistas chamam no estudo de &#8220;penalidade da maternidade&#8221;. &#8220;S\u00e3o coisas que parecem ter muita import\u00e2ncia para as mulheres que querem ter filhos e continuar no mercado de trabalho&#8221;, diz Hannusch.<br \/>\nComo estamos falando de grupos sociais mais economicamente favorecidos, essas mulheres j\u00e1 n\u00e3o se contentam apenas em voltar da licen\u00e7a-maternidade, mas sim &#8220;voltar ao trabalho em um emprego com a possibilidade de promo\u00e7\u00e3o&#8221;, acrescenta a economista.<br \/>\nPor isso, pol\u00edticas p\u00fablicas nessa \u00e1rea, para serem bem-sucedidas, precisam ir al\u00e9m da licen\u00e7a-maternidade, ela explica.<br \/>\n&#8220;Na Europa, a licen\u00e7a-maternidade geralmente \u00e9 o primeiro ano de vida da crian\u00e7a, e, depois, as mulheres voltariam ao mercado de trabalho, que \u00e9 quando o debate se converte em: &#8216;vou conseguir pagar por um servi\u00e7o de cuidado da crian\u00e7a? Tenho um parceiro para compartilhar as responsabilidades comigo? Meu empregador \u00e9 flex\u00edvel?&#8217;. Porque as crian\u00e7as n\u00e3o precisam do cuidado apenas no primeiro ano &#8211; s\u00e3o 18 anos ou mais (risos), talvez a vida inteira.&#8221;<br \/>\n\u00c9 a\u00ed que as pol\u00edticas e normas sociais mais enraizadas nos pa\u00edses n\u00f3rdicos come\u00e7aram a fazer diferen\u00e7a nas taxas de fecundidade, argumentam Hannusch e seus colegas no estudo.<br \/>\n&#8220;Em pa\u00edses como a Su\u00e9cia, onde as tarefas dom\u00e9sticas s\u00e3o compartilhadas mais igualmente, h\u00e1 uma aparente correla\u00e7\u00e3o entre aumento na fertilidade quando os homens participam mais do trabalho dom\u00e9stico. Tamb\u00e9m h\u00e1 pol\u00edticas familiares (de creches) e compartilhamento da licen\u00e7a-parental. Mas n\u00e3o \u00e9 algo que aconteceu da noite para o dia, \u00e9 um longo processo&#8221;, afirma a economista.<br \/>\n&#8220;Por isso, nosso estudo n\u00e3o diz que h\u00e1 uma solu\u00e7\u00e3o simples e imediata (para a fertilidade baixa de muitos pa\u00edses de alta renda), porque qualquer pol\u00edtica familiar vai interagir com normas sociais, decis\u00f5es do casal, disposi\u00e7\u00e3o dos homens em contribuir &#8211; n\u00e3o \u00e9 um fator s\u00f3 que, se mudado, vai ajustar tudo. S\u00e3o coisas que interagem entre si, e normas sociais mudam lentamente. Leva tempo.&#8221;<br \/>\nSegundo os dados do estudo, em pa\u00edses desenvolvidos onde \u00e9 mais f\u00e1cil conciliar trabalho e fam\u00edlia, &#8220;as mulheres t\u00eam ambos&#8221;. &#8220;Nos pa\u00edses onde os dois (trabalho e fam\u00edlia) est\u00e3o em conflito, as mulheres s\u00e3o for\u00e7adas a fazer escolhas, resultando tanto em menos nascimentos de crian\u00e7as quanto menos mulheres trabalhando&#8221;, diz a pesquisa.<br \/>\nUma reportagem do jornal brit\u00e2nico Financial Times reuniu outros exemplos de estudos acad\u00eamicos sugerindo que padr\u00f5es tradicionais de fecundidade est\u00e3o mudando em pa\u00edses desenvolvidos. Em alguns deles, diz a reportagem, a probabilidade de ter um segundo filho passou a ser maior entre profissionais de n\u00edvel educacional mais alto, e menor entre faixas de escolaridade mais baixa, algo que contradiz percep\u00e7\u00f5es enraizadas sobre fecundidade.<br \/>\nE o Brasil?<br \/>\nNo Brasil, as taxas de fecundidade ainda parecem seguir a l\u00f3gica de que, quanto maior a renda e a educa\u00e7\u00e3o femininas, menor a quantidade de filhos por mulher &#8211; que caiu de 6,2, em m\u00e9dia, em 1940, para 1,7 em 2020.<br \/>\n&#8220;Em um extremo, mulheres com mais anos de estudo e uma progress\u00e3o maior na carreira profissional t\u00eam cada vez menos filhos, muitas vezes menos do que o desejado, em especial por n\u00e3o conseguirem conciliar trabalho e fam\u00edlia&#8221;, aponta o relat\u00f3rio Fecundidade e Din\u00e2mica da Popula\u00e7\u00e3o Brasileira, feito em 2018 para o Fundo de Popula\u00e7\u00e3o da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU).<br \/>\n&#8220;O mesmo acontece quando se analisam os \u00edndices de acordo com a renda: nos 20% dos domic\u00edlios com maiores rendimentos no pa\u00eds, as mulheres t\u00eam taxas de fecundidade que n\u00e3o chegam \u00e0s taxas de reposi\u00e7\u00e3o. Na outra ponta, e com n\u00famero significativo de pessoas, percebe-se que as mulheres com menos anos de estudo ainda t\u00eam mais filhos do que desejam. Isso porque, em geral, mulheres com menos escolaridade, rendimento e oportunidades tamb\u00e9m acabam tendo filhos quando s\u00e3o jovens &#8211; e, na maioria, filhos nascidos de gesta\u00e7\u00f5es n\u00e3o planejadas.&#8221;<br \/>\nAo mesmo tempo, como a popula\u00e7\u00e3o brasileira tem envelhecido em ritmo r\u00e1pido, o pa\u00eds est\u00e1 nas \u00faltimas d\u00e9cadas do chamado &#8220;b\u00f4nus demogr\u00e1fico&#8221;, ou seja, de um contingente grande de popula\u00e7\u00e3o jovem e economicamente ativa em rela\u00e7\u00e3o ao grupo et\u00e1rio com mais inativos (como crian\u00e7as e idosos).<br \/>\nPor volta da d\u00e9cada de 2040, as estimativas da ONU s\u00e3o de que o grupo de brasileiros de 15 a 64 anos alcan\u00e7ar\u00e1 seu pico e come\u00e7ar\u00e1 a cair. A partir da\u00ed, vai crescer proporcionalmente a faixa de brasileiros com mais de 60 anos. Tudo isso vai acontecer antes de o pa\u00eds ter conseguido elevar sua renda para o patamar dos pa\u00edses ricos.<br \/>\n\u00c9 nesse contexto que a discuss\u00e3o em torno das taxas de fecundidade pode ganhar relev\u00e2ncia.<br \/>\nO estudo de Hannusch e seus colegas n\u00e3o incluiu o Brasil. Mas ela aponta que, se as normas sociais do pa\u00eds se mantiverem &#8220;muito tradicionais&#8221;, ou seja, a carga dos cuidados com os filhos se mantiver excessivamente sobre os ombros femininos, \u00e9 improv\u00e1vel que eventuais pol\u00edticas favor\u00e1veis \u00e0 fecundidade funcionem, mesmo entre as mulheres com mais renda.<br \/>\n&#8220;Trata-se de identificar onde o Brasil est\u00e1 neste momento em seu desenvolvimento e talvez pensar para onde as coisas v\u00e3o daqui 20 ou 30 anos. Pode ir para caminhos diferentes a depender das normas sociais e de como esses fatores s\u00e3o implementados no futuro&#8221;, diz a economista.<br \/>\nNa vis\u00e3o de Hannusch e seus colegas, &#8220;a fecundidade ultrabaixa n\u00e3o \u00e9 um destino inescap\u00e1vel, mas sim um reflexo de pol\u00edticas, institui\u00e7\u00f5es e normas prevalentes na sociedade&#8221;.<br \/>\n&#8211; Este texto foi publicado em https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/geral-64119658<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudo sobre &#8216;nova economia da fertilidade&#8217; diz que em alguns pa\u00edses de alta renda onde homens s\u00e3o mais participativos, taxas de fecundidade t\u00eam subido entre alguns grupos. 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