{"id":33639,"date":"2023-01-15T07:10:37","date_gmt":"2023-01-15T07:10:37","guid":{"rendered":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/2023\/01\/15\/na-ucrania-onde-misseis-russos-miram-usinas-eletricas-eletricistas-tambem-sao-herois\/"},"modified":"2023-01-15T07:10:37","modified_gmt":"2023-01-15T07:10:37","slug":"na-ucrania-onde-misseis-russos-miram-usinas-eletricas-eletricistas-tambem-sao-herois","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/2023\/01\/15\/na-ucrania-onde-misseis-russos-miram-usinas-eletricas-eletricistas-tambem-sao-herois\/","title":{"rendered":"Na Ucr\u00e2nia, onde m\u00edsseis russos miram usinas el\u00e9tricas, eletricistas tamb\u00e9m s\u00e3o her\u00f3is"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/cQ7o6KoOjPGjtpA5yzwmqNX4j5g=\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2023\/Y\/u\/4QBaqoSpOkBXATfoCKTg\/ap23006830191827.jpg\"><br \/>   Funcion\u00e1rios ucranianos trabalham 24 horas por dia, 7 dias por semana, para garantir fornecimento de energia no pa\u00eds \u2014 e reparar estragos causados pelos ataques da R\u00fassia na rede el\u00e9trica. Trabalhadores da usina olham para o transformador de tens\u00e3o que foi destru\u00eddo ap\u00f3s um ataque russo na Ucr\u00e2nia central, quinta-feira, 5 de janeiro de 2023<br \/>\nAP Photo\/Evgeniy Maloletka<br \/>\nNa Ucr\u00e2nia, em torno de alguns de seus preciosos transformadores \u2013 aqueles que ainda funcionam, cheios de eletricidade \u2013 os trabalhadores da usina constru\u00edram escudos de prote\u00e7\u00e3o usando blocos de concreto gigantes para que tenham mais chances de sobreviver ao pr\u00f3ximo bombardeio de m\u00edsseis da R\u00fassia.<br \/>\nJanelas quebradas na sala de controle da usina s\u00e3o remendadas com papel\u00e3o e sacos de areia empilhados, ent\u00e3o os operadores que trabalham nas mesas 24 horas por dia, 7 dias por semana, vigiando medidores, telas, luzes e bot\u00f5es, correm menos risco de serem mortos ou ferido por estilha\u00e7os assassinos.<br \/>\n\u201cEnquanto houver equipamentos que possam ser consertados, vamos trabalhar\u201d, disse o diretor da usina a que uma equipe de jornalistas da Associated Press teve acesso.<br \/>\nA reportagem n\u00e3o identificar\u00e1 a usina e nem fornecer\u00e1 sua localiza\u00e7\u00e3o, pois as autoridades ucranianas disseram que tais detalhes poderiam ajudar os estrategistas militares russos. Pelo mesmo motivo, o diretor e seus funcion\u00e1rios tamb\u00e9m se recusaram a ser identificados com seus nomes completos.<br \/>\nComo a usina n\u00e3o pode funcionar sem eles, os operadores prepararam coletes blindados e capacetes para usar durante as chuvas mortais de m\u00edsseis, para que possam permanecer em seus postos e n\u00e3o se juntar a trabalhadores menos essenciais no abrigo antia\u00e9reo.<br \/>\nUm trabalhador transmite os par\u00e2metros do painel de controle de uma usina no centro da Ucr\u00e2nia, quinta-feira, 5 de janeiro de 2023<br \/>\nAP Photo\/Evgeniy Maloletka<br \/>\nCada ataque a\u00e9reo da R\u00fassia causa mais danos, deixa mais buracos nas paredes e levanta mais quest\u00f5es sobre por quanto tempo os trabalhadores de energia da Ucr\u00e2nia ser\u00e3o capazes de manter as casas alimentadas, aquecidas e iluminadas nas temperaturas abaixo de zero do inverno. E, ainda assim, contra todas as probabilidades e \u00e0s vezes ao custo de suas vidas, eles mant\u00eam a eletricidade fluindo.<br \/>\nCada watt adicional de eletricidade que os funcion\u00e1rios conseguem inserir para rede el\u00e9trica desafia a invas\u00e3o de quase 11 meses do presidente russo, Vladimir Putin, e os esfor\u00e7os de seus militares para usar o inverno como ferramenta de guerra.<br \/>\nNa Ucr\u00e2nia, energia el\u00e9trica \u00e9 sin\u00f4nimo de esperan\u00e7a \u2014 e os eletricistas n\u00e3o v\u00e3o deix\u00e1-la morrer.<br \/>\nNa cabe\u00e7a deles, a usina \u00e9 mais do que apenas um lugar onde se produz energia. Ao longo de d\u00e9cadas cuidando de suas turbinas girat\u00f3rias, cabos grossos e canos barulhentos, o local tornou-se algo que os funcion\u00e1rios aprenderam a amar e que desejam desesperadamente manter vivo. V\u00ea-lo danificado sistematicamente por repetidos ataques russos \u00e9 doloroso para eles.<br \/>\n\u201cA esta\u00e7\u00e3o \u00e9 como um organismo, cada \u00f3rg\u00e3o nela tem algum significado. Mas muitos \u00f3rg\u00e3os j\u00e1 est\u00e3o danificados. Me d\u00f3i muito assistir a tudo isso. \u00c9 estresse desumano. Carregamos esta esta\u00e7\u00e3o em nossos bra\u00e7os como uma crian\u00e7a\u201d, disse Oleh, que trabalha na f\u00e1brica h\u00e1 23 anos.<br \/>\nOndas sucessivas de m\u00edsseis russos e ataques de drones explosivos desde setembro destru\u00edram e danificaram cerca de metade do sistema de energia da Ucr\u00e2nia, diz o governo. Os cortes cont\u00ednuos de eletricidade tornaram-se norma em todo o pa\u00eds, com dezenas de milh\u00f5es de pessoas vivendo apenas com energia intermitente, \u00e0s vezes apenas algumas horas por dia. Os bombardeios tamb\u00e9m for\u00e7aram os ucranianos a deixarem de exportar eletricidade para os vizinhos Eslov\u00e1quia, Rom\u00eania, Hungria, Pol\u00f4nia e Mold\u00e1via.<br \/>\nA R\u00fassia disse que os ataques visam enfraquecer a capacidade da Ucr\u00e2nia de se defender. Autoridades ocidentais dizem que o sofrimento causado pelos apag\u00f5es aos civis \u00e9 um crime de guerra.<br \/>\nA usina que a equipe da AP visitou foi atingida repetidamente e fortemente danificada. Ela ainda abastece milhares de resid\u00eancias e ind\u00fastrias, mas sua produ\u00e7\u00e3o caiu significativamente em rela\u00e7\u00e3o aos n\u00edveis anteriores \u00e0 invas\u00e3o, dizem seus trabalhadores.<br \/>\nTodas as partes da instala\u00e7\u00e3o apresentam danos. Fragmentos de m\u00edsseis est\u00e3o espalhados, deixados onde ca\u00edram por trabalhadores ocupados demais para limpar o local. Os funcion\u00e1rios dizem que suas fam\u00edlias os enviam para seus turnos com as palavras: \u201cQue Deus os proteja\u201d.<br \/>\nUm trabalhador de uma usina passa por uma cratera causada por um ataque russo no centro da Ucr\u00e2nia, quinta-feira, 5 de janeiro de 2023<br \/>\nPhoto\/Evgeniy Maloletka<br \/>\nMykola come\u00e7ou a trabalhar na f\u00e1brica h\u00e1 36 anos, quando a Ucr\u00e2nia ainda fazia parte da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica. Ele sobreviveu a um dos ataques.<br \/>\n\u201cAs janelas voaram instantaneamente e a poeira come\u00e7ou a cair do teto\u201d, lembrou Mykola. Para que pudesse avaliar imediatamente os danos, ele colocou seu colete blindado e capacete e se aventurou do lado de fora, em vez de se proteger no abrigo antia\u00e9reo.<br \/>\n\u201cN\u00e3o temos medo. Tememos mais pelos equipamentos necess\u00e1rios para fornecer luz e calor&#8221;, afirmou Mykola.<br \/>\nOs militares da R\u00fassia que programas os m\u00edsseis parecem estar aprendendo \u00e0 medida que avan\u00e7am, adaptando suas t\u00e1ticas para causar mais preju\u00edzos, disse Oleh. Os equipamentos costumavam detonar no n\u00edvel do solo, criando crateras, mas agora explodem no ar, causando danos em \u00e1reas mais amplas.<br \/>\n\u201cOs russos est\u00e3o bombardeando e n\u00f3s estamos reconstruindo, e eles est\u00e3o bombardeando novamente e n\u00f3s estamos reconstruindo. N\u00f3s realmente precisamos de ajuda. N\u00e3o podemos lidar com isso aqui sozinhos&#8221;,  disse Oleh.<br \/>\nTrabalhadores da usina chegam para reparar os danos ap\u00f3s um ataque russo no centro da Ucr\u00e2nia, quinta-feira, 5 de janeiro de 2023<br \/>\nAP Photo\/Evgeniy Maloletka<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Funcion\u00e1rios ucranianos trabalham 24 horas por dia, 7 dias por semana, para garantir fornecimento de energia no pa\u00eds \u2014 e reparar estragos causados pelos ataques da R\u00fassia na rede el\u00e9trica. 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