{"id":33283,"date":"2023-01-13T15:14:42","date_gmt":"2023-01-13T15:14:42","guid":{"rendered":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/2023\/01\/13\/james-webb-supertelescopio-captura-imagens-de-fabrica-de-estrelas\/"},"modified":"2023-01-13T15:14:42","modified_gmt":"2023-01-13T15:14:42","slug":"james-webb-supertelescopio-captura-imagens-de-fabrica-de-estrelas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/2023\/01\/13\/james-webb-supertelescopio-captura-imagens-de-fabrica-de-estrelas\/","title":{"rendered":"James Webb: supertelesc\u00f3pio captura imagens de f\u00e1brica de estrelas"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/dIxBLCK9xLU7-FdezJHMRdPnwTs=\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2023\/D\/k\/MWU6JhTM6tPCIKuxOR0w\/image001-1-.jpg\"><br \/>   Ber\u00e7\u00e1rio estelar est\u00e1 localizado a cerca de 200 mil anos-luz da Terra, na Pequena Nuvem de Magalh\u00e3es. Em uma espa\u00e7onave fict\u00edcia que se move na velocidade da luz, levaria 240 anos para atravessar esta regi\u00e3o do espa\u00e7o<br \/>\nNASA\/ESA\/CSA\/STSCI\/A.PAGAN<br \/>\nEsta \u00e9 outra imagem espetacular do novo super telesc\u00f3pio espacial James Webb.<br \/>\nA imagem mostra NGC 346, uma regi\u00e3o a cerca de 200 mil anos-luz da Terra, onde muitas estrelas est\u00e3o sendo criadas.<br \/>\nA C\u00e2mera em Infravermelho Pr\u00f3ximo do Webb captura os n\u00f3s, arcos e filamentos de g\u00e1s e poeira que est\u00e3o alimentando este ber\u00e7\u00e1rio estelar.<br \/>\nA NGC 346 est\u00e1 inserida em uma gal\u00e1xia sat\u00e9lite da nossa pr\u00f3pria gal\u00e1xia, a Via L\u00e1ctea, chamada Pequena Nuvem de Magalh\u00e3es \u2014 e \u00e9 usada como um laborat\u00f3rio para o estudo dos processos de forma\u00e7\u00e3o das estrelas.<br \/>\nO conglomerado cont\u00e9m concentra\u00e7\u00f5es relativamente baixas de elementos mais pesados \u200b\u200bque o hidrog\u00eanio e o h\u00e9lio.<br \/>\nVeja tamb\u00e9m:<br \/>\nJames Webb descobre gal\u00e1xias primitivas do come\u00e7o do Universo<br \/>\nVeja foto da fus\u00e3o entre duas gal\u00e1xias<br \/>\nSupertelesc\u00f3pio flagra novas imagens de &#8216;gal\u00e1xia fantasma&#8217;<br \/>\nDesta forma, as condi\u00e7\u00f5es reproduzem, at\u00e9 certo ponto, aquelas que existiam muito antes na hist\u00f3ria do Universo, quando o nascimento das estrelas estava no auge \u2014 um per\u00edodo conhecido como &#8220;Aurora C\u00f3smica&#8221;, cerca de tr\u00eas bilh\u00f5es de anos ap\u00f3s o Big Bang.<br \/>\nOs telesc\u00f3pios espaciais anteriores eram capazes de detectar os objetos maiores presentes nesta cena, mas o Webb, com sua sensibilidade e resolu\u00e7\u00e3o superiores, permite aos astr\u00f4nomos identificar as fontes menores.<br \/>\n&#8220;Pela primeira vez, podemos ver a sequ\u00eancia completa da forma\u00e7\u00e3o de estrelas em outra gal\u00e1xia&#8221;, diz Olivia Jones, do Centro de Tecnologia de Astronomia do Reino Unido (UK ATC) em Edimburgo, na Esc\u00f3cia.<br \/>\n&#8220;Antes, com o Spitzer, que era um dos grandes observat\u00f3rios da ag\u00eancia espacial americana Nasa, pod\u00edamos detectar as protoestrelas mais massivas, com cerca de cinco a oito vezes a massa do nosso Sol.&#8221;<br \/>\n&#8220;Mas com o Webb, n\u00f3s temos os limites de sensibilidade para chegar a at\u00e9 1\/10 da massa do Sol. Ent\u00e3o, temos a sensibilidade para detectar estrelas de massa muito pequena no processo de forma\u00e7\u00e3o, mas com resolu\u00e7\u00e3o para ver tamb\u00e9m como elas afetam o ambiente. E como voc\u00ea pode ver a partir da imagem, \u00e9 um ambiente muito din\u00e2mico.&#8221;<br \/>\nTem g\u00e1s sendo energizado nesta imagem a temperaturas de 10.000 \u00b0C . Por outro lado, o Webb tamb\u00e9m detecta g\u00e1s frio a -200 \u00b0C.<br \/>\nOs astr\u00f4nomos se referem a &#8220;metais&#8221; quando discutem todos os elementos mais pesados \u200b\u200bque o hidrog\u00eanio e o h\u00e9lio. \u00c9 o material necess\u00e1rio para fazer planetas.<br \/>\nUma das grandes quest\u00f5es, portanto, girou em torno de se os ambientes de baixa metalicidade, como a NGC 346, t\u00eam material poeirento suficiente para fazer o processo de acre\u00e7\u00e3o (acumula\u00e7\u00e3o de mat\u00e9ria na superf\u00edcie de um astro atrav\u00e9s da a\u00e7\u00e3o da gravidade) e construir mundos rochosos.<br \/>\nAs observa\u00e7\u00f5es do Webb sobre o conglomerado indicam que ele certamente t\u00eam esse potencial. At\u00e9 mesmo as menores protoestrelas detectadas na imagem possuem discos de poeira ao seu redor.<br \/>\nE, por tabela, essa forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria sugerida tamb\u00e9m teria sido poss\u00edvel no in\u00edcio do Universo, na Aurora C\u00f3smica, conforme explica Margaret Meixner, astr\u00f4noma da Associa\u00e7\u00e3o Universit\u00e1ria de Pesquisa Espacial em Maryland, nos EUA.<br \/>\n&#8220;A metalicidade na Pequena Nuvem de Magalh\u00e3es \u00e9 compar\u00e1vel \u00e0 \u00e9poca de pico da forma\u00e7\u00e3o de estrelas no Universo. \u00c9 quando basicamente estamos produzindo a maioria das estrelas do Universo. E isso \u00e9 muito interessante porque significa que voc\u00ea poderia estar potencialmente formando planetas em torno de uma grande quantidade de estrelas&#8221;, diz a pesquisadora.<br \/>\nA nova imagem da NGC 346 capturada pelo Webb foi divulgada na 241\u00aa reuni\u00e3o da Sociedade Americana de Astronomia, em Seattle, nos EUA.<br \/>\nTamb\u00e9m foi anunciado que o telesc\u00f3pio descobriu seu primeiro exoplaneta \u2014 nome dado aos planetas que orbitam outras estrelas.<br \/>\nChamado formalmente de LHS 475 b, o planeta tem quase exatamente o mesmo tamanho do nosso, medindo 99% do di\u00e2metro da Terra.<br \/>\nSua exist\u00eancia havia sido sugerida por dados do Transiting Exoplanet Survey Satellite, da Nasa, mas o Webb foi capaz de tirar rapidamente as d\u00favidas.<br \/>\nEle observou a luz vinda da estrela-m\u00e3e e conseguiu detectar a queda na emiss\u00e3o quando o planeta passou na sua frente, algo que acontece a cada dois dias.<br \/>\nEste per\u00edodo orbital t\u00e3o curto significa que o LHS 475 b est\u00e1 extremamente pr\u00f3ximo de sua estrela e, como consequ\u00eancia, \u00e9 algumas centenas de graus mais quente que a Terra.<br \/>\nOs astr\u00f4nomos est\u00e3o tentando determinar a composi\u00e7\u00e3o de uma poss\u00edvel atmosfera. \u00c9 poss\u00edvel, no entanto, que o planeta n\u00e3o tenha uma.<br \/>\n&#8220;Este planeta pode muito bem ser um corpo sem ar que perdeu qualquer atmosfera que j\u00e1 teve um dia&#8221;, diz Jacob Lustig-Yaeger, do Laborat\u00f3rio de F\u00edsica Aplicada da Universidade Johns Hopkins, tamb\u00e9m em Maryland.<br \/>\nMas os dados de Webb tamb\u00e9m podem ser consistentes com uma atmosfera espessa de di\u00f3xido de carbono com nuvens de alta altitude \u2014 n\u00e3o muito diferente de V\u00eanus.<br \/>\nUm artigo detalhando a NGC 346 foi submetido a uma revista acad\u00eamica para publica\u00e7\u00e3o. Atualmente, est\u00e1 dispon\u00edvel no reposit\u00f3rio de artigos de acesso aberto arXiv.<br \/>\n&#8211; Este texto foi publicado em: https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/geral-64260360<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ber\u00e7\u00e1rio estelar est\u00e1 localizado a cerca de 200 mil anos-luz da Terra, na Pequena Nuvem de Magalh\u00e3es. Em uma espa\u00e7onave fict\u00edcia que se move na velocidade da luz, levaria 240 anos para atravessar esta regi\u00e3o do espa\u00e7o NASA\/ESA\/CSA\/STSCI\/A.PAGAN Esta \u00e9 outra imagem espetacular do novo super telesc\u00f3pio espacial James Webb. 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