{"id":28894,"date":"2022-12-26T11:17:46","date_gmt":"2022-12-26T11:17:46","guid":{"rendered":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/2022\/12\/26\/dividas-cinco-perspectivas-para-ficar-de-olho-em-2023\/"},"modified":"2022-12-26T11:17:46","modified_gmt":"2022-12-26T11:17:46","slug":"dividas-cinco-perspectivas-para-ficar-de-olho-em-2023","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/2022\/12\/26\/dividas-cinco-perspectivas-para-ficar-de-olho-em-2023\/","title":{"rendered":"D\u00edvidas? Cinco perspectivas para ficar de olho em 2023"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/NZFmDEta7go7paX3Csl6OdFhiIw=\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2022\/6\/B\/RvYHMFSoipnbySAODxwQ\/getty.jpg\"><br \/>   Muitos brasileiros terminar\u00e3o o ano endividados ou inadimplentes \u2013 quais as perspectivas para eles a partir de janeiro? Fam\u00edlias inadimplentes, ou seja, com d\u00edvidas em atraso, somavam 30,3% em novembro deste ano<br \/>\nGetty Images<br \/>\nO Brasil encerra o ano de 2022 com alguns recordes acumulados em termos de endividados e inadimplentes &#8211; e ao que tudo indica, a situa\u00e7\u00e3o pode persistir em 2023.<br \/>\nSegundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimpl\u00eancia do Consumidor (Peic), realizada pela Confedera\u00e7\u00e3o Nacional do Com\u00e9rcio de Bens, Servi\u00e7os e Turismo (CNC), a parcela de fam\u00edlias com d\u00edvidas, em atraso ou n\u00e3o, ficou em 78,9% em novembro deste ano. A taxa \u00e9 inferior aos 79,2% de outubro, mas superior aos 75,6% de novembro de 2021.<br \/>\nO levantamento apontou ainda que as fam\u00edlias inadimplentes, ou seja, com d\u00edvidas em atraso, somavam 30,3% em novembro deste ano. O patamar \u00e9 o mesmo do m\u00eas anterior, que j\u00e1 era o maior da s\u00e9rie iniciada em 2010.<br \/>\nEntre os inadimplentes, saltou de 10,6% para 10,9% os que informaram n\u00e3o ter condi\u00e7\u00e3o de quitar seus d\u00e9bitos.<br \/>\n H\u00e1 ainda entre os endividados aquelas fam\u00edlias que solicitaram o empr\u00e9stimo consignado destinado a benefici\u00e1rios do Aux\u00edlio Brasil, programa de transfer\u00eancia de renda concedido pelo governo federal.<br \/>\nSegundo o Minist\u00e9rio da Cidadania, uma em cada seis fam\u00edlias benefici\u00e1rias pediu o empr\u00e9stimo at\u00e9 1\u00ba de novembro &#8211; foram mais de 3,4 milh\u00f5es de concess\u00f5es no total. A informa\u00e7\u00e3o foi obtida pelo G1 via Lei de Acesso \u00e0 Informa\u00e7\u00e3o.<br \/>\nNo empr\u00e9stimo consignado, as parcelas s\u00e3o descontadas diretamente da folha de pagamentos.<br \/>\nUma em cada seis fam\u00edlias benefici\u00e1rias solicitaram o empr\u00e9stimo consignado do Aux\u00edlio Brasil<br \/>\nJ\u00falio Dutra\/Minist\u00e9rio da Cidadania<br \/>\nMas de acordo com o economista da Serasa Experian, Luiz Rabi, o momento n\u00e3o \u00e9 prop\u00edcio para contrair d\u00edvidas. &#8220;O juro est\u00e1 alto e subindo neste momento, ou seja, o momento n\u00e3o \u00e9 ideal&#8221;, diz.<br \/>\nAl\u00e9m das taxas de juros elevadas, a alta na infla\u00e7\u00e3o e a taxa de c\u00e2mbio tamb\u00e9m tornam o momento mais dif\u00edcil, explica o especialista.<br \/>\n&#8220;Vejo pouco espa\u00e7o para a redu\u00e7\u00e3o da inadimpl\u00eancia, pelo menos at\u00e9 o final do primeiro semestre de 2023&#8221;, prev\u00ea Rabi.<br \/>\n&#8220;A taxa de juros e a infla\u00e7\u00e3o podem passar por uma melhora no segundo semestre, mas at\u00e9 l\u00e1 as expectativas n\u00e3o s\u00e3o boas.&#8221;<br \/>\nPara aqueles que est\u00e3o endividados ou com parcelas de empr\u00e9stimos em atraso, a BBC News Brasil reuniu alguns dos principais indicadores que valem a pena ser observados e as previs\u00f5es para o ano que se inicia.<br \/>\nInfla\u00e7\u00e3o<br \/>\nSegundo Luiz Rabi, o cen\u00e1rio de inadimpl\u00eancia no Brasil pode ser explicado principalmente pelo aumento da infla\u00e7\u00e3o &#8211; indicador que tende a melhorar at\u00e9 o final de 2023, mas que pode permanecer alto nos primeiros meses do ano.<br \/>\nEm mar\u00e7o de 2022, o pa\u00eds registrou uma infla\u00e7\u00e3o de 1,62%, a maior para este m\u00eas desde o lan\u00e7amento do Plano Real, em 1994.<br \/>\nA expectativa do mercado \u00e9 que o IPCA feche o ano em 5,79%, segundo o Boletim Focus divulgado em 12 de dezembro.<br \/>\nJ\u00e1 para 2023, os economistas ouvidos pelo Banco Central no relat\u00f3rio estimaram que o \u00edndice de infla\u00e7\u00e3o terminar\u00e1 o ano em 5,08%.<br \/>\nE a alta dos pre\u00e7os afeta diretamente o poder de compra, levando muitas fam\u00edlias brasileiras a acumular d\u00edvidas ou deixar contas em atraso.<br \/>\nSegundo levantamento realizado pela Confedera\u00e7\u00e3o Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Servi\u00e7o de Prote\u00e7\u00e3o ao Cr\u00e9dito (SPC Brasil) e divulgado no final de novembro, o setor credor que concentra a maior parte das d\u00edvidas no pa\u00eds \u00e9 o de bancos, com 61,34% do total. Na sequ\u00eancia aparecem o com\u00e9rcio (12,67%), o setor de comunica\u00e7\u00e3o (12,67%) e \u00e1gua e luz, com 10,89% do total de d\u00edvidas.<br \/>\n Taxa Selic<br \/>\nCom a infla\u00e7\u00e3o subindo, o Banco Central teve tamb\u00e9m que aumentar a taxa de juros para combater a escalada de pre\u00e7os. &#8220;Essa \u00e9 a segunda vari\u00e1vel que impacta a inadimpl\u00eancia&#8221;, diz o economista da Serasa Experian.<br \/>\nO processo de aumento da Selic &#8211;  que representa o \u00edndice de juros b\u00e1sicos da economia brasileira &#8211; foi iniciado em mar\u00e7o de 2021. Desde ent\u00e3o, a taxa saiu de 2% ao ano para 13,75%.<br \/>\nE em um cen\u00e1rio de infla\u00e7\u00e3o global alta e incertezas pol\u00edticas como \u00e9 o atual, a perspectiva \u00e9 de que os juros n\u00e3o caiam t\u00e3o cedo. &#8220;Se a infla\u00e7\u00e3o se estabilizar at\u00e9 o segundo semestre, pode ser que a taxa de juros tamb\u00e9m seja ajustada&#8221;, diz Rabi.<br \/>\nSegundo o mais recente Boletim Focus, a previs\u00e3o para a Selic no final de 2023 \u00e9 de 11,75%.<br \/>\nCart\u00e3o de cr\u00e9dito rotativo<br \/>\nAs taxas para aqueles que parcelam compras no cr\u00e9dito tamb\u00e9m n\u00e3o d\u00e3o sinais de desacelera\u00e7\u00e3o.<br \/>\nA taxa de juros do cart\u00e3o de cr\u00e9dito rotativo variou de 390,7% ao ano em setembro para 399,5% em outubro, segundo os dados do Boletim de Estat\u00edsticas Monet\u00e1rias e de Cr\u00e9dito, divulgados pelo Banco Central.<br \/>\nEste \u00e9 o maior valor desde agosto de 2017, quando ficou em 428%.<br \/>\nO rotativo \u00e9 a linha de cr\u00e9dito pr\u00e9-aprovada no cart\u00e3o e inclui tamb\u00e9m saques feitos na fun\u00e7\u00e3o cr\u00e9dito do meio de pagamento.<br \/>\nSem a perspectiva de uma diminui\u00e7\u00e3o expressiva da Selic em 2023, economistas tamb\u00e9m n\u00e3o veem grandes chances de queda nessa taxa.<br \/>\nE segundo a Serasa Experian, o cart\u00e3o de cr\u00e9dito segue sendo o principal motor das d\u00edvidas entre os inadimplentes.<br \/>\n&#8220;Em linha com o ano anterior, as d\u00edvidas de cart\u00e3o de cr\u00e9dito impactam 53% dos brasileiros endividados&#8221;, destacou uma pesquisa da institui\u00e7\u00e3o divulgada em outubro deste ano.<br \/>\nTaxa de c\u00e2mbio<br \/>\nSegundo Luiz Rabi, a cota\u00e7\u00e3o do d\u00f3lar tamb\u00e9m impacta de maneira indireta nas taxas de endividamento e inadimpl\u00eancia.<br \/>\n&#8220;A taxa de c\u00e2mbio influencia a infla\u00e7\u00e3o, que afeta o poder de consumo da popula\u00e7\u00e3o e a taxa de juros&#8221;, diz.<br \/>\nA previs\u00e3o do mercado \u00e9 que o d\u00f3lar feche 2022 no valor de R$ 5,25, uma expectativa que se mant\u00e9m tamb\u00e9m para o final de 2023.<br \/>\nEmprego<br \/>\nQuando se trata de emprego no Brasil, as previs\u00f5es s\u00e3o de estabiliza\u00e7\u00e3o nas taxas positivas dos \u00faltimos meses.<br \/>\nO desemprego no terceiro trimestre deste ano registrou a menor taxa desde 2014. De acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (PNAD) Cont\u00ednua, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), a desocupa\u00e7\u00e3o no pa\u00eds foi de 8,3% no trimestre encerrado no m\u00eas passado.<br \/>\nEssa taxa representa uma queda de 0,8 ponto percentual em rela\u00e7\u00e3o ao trimestre anterior (maio a julho). Na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo trimestre de 2021, a queda foi de 3,8 pontos percentuais.<br \/>\nJ\u00e1 a popula\u00e7\u00e3o desocupada foi de 9 milh\u00f5es de pessoas, o que representa um recuo de 8,7% em compara\u00e7\u00e3o com o trimestre encerrado no m\u00eas de julho. \u00c9 o menor n\u00edvel desde julho de 2015.<br \/>\nEntre os desalentados, que s\u00e3o pessoas que gostariam de trabalhar, mas n\u00e3o procuram emprego por achar que n\u00e3o encontrariam, o n\u00famero chega a 4,2 milh\u00f5es de pessoas.<br \/>\nO desempenho reflete o aquecimento da economia no primeiro semestre de 2022, no p\u00f3s-pandemia, mas segundo especialistas deve perder ritmo entre o final deste ano e o in\u00edcio de 2023.<br \/>\n&#8211; Este texto foi publicado em https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/brasil-64005871<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Muitos brasileiros terminar\u00e3o o ano endividados ou inadimplentes \u2013 quais as perspectivas para eles a partir de janeiro? 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