{"id":27132,"date":"2022-12-18T12:20:05","date_gmt":"2022-12-18T12:20:05","guid":{"rendered":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/2022\/12\/18\/as-novas-palavras-que-surgem-para-definir-abuso-sexual\/"},"modified":"2022-12-18T12:20:05","modified_gmt":"2022-12-18T12:20:05","slug":"as-novas-palavras-que-surgem-para-definir-abuso-sexual","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/2022\/12\/18\/as-novas-palavras-que-surgem-para-definir-abuso-sexual\/","title":{"rendered":"As novas palavras que surgem para definir abuso sexual"},"content":{"rendered":"<p>De gaslighting a upskirting, novos termos permitem a mulheres de todo o mundo descrever experi\u00eancias que antes n\u00e3o eram reconhecidas. Aten\u00e7\u00e3o: esta reportagem cont\u00e9m descri\u00e7\u00f5es de viol\u00eancia sexual.<br \/>\n&#8220;Mano morta&#8221; (&#8220;m\u00e3o morta&#8221;, em italiano) \u00e9 um objeto de discuss\u00e3o entre m\u00e3es e filhas. Grupos de amigas tamb\u00e9m se queixam sobre ela nas suas conversas e meninas adolescentes s\u00e3o aconselhadas a manter-se vigilantes quando v\u00e3o \u00e0 escola.<br \/>\nMas a m\u00e3o morta \u2014 ou m\u00e3o-boba, como chamamos em portugu\u00eas \u2014 n\u00e3o \u00e9 uma lenda urbana. \u00c9 uma forma de abuso sexual, mais comumente praticada contra as mulheres. Ela descreve a m\u00e3o dissimulada que incont\u00e1veis mulheres j\u00e1 encontraram tocando partes \u00edntimas do corpo em um \u00f4nibus ou trem lotado.<br \/>\nA m\u00e3o-boba indica precisamente esse comportamento intencional. Mulheres de todo o mundo podem tamb\u00e9m ter sofrido essa mesma forma de abuso, sem que tivessem uma express\u00e3o no seu idioma para design\u00e1-la.<br \/>\nEm ingl\u00eas, tr\u00eas express\u00f5es v\u00eam sendo cada vez mais usadas para descrever diferentes formas de abuso: gaslighting, upskirting e love bombing.<br \/>\nGaslighting \u00e9 o ato ou a pr\u00e1tica de ludibriar algu\u00e9m grosseiramente, para seu pr\u00f3prio benef\u00edcio. O termo foi considerado a palavra do ano pelo dicion\u00e1rio Merriam-Webster, depois que as buscas no site do dicion\u00e1rio aumentaram em 1740% em 2022. No TikTok, a hashtag #gaslighting teve 1,9 bilh\u00e3o de visualiza\u00e7\u00f5es.<br \/>\n Upskirting designa a pr\u00e1tica de fotografar mulheres por debaixo de suas saias ou vestidos, sem consentimento. J\u00e1 love bombing (literalmente, &#8220;bombardeio de amor&#8221;) define a tentativa de influenciar ou manipular algu\u00e9m com excessivas demonstra\u00e7\u00f5es de afeto. A hashtag #lovebombing atingiu quase 250 milh\u00f5es de visualiza\u00e7\u00f5es no TikTok em 2022.<br \/>\n&#8220;Se observarmos quando essas palavras entraram no idioma [ingl\u00eas] para descrever a experi\u00eancia das mulheres, em termos de viol\u00eancia sexual ou outras formas de sexismo, foi quando o feminismo tornou-se um grande movimento social&#8221;, afirma Alessia Tranchese, professora s\u00eanior de comunica\u00e7\u00e3o e lingu\u00edstica aplicada da Universidade de Portsmouth, no Reino Unido. Ela pesquisa como a viol\u00eancia contra a mulher pode ser perpetuada pela linguagem.<br \/>\nTranchese estuda como novas palavras cunhadas para descrever formas de abuso existentes servem para questionar a viol\u00eancia de g\u00eanero.<br \/>\n&#8220;Poder\u00edamos dizer que o idioma reflete as rela\u00e7\u00f5es desiguais entre homens e mulheres e \u00e9 um lugar onde essas rela\u00e7\u00f5es podem ser postas em pr\u00e1tica e recriadas&#8221;, afirma ela.<br \/>\nMas ser\u00e1 que a introdu\u00e7\u00e3o de novos termos pode realmente combater os abusos enfrentados pelas mulheres em todo o mundo?<br \/>\nComo parte do especial BBC 100 Women, que todos os anos destaca 100 mulheres inspiradoras e influentes ao redor do mundo, a BBC conversou com tr\u00eas mulheres que v\u00eam \u2014 literalmente \u2014 tomando a palavra para descrever abusos e ass\u00e9dio sexual no Reino Unido, no Oriente M\u00e9dio e na Am\u00e9rica do Sul.<br \/>\nStealthing<br \/>\nQuando a s\u00e9rie brit\u00e2nica &#8220;I May Destroy You&#8221;, da atriz e roteirista Michaela Coel, chegou \u00e0s telas da TV em 2020, seu sucesso entre os cr\u00edticos foi imediato.<br \/>\nMas a s\u00e9rie premiada, que acompanha a jornada de uma mulher ap\u00f3s ter sofrido abuso sexual, trouxe ramifica\u00e7\u00f5es al\u00e9m do mundo dos cr\u00edticos de TV. Seus reflexos atingiram o mundo real, a quase 20 mil quil\u00f4metros de dist\u00e2ncia.<br \/>\nA parlamentar chilena Maite Orsini, de 34 anos de idade, ficou chocada com uma cena espec\u00edfica, na qual a protagonista Arabella fica sabendo que um homem retirou o preservativo sem o seu consentimento durante um encontro sexual. Ela depois descobre que a retirada n\u00e3o consensual do preservativo (stealthing, em ingl\u00eas), \u00e9 classificada como estupro no Reino Unido, Alemanha, Canad\u00e1 e no Estado da Calif\u00f3rnia, nos EUA.<br \/>\n &#8220;Eu n\u00e3o sabia que isso realmente \u00e9 abuso sexual e acho que compreendi quando vi ilustrado na s\u00e9rie&#8221;, afirma Orsini, que \u00e9 advogada com mestrado em seguran\u00e7a p\u00fablica.<br \/>\nComo o stealthing n\u00e3o era considerado crime no Chile, n\u00e3o havia estat\u00edsticas oficiais sobre o n\u00famero de casos. Mas, \u00e0 medida que Orsini falava com outras amigas, conhecidas e colegas, ficava claro que era um problema que transcendia fronteiras \u2014 e as v\u00edtimas n\u00e3o tinham prote\u00e7\u00e3o legal para ajud\u00e1-las.<br \/>\nEla decidiu que o stealthing precisava ser inclu\u00eddo na legisla\u00e7\u00e3o chilena e come\u00e7ou a redigir um projeto de lei.<br \/>\n&#8220;Tivemos um longo debate para encontrar uma palavra em espanhol para indicar stealthing, mas me recusei a fazer isso&#8221;, relembra a parlamentar. &#8220;Eu queria que as v\u00edtimas pudessem reconhecer que o conceito est\u00e1 sendo usado l\u00e1 fora [em ingl\u00eas] e elas poderiam entrar na internet e encontrar as informa\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias.&#8221;<br \/>\nO projeto de lei de Orsini sobre o stealthing foi aprovado na C\u00e2mara dos Deputados do Chile em janeiro e seguiu para avalia\u00e7\u00e3o pelo Senado. O projeto criminaliza o stealthing, que se torna uma forma de abuso sexual pass\u00edvel de puni\u00e7\u00e3o.<br \/>\nSua aprova\u00e7\u00e3o pode ser considerada uma mudan\u00e7a na forma em que as mulheres est\u00e3o reivindicando o poder sobre a linguagem, segundo Tranchese.<br \/>\n&#8220;Se voc\u00ea pensar em objetos como dicion\u00e1rios \u2014 quem faz os dicion\u00e1rios? Historicamente, s\u00e3o os homens&#8221;, argumenta ela. &#8220;N\u00e3o se permitia que as mulheres fossem escritoras, advogadas ou m\u00e9dicas. O conhecimento, o processo de elabora\u00e7\u00e3o do significado, era prerrogativa dos homens.&#8221;<br \/>\nOrsini concorda sobre o papel central que a linguagem pode desempenhar para as mulheres que passaram por abusos.<br \/>\n&#8220;Acho que dar nomes aos comportamentos que n\u00e3o eram identificados anteriormente pode levar as pessoas a reconhecer-se como v\u00edtimas&#8221;, afirma ela.<br \/>\n&#8220;Eu queria que o stealthing fosse inclu\u00eddo no c\u00f3digo penal, para criar a consci\u00eancia de que esse crime existe e para que as mulheres e meninas saibam que, quando forem v\u00edtimas desse tipo de comportamento, ele est\u00e1 sancionado na nossa legisla\u00e7\u00e3o e elas podem denunci\u00e1-lo&#8221;, defende Orsini.<br \/>\nDownblousing<br \/>\nA linguagem tamb\u00e9m est\u00e1 sendo usada para captar como as mulheres se sentem cada vez mais inseguras nos espa\u00e7os p\u00fablicos, segundo a ex-ministra da Justi\u00e7a da Irlanda do Norte, Naomi Long. Ela prop\u00f4s uma nova lei sobre abusos sexuais, que foi aprovada em mar\u00e7o.<br \/>\nLong \u00e9 uma das mulheres inclu\u00eddas na lista BBC 100 Women. Em 2022, o especial da BBC est\u00e1 homenageando os progressos que foram atingidos desde a sua cria\u00e7\u00e3o, 10 anos atr\u00e1s.<br \/>\n A lei incluiu uma s\u00e9rie de novos termos em ingl\u00eas. Um deles \u00e9 downblousing \u2014 criado para definir o ato de tirar fotos do decote de algu\u00e9m visto de cima, sem consentimento.<br \/>\n&#8220;\u00c9 um tipo muito espec\u00edfico de abuso&#8221;, segundo Long. &#8220;\u00c9 uma tentativa de humilhar e rebaixar a mulher, causando medo.&#8221;<br \/>\nEla afirma que, at\u00e9 ent\u00e3o, o crime n\u00e3o era mencionado especificamente na legisla\u00e7\u00e3o, o que dificultava para as v\u00edtimas e a pol\u00edcia entender o que podia ser feito.<br \/>\n&#8220;Pode ser muito angustiante saber que voc\u00ea passou por uma viola\u00e7\u00e3o da sua privacidade&#8221;, prossegue Long. &#8220;Causa ansiedade e humilha\u00e7\u00e3o, mas voc\u00ea procura a pol\u00edcia e eles n\u00e3o t\u00eam certeza de que aquilo \u00e9 crime.&#8221;<br \/>\nO pr\u00f3prio idioma e as conota\u00e7\u00f5es de g\u00eanero da palavra inglesa downblousing foram parte da discuss\u00e3o, segundo ela.<br \/>\n&#8220;Discutimos um pouco se dever\u00edamos usar &#8216;blouse&#8217; (blusa), &#8216;shirt&#8217; (camisa) ou &#8216;top&#8217;, mas houve alguma discuss\u00e3o sobre o uso ou n\u00e3o de refer\u00eancias a seios ou peito&#8221;, afirma Long.<br \/>\n&#8220;Achei que seria importante reconhecer que as pessoas n\u00e3o andam por a\u00ed tentando tirar fotos de homens em camisas&#8221;, explica ela. &#8220;Isso simplesmente n\u00e3o est\u00e1 acontecendo, n\u00e3o \u00e9 um problema.&#8221;<br \/>\nA Irlanda do Norte \u00e9 a primeira jurisdi\u00e7\u00e3o do Reino Unido a tornar o downblousing uma ofensa criminal espec\u00edfica. A Comiss\u00e3o Legal convocou a Inglaterra e o Pa\u00eds de Gales a acompanhar a decis\u00e3o.<br \/>\n&#8220;A linguagem importa. A forma como descrevemos essas coisas importa&#8221;, afirma Long. &#8220;Ela permitir\u00e1 \u00e0 sociedade dar um nome a algo que ela sabe que est\u00e1 errado, mas muitas vezes luta para argumentar por qu\u00ea.&#8221;<br \/>\nComo a linguagem funciona?<br \/>\nO trabalho da professora Lera Boroditsky \u00e9 pesquisar como os humanos &#8220;ficaram t\u00e3o inteligentes&#8221; e uma parte importante da resposta \u00e9 a linguagem, segundo ela.<br \/>\n&#8220;Os idiomas s\u00e3o essas coisas vivas que podemos mudar para adequ\u00e1-los \u00e0s nossas necessidades. A realidade apresenta muitas quest\u00f5es fascinantes sobre como os idiomas que falamos moldam a forma como pensamos \u2014 e tamb\u00e9m como podemos tentar mudar a forma como falamos para alterar como pensam as pessoas \u00e0 nossa volta&#8221;, explica Boroditsky.<br \/>\nA cientista cognitiva examina a rela\u00e7\u00e3o entre a nossa mente, a linguagem e a realidade, particularmente como criamos o significado na sociedade. Ela afirma que &#8220;a forma como voc\u00ea descreve um evento ou acidente pode mudar dramaticamente como culpamos e punimos as pessoas envolvidas&#8221;.<br \/>\nPara a professora, quando consideramos o impacto de um nome ou uma palavra atribu\u00edda a um conceito em particular, tamb\u00e9m \u00e9 importante examinar sua especificidade.<br \/>\n&#8220;No tribunal, por exemplo, costumava-se perguntar \u00e0s v\u00edtimas de abuso sexual &#8216;e foi a\u00ed que ele beijou voc\u00ea?&#8217; Beijar \u00e9 algo muito bom para a maioria das pessoas, mas n\u00e3o quando se trata de contato oral for\u00e7ado com um estranho&#8221;, explica a professora.<br \/>\nBoroditsky prossegue: &#8220;Mas, se voc\u00ea chamar de &#8216;contato oral for\u00e7ado&#8217;, isso cria uma imagem muito diferente na mente do j\u00fari \u2014 essa especificidade gera uma rea\u00e7\u00e3o emocional diferente de uma palavra que \u00e9 mais familiar ou gen\u00e9rica.&#8221;<br \/>\nEstupro conjugal<br \/>\nDiariamente, Lamya Lotfey testemunha os abusos enfrentados pelas mulheres no Egito \u2014 incluindo os casos de estupro conjugal, que frequentemente n\u00e3o s\u00e3o denunciados.<br \/>\n&#8220;E o problema \u00e9 que as pr\u00f3prias mulheres podem n\u00e3o perceber que este \u00e9 um ato violento contra elas&#8221;, afirma ela.<br \/>\nChefe de programas da organiza\u00e7\u00e3o eg\u00edpcia New Women Foundation, Lotfey comparece a sess\u00f5es de media\u00e7\u00e3o e fornece abrigo seguro para mulheres que sofreram abuso.<br \/>\nUm relat\u00f3rio de 2018 da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) demonstrou que, no Egito, 30% das mulheres casadas ou que vivem com um parceiro com 15 a 49 anos de idade sofrem viol\u00eancia f\u00edsica ou sexual do seu parceiro \u00edntimo ao longo da vida.<br \/>\nA maioria das v\u00edtimas de estupro conjugal nem mesmo se identifica como tal. &#8220;Para quem elas ir\u00e3o denunciar e sobre o qu\u00ea?&#8221;, questiona ela.<br \/>\nOs homens condenados por estupro no Egito podem enfrentar pris\u00e3o perp\u00e9tua ou at\u00e9 a pena de morte, mas o estupro conjugal n\u00e3o est\u00e1 inclu\u00eddo no c\u00f3digo penal do pa\u00eds.<br \/>\nA organiza\u00e7\u00e3o de Lotfey ajudou a redigir um projeto de lei que indica especificamente o estupro conjugal. \u00c9 a segunda vez que a proposta foi apresentada ao parlamento e ela aguarda pacientemente sua discuss\u00e3o em plen\u00e1rio.<br \/>\n&#8220;O estupro \u00e9 rejeitado e punido na sociedade e \u00e9 por isso que existe resist\u00eancia ao uso do termo em rela\u00e7\u00e3o aos relacionamentos conjugais&#8221;, afirma Lotfey. &#8220;Quando voc\u00ea rotular como &#8216;estupro conjugal&#8217;, a condena\u00e7\u00e3o do homem ser\u00e1 imediata. Eles est\u00e3o tentando desvincular o termo dos homens.&#8221;<br \/>\nEla afirma que as limita\u00e7\u00f5es do idioma v\u00e3o al\u00e9m da elabora\u00e7\u00e3o das leis e permeiam as conversas di\u00e1rias.<br \/>\nA express\u00e3o aghtesab zawgy (&#8220;estupro conjugal&#8221;) come\u00e7ou a ser usada pelos defensores dos direitos humanos no Egito nos anos 1980, mas permaneceu confinada a uma minoria, segundo Lotfey.<br \/>\nMas, lentamente, as coisas est\u00e3o come\u00e7ando a mudar. Ela credita o progresso \u00e0 s\u00e9rie de TV Newton&#8217;s Game, de 2020, que apresenta uma cena em que uma mulher \u00e9 estuprada pelo marido.<br \/>\n&#8220;Foi nesse momento que percebi as mulheres me dizendo, &#8216;isso aconteceu conosco'&#8221;, ela conta. &#8220;Algumas come\u00e7aram at\u00e9 a usar a express\u00e3o aghtesab zawgy. Algumas me disseram, &#8216;ent\u00e3o, se dissermos que isso est\u00e1 acontecendo conosco, eles ir\u00e3o nos levar a s\u00e9rio?&#8217; Mas, antes disso, eu era silenciada ou ignorada, como se isso n\u00e3o existisse.&#8221;<br \/>\nA linguista Alessia Tranchese indica o papel de uni\u00e3o da linguagem, que pode ajudar a criar um sentido de comunidade por identifica\u00e7\u00e3o.<br \/>\n&#8220;Acho que ter essas palavras ofereceu \u00e0s mulheres a capacidade de ver que suas experi\u00eancias n\u00e3o s\u00e3o casos isolados \u2014 &#8216;isso \u00e9 algo que ele fez para mim uma vez&#8217; \u2014 mas sim parte de uma quest\u00e3o sist\u00eamica maior que afeta muitas mulheres&#8221;, afirma ela.<br \/>\n&#8220;Dar um nome deixa mais \u00f3bvio que \u00e9 uma experi\u00eancia comum.&#8221;<br \/>\n*Com reportagem adicional e produ\u00e7\u00e3o de Inma Gil, Valeria Perasso e Sara Abou Bakr. Ilustra\u00e7\u00e3o principal de Ghazal Farkhari (@rasmorawaj).<br \/>\nEsta reportagem faz parte do especial BBC 100 Women, que todos os anos destaca 100 mulheres inspiradoras e influentes ao redor do mundo.<br \/>\n&#8211; Este texto foi originalmente publicado em https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/geral-63984573<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De gaslighting a upskirting, novos termos permitem a mulheres de todo o mundo descrever experi\u00eancias que antes n\u00e3o eram reconhecidas. Aten\u00e7\u00e3o: esta reportagem cont\u00e9m descri\u00e7\u00f5es de viol\u00eancia sexual. &#8220;Mano morta&#8221; (&#8220;m\u00e3o morta&#8221;, em italiano) \u00e9 um objeto de discuss\u00e3o entre m\u00e3es e filhas. Grupos de amigas tamb\u00e9m se queixam sobre ela nas suas conversas e<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":27133,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"om_disable_all_campaigns":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[47],"tags":[],"class_list":{"0":"post-27132","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-mundo"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27132","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=27132"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27132\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/27133"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=27132"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=27132"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=27132"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}