{"id":26722,"date":"2022-12-17T09:13:12","date_gmt":"2022-12-17T09:13:12","guid":{"rendered":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/2022\/12\/17\/o-estranho-e-fracassado-projeto-sovietico-de-tanque-voador\/"},"modified":"2022-12-17T09:13:12","modified_gmt":"2022-12-17T09:13:12","slug":"o-estranho-e-fracassado-projeto-sovietico-de-tanque-voador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/2022\/12\/17\/o-estranho-e-fracassado-projeto-sovietico-de-tanque-voador\/","title":{"rendered":"O estranho e fracassado projeto sovi\u00e9tico de tanque voador"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/Glli3NCKsUg1CuppJXV9kiknUYA=\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2022\/9\/a\/StAgsgTPSTSDIE3a4O8A\/o-antonov-a-40-durante-o-voo.jpg\"><br \/>   Durante a Segunda Guerra Mundial, a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica desenvolveu um tanque que poderia voar para entrar em combate. Um conceito criativo e incomum \u2013 mas que fim ele teve? O Antonov A-40 durante o voo<br \/>\nDom\u00ednio p\u00fablico via BBC<br \/>\nA r\u00e1pida evolu\u00e7\u00e3o de m\u00e1quinas de guerra nos anos ap\u00f3s a Primeira Guerra Mundial mudou os paradigmas do combate b\u00e9lico.<br \/>\nA Frente Ocidental da Primeira Guerra havia desenvolvido rapidamente linhas de trincheiras est\u00e1ticas. Milhares de homens morriam nos ataques para ganhar poucas centenas de metros de territ\u00f3rio.<br \/>\nArame farpado, artilharia e metralhadoras aumentaram enormemente os custos dos avan\u00e7os frontais.<br \/>\nA inven\u00e7\u00e3o dos primeiros tanques armados em 1917 rompeu esse impasse. Os tanques conseguiam mover-se atrav\u00e9s do arame farpado e eram, em grande parte, imunes aos ataques das metralhadoras.<br \/>\nAssim, as t\u00e1ticas militares voltaram-se para uma nova forma de m\u00e1quina de guerra que imitava as antigas campanhas de cavalaria &#8211; enormes batalhas disputadas ao longo de amplos territ\u00f3rios. E outra arma mais moderna &#8211; o avi\u00e3o &#8211; ampliou ainda mais essa capacidade.<br \/>\nOs estrategistas militares precisaram enfrentar avan\u00e7os blindados cobrindo dezenas de quil\u00f4metros em um \u00fanico dia &#8211; um feito quase impens\u00e1vel poucas d\u00e9cadas antes.<br \/>\nNos anos 1930, diversos ex\u00e9rcitos come\u00e7aram a imaginar como as tropas isoladas pelo curso da batalha ou que aterrissavam de paraquedas muito al\u00e9m das linhas inimigas poderiam conseguir apoio blindado com rapidez.<br \/>\nA melhor forma parecia ser mesclar pequenos tanques com os grandes avi\u00f5es bombardeiros.<br \/>\nExperimentos foram realizados, especialmente na Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica, nos anos 1930. Entre os conceitos, havia os tanquetes atiradores &#8211; pequenos tanques com armamento leve e metralhadoras &#8211; sob as asas de grandes avi\u00f5es bombardeiros.<br \/>\nOs avi\u00f5es aterrissariam, descarregariam os tanques e decolariam novamente. Tecnicamente, era vi\u00e1vel, mas havia uma importante desvantagem: seria preciso ter terra plana suficiente por perto para que os grandes avi\u00f5es pudessem pousar.<br \/>\nPor isso, surgiu outra ideia mais extravagante: por que aterrissar o avi\u00e3o se o pr\u00f3prio tanque poderia descer \u00e0 terra? Assim surgiu a no\u00e7\u00e3o do &#8220;tanque planador&#8221;.<br \/>\nO desenvolvimento da ideia<br \/>\nO planador foi desenvolvido na primeira metade do s\u00e9culo 20, principalmente para fins militares. A Alemanha, a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica, o Reino Unido e os EUA dedicaram grandes esfor\u00e7os para desenvolver planadores que pudessem transportar tropas e carga para o campo de batalha.<br \/>\nOs planadores eram rebocados por avi\u00f5es de transporte &#8211; como os planadores modernos, que s\u00e3o rebocados por avi\u00f5es leves &#8211; e liberados perto do alvo para prosseguir at\u00e9 o seu destino. Para serem eficazes, os planadores precisavam de espa\u00e7o limpo para aterrissagem (o que restringia os locais onde poderiam ser usados), mas foram uma arma decisiva na Segunda Guerra Mundial.<br \/>\nNo in\u00edcio dos anos 1930, os estrategistas militares buscavam m\u00e1quinas de guerra com mais mobilidade. Com isso, os tanques diminu\u00edram de tamanho.<br \/>\nO engenheiro americano J. Walter Christie havia inventado um sistema de suspens\u00e3o inovador que foi empregado em muitos tanques na Segunda Guerra Mundial. Ele come\u00e7ou a examinar o conceito do tanque voador no in\u00edcio dos anos 1930.<br \/>\nO projeto de Christie era mais ambicioso que os que se seguiram. Ele envolvia aparafusar um par de asas e uma cauda ao tanque, al\u00e9m de um propulsor alimentado pelos motores do ve\u00edculo.<br \/>\nSegundo Christie, o tanque conseguiria ser suspenso no ar a cerca de 330 p\u00e9s (100 metros) e transportado at\u00e9 o campo de pouso com sua pr\u00f3pria pot\u00eancia.<br \/>\nO tanque T-60 foi a base do ambicioso projeto de Oleg Antonov<br \/>\nGetty Images via BBC<br \/>\n&#8220;Al\u00e9m disso, o piloto do tanque voador n\u00e3o precisa do terreno plano exigido por um avi\u00e3o bombardeiro para decolar&#8221;, afirmou Christie, segundo mencionado na revista Popular Mechanics em 1932. &#8220;Ele pode decolar na lama, em campo acidentado e em terreno que impediria um avi\u00e3o m\u00e9dio de subir aos c\u00e9us.&#8221;<br \/>\nO ex\u00e9rcito americano n\u00e3o tinha a mesma convic\u00e7\u00e3o de Christie e sua ideia inovadora acabou n\u00e3o sendo aceita. Mas, alguns anos depois, outro projetista igualmente vision\u00e1rio tirou o conceito da mesa de desenho e o levou para o ar, na Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica.<br \/>\n&#8216;Solu\u00e7\u00e3o em busca de problemas&#8217;<br \/>\nOleg Antonov era fascinado pela avia\u00e7\u00e3o desde a inf\u00e2ncia. Quando ainda era adolescente, ele projetou seu pr\u00f3prio planador. Seu talento como projetista acabou levando-o ao cargo de projetista-chefe da F\u00e1brica de Planadores de Moscou, onde projetou mais de 30 planadores diferentes.<br \/>\nOs estrategistas militares sovi\u00e9ticos estavam come\u00e7ando a entender que as unidades de paraquedistas poderiam precisar de armas mais pesadas para ajud\u00e1-los a sobreviver em bols\u00f5es isolados, longe de for\u00e7as amigas.<br \/>\nUma op\u00e7\u00e3o pesquisada foi enviar pequenos tanques a bordo de grandes bombardeiros, usando grandes paraquedas. Mas havia problemas nessa opera\u00e7\u00e3o, como explica Stuart Wheeler, curador do Museu dos Tanques de Bovington, no Reino Unido.<br \/>\n&#8220;Um dos pontos que vemos nos sovi\u00e9ticos do p\u00f3s-guerra \u00e9 essa ideia de dispers\u00e3o, lan\u00e7ando ve\u00edculos com diversos paraquedas. Mas onde est\u00e1 a tripula\u00e7\u00e3o? Eles tamb\u00e9m lan\u00e7avam a tripula\u00e7\u00e3o, mas eles poderiam aterrissar muito longe e precisar atravessar quil\u00f4metros para chegar at\u00e9 o ve\u00edculo&#8221;, segundo ele.<br \/>\nPara Wheeler, &#8220;os tanquetes suspensos em um [avi\u00e3o] Tupolev s\u00e3o uma solu\u00e7\u00e3o para o problema, que n\u00e3o est\u00e1 longe do que acontecia nos Estados Unidos nos anos 1960, com helic\u00f3pteros Sikorsky e ve\u00edculos suspensos abaixo da aeronave&#8221;.<br \/>\nMas, nos anos 1930, essas ideias simplesmente n\u00e3o eram vi\u00e1veis.<br \/>\nEm 1940 &#8211; apenas um ano antes da invas\u00e3o da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica pela Alemanha -, Antonov foi levado a trabalhar em um planador que pudesse carregar pequenos tanques. Mas o projeto de Christie o havia intrigado e ele trabalhou em um projeto de tanque voador chamado A-40.<br \/>\nO prot\u00f3tipo usava um tanque T-60, pequeno e r\u00e1pido, usado para reconhecimento. Nele, eram aparafusadas duas asas e uma longa cauda estabilizadora. Wheeler afirma que n\u00e3o era um compromisso ideal.<br \/>\n&#8220;O problema \u00e9 que o \u00fanico ve\u00edculo que realmente poderia entrar ali \u00e9 um modelo de 1937, prejudicado pela sua blindagem fina e sua metralhadora pequena&#8221;, segundo ele.<br \/>\nO que favorecia a ideia do tanque planador \u00e9 que ele n\u00e3o exporia avi\u00f5es de transporte grandes e lentos aos combates em terra. O tanque seria liberado a alguma dist\u00e2ncia da zona de aterrissagem e planaria at\u00e9 parar.<br \/>\nUm modelo em escala do A-40 constru\u00eddo alguns anos atr\u00e1s por um museu na Holanda mostra as imensas dimens\u00f5es desse ve\u00edculo criativo e inusitado.<br \/>\n&#8220;O tanque pesa apenas cerca de seis toneladas e \u00e9 bastante pequeno&#8221;, afirma o jornalista especializado em avia\u00e7\u00e3o Jim Winchester.<br \/>\n&#8220;Mas a envergadura \u00e9 a mesma de um pequeno bombardeiro e ele tem duas vezes a \u00e1rea das asas.&#8221;<br \/>\nDois conjuntos de asas empilhados um sobre o outro s\u00e3o necess\u00e1rios para elevar suficientemente o tanque, a fim de mant\u00ea-lo suspenso.<br \/>\nO projeto de Antonov ficou na mesa de desenho at\u00e9 muito depois que a Alemanha invadiu a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica em 1941. Foi ali que Antonov percebeu como pode ser dif\u00edcil transformar a ideia do papel em realidade. Seu prot\u00f3tipo somente foi constru\u00eddo em 1942.<br \/>\nNo dia 2 de setembro de 1942, o piloto de teste (ou, neste caso, o motorista de teste) Sergei Anokhin pegou os controles do tanque, rebocado por um bombardeiro Tupolev TB-3 com uma longa corda. O A-40 estava pronto para o seu voo inaugural.<br \/>\n&#8220;Para testar o voo, eles precisam deixar de fora a muni\u00e7\u00e3o e a maior parte do combust\u00edvel para economizar peso&#8221;, explica Winchester. &#8220;O conceito era que, \u00e0 medida que a torre do tanque girava, voc\u00ea movia os controles das asas. Voc\u00ea simplesmente movimenta a arma para a esquerda ou para a direita.&#8221;<br \/>\nMas o tanque era t\u00e3o pesado que a torre tamb\u00e9m precisou ser retirada.<br \/>\nO Tupolev decolou com o A-40 a reboque, mas precisava liberar o tanque cedo para evitar acidentes &#8211; o arrasto criado pelo inc\u00f4modo ve\u00edculo resultou ser grande demais.<br \/>\nAnokhin conseguiu plainar o tanque para pousar em um campo. E, depois de pousar, ele conseguiu desmontar as asas e a cauda e dirigir o tanque de volta para a base.<br \/>\nA aerodin\u00e2mica b\u00e1sica do A-40 comprovou ser segura, mas seu primeiro voo (que acabaria tamb\u00e9m sendo o \u00faltimo) demonstrou as dificuldades de fazer um ve\u00edculo t\u00e3o pesado sair do ch\u00e3o.<br \/>\n&#8220;Ele \u00e9 chamado de tanque voador, mas, se voc\u00ea disser isso, as pessoas ir\u00e3o pensar em um objeto sobrevoando e disparando tiros, enquanto, na verdade, n\u00e3o era este o caso&#8221;, explica Winchester. &#8220;De certa forma, era uma solu\u00e7\u00e3o em busca de problemas.&#8221;<br \/>\nEste modelo em escala do A-40 mostra o enorme tamanho das suas asas e da cauda, em compara\u00e7\u00e3o com o pequeno tanque<br \/>\nThe Tank Museum, Bovington via BBC<br \/>\nOs estrategistas sovi\u00e9ticos queriam, na verdade, que o conceito do A-40 fosse usado com o tanque T-34, muito mais pesado e eficaz.<br \/>\nMas o atabalhoado voo inaugural demonstrou que n\u00e3o havia aeronave com pot\u00eancia suficiente para fazer o planador decolar com o tanque maior. Um T-34 totalmente carregado pesava 26 toneladas &#8211; mais de quatro vezes o diminuto T-60.<br \/>\nEste tanque pequeno poderia ter sido \u00fatil para apoiar unidades amigas, operando longe da linha de combate, mas teria menos utilidade em grandes batalhas.<br \/>\n&#8220;Voc\u00ea tem um tanque que pode ser \u00fatil em certas circunst\u00e2ncias, mas n\u00e3o em um ambiente em disputa na forma habitual&#8221;, afirma Winchester.<br \/>\nA tentativa japonesa<br \/>\nO projeto de Antonov nunca mais voou, mas n\u00e3o foi o fim do conceito de tanque voador.<br \/>\nO Jap\u00e3o, que tamb\u00e9m havia se interessado pelo conceito de Christie, explorou a ideia durante a Segunda Guerra Mundial.<br \/>\nO Tanque Leve Especial n\u00famero 3 Ku-Ro japon\u00eas foi um projeto inteiramente novo, constru\u00eddo especialmente para a miss\u00e3o. Como o A-40, ele foi projetado para ser rebocado por uma aeronave grande e liberado para plainar at\u00e9 o campo de batalha.<br \/>\nOs projetistas descobriram que a tens\u00e3o da decolagem em alta velocidade destru\u00eda rapidamente os pneus do tanque e instalaram um par de esquis.<br \/>\nComo as asas e as caudas, os esquis podiam ser rapidamente desmontados depois da aterrissagem, para que o tanque pequeno de 2,9 toneladas pudesse entrar em a\u00e7\u00e3o.<br \/>\nMas, dois anos depois, o projeto foi cancelado porque o Jap\u00e3o se viu lutando uma guerra defensiva.<br \/>\nO crescimento da superioridade a\u00e9rea dos Estados Unidos fez com que ficasse muito perigoso lan\u00e7ar essas armas com aeronaves lentas e vulner\u00e1veis. O projeto nunca saiu do est\u00e1gio de prot\u00f3tipo e o tanque propriamente dito nunca voou.<br \/>\nOs projetos brit\u00e2nicos<br \/>\nO Reino Unido tamb\u00e9m fez algumas tentativas de criar um tanque voador durante a guerra, com um projeto mais simples, mas igualmente extravagante &#8211; que chegou a voar.<br \/>\nO Baynes Bat (&#8220;Morcego de Baynes&#8221;, em homenagem ao seu projetista, L. E. Baynes) foi um conceito de planador criado para explorar um projeto maior que pudesse ser usado com um tanque. Mas, ao contr\u00e1rio, do A-40, ele tinha apenas um conjunto de asas e n\u00e3o dois.<br \/>\nSe o Baynes Bat tivesse entrado em linha de produ\u00e7\u00e3o, ele teria uma envergadura muito grande, de mais de 30 metros.<br \/>\nA asa tamb\u00e9m era projetada para tr\u00e1s &#8211; um salto aerodin\u00e2mico raramente observado durante a Segunda Guerra Mundial, que se tornaria uma caracter\u00edstica comum nos jatos supers\u00f4nicos de combate introduzidos uma d\u00e9cada depois.<br \/>\nO Baynes Bat n\u00e3o tinha cauda e, no seu lugar, havia um estabilizador vertical, parecido com barbatanas de cauda, montado na ponta de cada asa. Na verdade, o prot\u00f3tipo de Baynes n\u00e3o inclu\u00eda um tanque &#8211; o piloto se sentava em uma fuselagem min\u00fascula, minimizada pela asa gigante.<br \/>\nSeu piloto, Robert Kronfeld, observaria posteriormente: &#8220;Apesar do seu projeto n\u00e3o ortodoxo, a aeronave \u00e9 pilotada de forma similar a outros planadores leves, com controles muito leves e \u00e1geis e manejo seguro pelos pilotos de servi\u00e7o em todos os comportamentos normais de voo&#8221;.<br \/>\nMas, poucos anos depois, Eric &#8220;Winkle&#8221; Brown, o piloto de testes brit\u00e2nico que voou com mais aeronaves na hist\u00f3ria, ficou menos impressionado. Ele disse que o controle era ruim e que sua &#8220;sensibilidade espec\u00edfica para frente e para tr\u00e1s, aliada \u00e0 vis\u00e3o indiferente da cabine de comando, torna o planador uma proposta delicada para aterrissagem em espa\u00e7os confinados. A ideia de um tanque m\u00e9dio preso a ele faz a mente ficar confusa. Parecia uma boa ideia na \u00e9poca, mas&#8230;&#8221;<br \/>\nNunca foi constru\u00edda uma vers\u00e3o do Baynes Bat em tamanho real. Para Winchester, &#8220;o Bat foi uma forma de levar algo para o campo de batalha, mas o problema foi que, na verdade, esse &#8216;algo&#8217; nunca existiu&#8221;.<br \/>\nO Reino Unido descartou a ideia de um tanque voador. No seu lugar, foi constru\u00eddo um planador suficientemente grande para carregar um tanque &#8211; o Hamilcar.<br \/>\nA ordem de produzir um planador grande o suficiente para carregar um tanque havia vindo do pr\u00f3prio primeiro-ministro brit\u00e2nico Winston Churchill em 1940. O inc\u00f4modo planador Hamilcar tinha tamanho suficiente para carregar um tanque Tetrarch, com capacidade para dois homens, que poderia ser dirigido atrav\u00e9s das portas frontais do planador, abertas depois do pouso.<br \/>\nEle foi usado nos desembarques do Dia D, mas enfrentou os mesmos problemas do T-60. O Tetrarch tinha o tamanho m\u00e1ximo que poderia ser ocupado no planador sem impedir sua decolagem, mas era terrivelmente mal equipado e desarmado para combater os tanques alem\u00e3es.<br \/>\nO tanque similar constru\u00eddo pelos americanos, o Locust, tamb\u00e9m cabia dentro do Hamilcar e enfrentava as mesmas dificuldades.<br \/>\nO fim do projeto<br \/>\nOitenta anos ap\u00f3s seu \u00fanico voo, Winchester afirma que o A-40 era um conceito interessante, mas acabou se tornando um beco sem sa\u00edda.<br \/>\n&#8220;Havia os esfor\u00e7os envolvidos na constru\u00e7\u00e3o dessas asas para voos \u00fanicos e sua vulnerabilidade &#8211; voc\u00ea conseguia v\u00ea-los a quil\u00f4metros de dist\u00e2ncia e eles n\u00e3o conseguiriam mover-se com muita rapidez se ficassem em perigo&#8221;, explica ele.<br \/>\nA inven\u00e7\u00e3o dos grandes helic\u00f3pteros e transportes militares dedicados ap\u00f3s o fim da Segunda Guerra Mundial tornou redundante a ideia dos tanques voadores.<br \/>\nDurante a Guerra Fria, os sovi\u00e9ticos criaram diversos ve\u00edculos que poderiam ser lan\u00e7ados de paraquedas com a tripula\u00e7\u00e3o no seu interior. Os ve\u00edculos eram carregados em paletes com paraquedas e um sistema especial de foguetes era disparado quando o palete se aproximasse do ch\u00e3o.<br \/>\nOs foguetes reduziam significativamente a velocidade de descida, permitindo que os ve\u00edculos entrassem em batalha imediatamente.<br \/>\nJ\u00e1 os Estados Unidos conseguiram fornecer um pequeno tanque que era ainda mais surpreendente.<br \/>\nO Sheridan M551 seria carregado sobre um palete de metal com paraquedas. O paraquedas abriria ainda no interior da aeronave.<br \/>\nA for\u00e7a da abertura do paraquedas arrasta o palete, que absorveria a maior parte da for\u00e7a da aterrissagem, para fora do avi\u00e3o. Mas a tripula\u00e7\u00e3o precisaria descer de paraquedas at\u00e9 o solo separadamente, de outra aeronave.<br \/>\nA dram\u00e1tica aterrissagem do Sheridan pode ser observada neste v\u00eddeo.<br \/>\nO conceito do tanque com asas pode ter se espatifado no solo, mas o sonho de ver tanques descendo do ar ainda n\u00e3o morreu.<br \/>\nLeia a vers\u00e3o original desta reportagem (em ingl\u00eas) no site BBC Future.<br \/>\n&#8211; Este texto foi publicado em https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/vert-fut-63998914<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Durante a Segunda Guerra Mundial, a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica desenvolveu um tanque que poderia voar para entrar em combate. Um conceito criativo e incomum \u2013 mas que fim ele teve? 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