{"id":25068,"date":"2022-12-09T15:11:38","date_gmt":"2022-12-09T15:11:38","guid":{"rendered":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/2022\/12\/09\/coletivo-sueco-cria-album-de-figurinhas-com-os-trabalhadores-mortos-na-copa-do-catar\/"},"modified":"2022-12-09T15:11:38","modified_gmt":"2022-12-09T15:11:38","slug":"coletivo-sueco-cria-album-de-figurinhas-com-os-trabalhadores-mortos-na-copa-do-catar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/2022\/12\/09\/coletivo-sueco-cria-album-de-figurinhas-com-os-trabalhadores-mortos-na-copa-do-catar\/","title":{"rendered":"Coletivo sueco cria \u00e1lbum de figurinhas com os trabalhadores mortos na Copa do Catar"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/Tqk4CruRTn9xok15xnsRSRBfPO4=\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2022\/P\/S\/1UykLgQMKBRgIMqkwUxg\/cards-of-catar-reproducao.jpg\"><br \/>   Cada carta conta a hist\u00f3ria de trabalhadores migrantes que n\u00e3o voltaram do Catar. Projeto foi exibido no Museu do Design, em Copenhague, na Dinamarca. Projeto &#8216;Cards of Qatar&#8217; \u00e9 uma homenagem aos trabalhadores mortos na constru\u00e7\u00e3o da infraestrutura da Copa do Mundo do Catar<br \/>\nReprodu\u00e7\u00e3o\/Blankspot<br \/>\nQuem nunca folheou, colecionou ou pelo menos viu o \u00e1lbum de figurinhas da Copa do Mundo &#8211;\u00a0qualquer Copa &#8211;\u00a0com as fotos dos jogadores dos times selecionados? Nesta Copa do Catar, o\u00a0jornalista\u00a0Martin Schibbye e a designer Brit Stakston, ambos suecos, decidiram lan\u00e7ar o projeto &#8220;Cards of Qatar&#8221; (Cartas do catar, em tradu\u00e7\u00e3o livre), em que substituem os jogadores pelos trabalhadores mortos enquanto trabalhavam para construir a infraestrutura deste Mundial de 2022.\u00a0<br \/>\n&#8220;Trata-se de uma cole\u00e7\u00e3o de hist\u00f3rias apresentadas em formato de figurinhas que se parecem \u00e0s do tradicional \u00e1lbum da Panini, essas que a gente coleciona em todas as Copas do Mundo desde que eu era crian\u00e7a \u2013 a gente se acostumou a colecionar jogadores, sele\u00e7\u00f5es, pa\u00edses. Mas, antes desta Copa do Mundo, houve um grande debate sobre n\u00fameros, estat\u00edsticas, sobre quantos morreram na constru\u00e7\u00e3o, para que esta Copa do Mundo fosse poss\u00edvel&#8221;,\u00a0explica \u00e0 RFI\u00a0o jornalista Martin\u00a0Schibbye, criador do projeto Cartas do Catar, que re\u00fane 70 hist\u00f3rias de trabalhadores, publicadas desde junho deste ano.\u00a0<br \/>\n&#8220;E eu senti que, atr\u00e1s das estat\u00edsticas, havia pessoas e n\u00f3s, jornalistas, n\u00e3o est\u00e1vamos contando suas hist\u00f3rias. Ent\u00e3o eu fui para o Sul da \u00c1sia e, com outros jornalistas, em Bangladesh, \u00cdndia e Nepal, para falar com o maior n\u00famero poss\u00edvel de fam\u00edlias que perderam seus entes queridos no Catar\u2019&#8221;, conta\u00a0Schibbye, que come\u00e7ou este trabalho h\u00e1 dois\u00a0anos e meio, ainda durante a pandemia, embora s\u00f3 tenha conseguido viajar em novembro do ano passado.\u00a0<br \/>\nUma vez que ele tinha as hist\u00f3rias, o desafio era como apresent\u00e1-las para que chamassem a aten\u00e7\u00e3o dos f\u00e3s de futebol e de um p\u00fablico mais amplo.\u00a0<br \/>\nA respons\u00e1vel pela escolha do formato foi a especialista em estrat\u00e9gia midi\u00e1tica Brit Stakston, cofundadora da plataforma jornal\u00edstica sueca Blankspot, junto com\u00a0Schibbye. &#8220;Eu trabalho com o Martin h\u00e1 sete anos na Blankspot e desenvolvi a estrat\u00e9gia midi\u00e1tica deste fant\u00e1stico projeto jornal\u00edstico. Para mim, \u00e9 uma honra trabalhar nas Cartas do Catar, pela urg\u00eancia do assunto, mas tamb\u00e9m pelas possibilidades que ele traz\u00a0de comunica\u00e7\u00e3o, de atingir um novo p\u00fablico para o nosso trabalho&#8221;.\u00a0<br \/>\n&#8220;O design foi feito para quem assiste aos jogos de futebol, para quem tem\u00a0filhos que colecionam as cartas e figurinhas&#8230; Esta me pareceu a maneira mais natural de apresentar essas hist\u00f3rias: os cards funcionam como uma ponte para contar as\u00a0hist\u00f3rias de cada trabalhador migrante. N\u00f3s quer\u00edamos destac\u00e1-los como as outras estrelas desta Copa do Mundo, quer\u00edamos aproveitar a paix\u00e3o pelo\u00a0futebol para mostrar os diferentes aspectos deste Mundial&#8221;, sublinha Brit Stakston.\u00a0<br \/>\nAo inv\u00e9s de jogadores profissionais, cada carta conta a hist\u00f3ria de trabalhadores migrantes\u00a0que foram ao Catar para conseguir manter suas fam\u00edlias, mas nunca retornaram aos seus pa\u00edses. &#8220;Hist\u00f3rias de trabalhadores migrantes que buscam dar um futuro melhor \u00e0s duas fam\u00edlias foram contandas muitas vezes, por d\u00e9cadas, mas a gente queria, nesta caso, apresent\u00e1-las de uma nova maneira, para atingir f\u00e3s de futebol&#8221;, completa\u00a0Schibbye.<br \/>\nInitial plugin text<br \/>\nN\u00e3o ao boicote, sim \u00e0 mem\u00f3ria<br \/>\nO jornalista explica que n\u00e3o se trata de boicotar a Copa do Catar, mas de manter viva esta mem\u00f3ria de explora\u00e7\u00f5es para que elas n\u00e3o voltem a acontecer.<br \/>\n&#8220;Uma das fam\u00edlias que eu entrevistei quando eu fui para o Nepal foi a vi\u00fava de Bine Bishworkarma; o seu marido nunca voltou pra casa. Ele morreu no Catar, mas o seu corpo nunca foi mandado de volta. Ela tinha muitas perguntas sobre o que aconteceu com ele no Catar. E, para ter algo que parecesse um funeral, ela pegou suas roupas antigas, num guarda-roupa, e as queimou numa tradi\u00e7\u00e3o f\u00fanebre&#8221;, disse.<br \/>\n&#8220;Eu lhe perguntei sobre os sentimentos dela em rela\u00e7\u00e3o a esta Copa do Mundo para a qual o seu marido trabalhou &#8211; ele era um trabalhador muito talentoso e construiu pisos com materiais preciosos, como m\u00e1rmore. Ela me disse que leu no Facebook pessoas clamando por um boicote, mas ela disse que queria apenas que as pessoas pudessem ver o belo trabalho que o seu marido fez, que lembrem dele, que vejam que \u00e9 um trabalho bem feito. Suas palavras t\u00eam estado comigo neste projeto\u00a0: \u00e9 tudo sobre ver e reconhecer o trabalho e n\u00e3o esquecer das pessoas&#8221;, continua Schibbye.\u00a0<br \/>\nProjeto &#8216;Cards of Qatar&#8217; \u00e9 uma homenagem aos trabalhadores mortos na constru\u00e7\u00e3o da infraestrutura da Copa do Mundo do Catar<br \/>\nReprodu\u00e7\u00e3o\/Blankspot<br \/>\nCaminhos inesperados<br \/>\nConfeccionadas em junho deste ano, as cartas seguiram diversos caminhos, alguns at\u00e9 mesmo inseperados pelos criadores do projeto.\u00a0<br \/>\n&#8220;As cartas t\u00eam o seu jeito \u00fanico de achar o caminho at\u00e9 outros pa\u00edses. Ontem um padre na Alemanha colocou as cartas na sua igreja, e acendeu uma vela para cada carta. Ent\u00e3o as pessoas que visitarem essa igreja poder\u00e3o ler essas hist\u00f3rias. O Museu do Design, em Copenhague, nos estendeu a m\u00e3o, e ofereceu exibir o projeto. Professores de toda a Su\u00e9cia t\u00eam nos contatado para pedir as cartas para discutir esse problema com seus alunos em sala de aula. As cartas tamb\u00e9m foram traduzidas e publicadas em oito l\u00ednguas. E, tamb\u00e9m aqui na Su\u00e9cia, nas bancas de revistas, al\u00e9m das figurinhas da Panini, as nossas s\u00e3o distribu\u00eddas gratuitamente num pacote com oito amostras&#8221;, conta.\u00a0<br \/>\nA reportagem da RFI\u00a0viu as cartas exibidas no Museu do Design, em Copenhague, na Dinamarca. Anders Eske Laurberg Hansen, o\u00a0curador da exposi\u00e7\u00e3o em Copenhague, contou\u00a0que decidiu exibir as cartas porque, al\u00e9m de mostrarem como o design est\u00e1 em todos os campos, elas incitam os espectadores a agir e exigir mudan\u00e7as e, portanto, tamb\u00e9m s\u00e3o em grande parte medida pol\u00edticas.<br \/>\nO turista finland\u00eas Miikka contou \u00e0 reportagem o que sentiu ao ver a exposi\u00e7\u00e3o:\u00a0&#8220;Eu fiquei bastante surpreso ao ver esta exposi\u00e7\u00e3o no Museu do Design, porque eu fui l\u00e1 para ver o design n\u00f3rdico e ent\u00e3o eu achei esta parte sobre o Catar e os problemas com os trabalhadores estrangeiros. Foi muito interessante ver como eles pensaram esta exposi\u00e7\u00e3o, especialmente esta das Cartas do Catar, porque eu colecionava as figurinhas da Copa do Mundo quando eu era crian\u00e7a e agora eles usam o mesmo estilo para trazer ao conhevcimento do p\u00fablico o qu\u00e3o ruim \u00e9 a situa\u00e7\u00e3o dos trabalhadores estrangeiros no Catar, na constru\u00e7\u00e3o da infra-estrutura para esta Copa do Mundo&#8221;.\u00a0<br \/>\nCartas foram enviadas \u00e0 FIFA<br \/>\nO presidente da Fifa, Gianni Infantino, durante entrevista \u00e0 imprensa no Catar, em 19 de novembro de 2022.<br \/>\nAbbie Parr\/ AP<br \/>\nAl\u00e9m de alcan\u00e7ar um p\u00fablico amplo, Martin tenta que as Cartas do Qatar alcancem os respons\u00e1veis pela Copa:\u00a0&#8220;N\u00f3s enviamos as cartas para todos os patrocinadores desta Copa, para a FIFA, para o Catar. N\u00f3s gostar\u00edamos de ter as respostas deles, para ter a certeza de que isso nunca mais vai acontecer: para fazer reformas trabalhistas, melhorias nas leis de imigra\u00e7\u00e3o etc. At\u00e9 agora n\u00e3o recebemos nenhuma respsta da FIFA\u00a0ou do governo do Catar. A Adidas foi a \u00fanica empresa que nos respondeu, dizendo que n\u00e3o foi decis\u00e3o deles que a Copa acontecesse no Catar, mas que estavam\u00a0atentos para melhorar a situa\u00e7\u00e3o dos trabalhadores migrantes. Isso mostrou que eles foram tocados pelas hist\u00f3rias&#8221;, finaliza.<br \/>\nDireitos humanos e justi\u00e7a social<br \/>\nSegundo\u00a0Anders Eske Laurberg Hansen, curador da exposi\u00e7\u00e3o no Museu do Design de\u00a0Copenhague,\u00a0\u201c&#8217;Trabalhadores Convidados&#8217;\u201d faz parte de um novo espa\u00e7o do museu denominado \u201cAKUT\u201d (que se traduz em \u201cAgudos\u201d). &#8220;AKUT \u00e9 um espa\u00e7o para exposi\u00e7\u00f5es tempor\u00e1rias que mudam de tem\u00e1tica cerca de quatro vezes por ano. O espa\u00e7o\u00a0dedica-se ao design e artesanato contempor\u00e2neos que representam o que est\u00e1 acontecendo no mundo agora e como o design se cruza com temas ambientais, sociais e pol\u00edticos.&#8221;<br \/>\n&#8220;Sentimos que os &#8216;Trabalhadores Convidados&#8217;\u00a0se encaixam na ideia e nos temas relacionados ao AKUT de v\u00e1rias maneiras diferentes. A exposi\u00e7\u00e3o \u00e9 muito relevante, pois foi inaugurada poucos dias antes do in\u00edcio da Copa do Mundo da FIFA e, portanto, \u00e9 diretamente\u00a0voltada\u00a0para o evento. Os quatro projetos da exposi\u00e7\u00e3o comentam a explora\u00e7\u00e3o dos trabalhadores migrantes no processo de constru\u00e7\u00e3o do ambiente necess\u00e1rio para a Copa do Mundo e, portanto, abordam temas como injusti\u00e7a social e direitos humanos. Os projetos tamb\u00e9m podem ser vistos como tendo elementos ativistas que incitam os espectadores a agir e exigir mudan\u00e7as e, portanto, mostram ao nosso p\u00fablico o qu\u00e3o amplo \u00e9 o campo do design&#8221;, afirma.<br \/>\nPara Hansen, foi importante trazer \u201cCartas do Catar\u201d para a exposi\u00e7\u00e3o, ao lado do document\u00e1rio \u201cA Ta\u00e7a dos Trabalhadores\u201d, &#8220;porque ambos os projetos d\u00e3o voz aos trabalhadores migrantes e contam suas hist\u00f3rias&#8221;.<br \/>\n&#8220;Quer\u00edamos garantir que as vidas dos trabalhadores n\u00e3o fossem meramente representadas como fatos e estat\u00edsticas, mas vidas humanas reais. &#8216;Cartas do Catar&#8217; n\u00e3o apenas coloca um rosto nas v\u00edtimas, mas tamb\u00e9m destaca as consequ\u00eancias de longo alcance que essas mortes inexplicadas tiveram para as fam\u00edlias que ficaram para tr\u00e1s&#8221;, analisa.<br \/>\nDurante uma visita organizada pelo governo do Catar em 2015, o trabalhador imigrante Kuttamon Velayi, da \u00cdndia, fala com jornalistas enquanto est\u00e1 sentado em sua cama em um quarto que divide com outros sete trabalhadores indianos em Doha<br \/>\nMaya Alleruzzo\/AP<br \/>\nDesign e pol\u00edtica<br \/>\n&#8220;\u2018Cartas do Catar\u2019 traz um elemento de design para a exposi\u00e7\u00e3o que se encaixa no objetivo principal do museu de exibir design. As cartas\u00a0s\u00e3o um bom exemplo de qu\u00e3o amplo \u00e9 o campo do design, como ele est\u00e1 evoluindo e que o design tamb\u00e9m pode ter aspectos pol\u00edticos. Al\u00e9m disso, elas mostram que um amplo espectro de profissionais, neste caso jornalistas, utiliza elementos do campo do design em seu trabalho e como meio de comunica\u00e7\u00e3o&#8221;.<br \/>\nHansen garante que a rea\u00e7\u00e3o do p\u00fablico \u00e0 exposi\u00e7\u00e3o tem sido\u00a0muito positiva.\u00a0&#8220;Muitos\u00a0ficaram agradavelmente surpresos ao ver uma exposi\u00e7\u00e3o com elementos de ativismo em uma institui\u00e7\u00e3o estabelecida como nosso museu. Eles gostam que um museu de design tamb\u00e9m possa fornecer uma plataforma para debate sobre t\u00f3picos complicados, como direitos humanos e injusti\u00e7a social&#8221;, conta.<br \/>\n&#8220;Recebemos muitos coment\u00e1rios sobre o fato de que a exposi\u00e7\u00e3o \u00e9 esteticamente agrad\u00e1vel, com fotos e designs bonitos e emocionantes, mas tamb\u00e9m tem uma mensagem importante a transmitir. Eles gostam de como a exposi\u00e7\u00e3o mostra como o design pode ser algo que usamos no nosso dia a dia, mas tamb\u00e9m pode ser um meio de chamar a aten\u00e7\u00e3o para quest\u00f5es importantes&#8221;, conclui Hansen.\u00a0<br \/>\nMudan\u00e7as \u00e0 vista?<br \/>\nNo in\u00edcio desta semana, o\u00a0diretor geral da Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho (OIT) se declarou\u00a0&#8220;razoavelmente otimista&#8221; sobre a possibilidade de um acordo com a FIFA\u00a0para que os direitos sociais sejam levados em considera\u00e7\u00e3o no momento de definir as sedes das Copas do Mundo, depois das cr\u00edticas ao Mundial de 2022 no Catar.<br \/>\nA ag\u00eancia da ONU prop\u00f5e &#8220;uma revis\u00e3o diligente dos pa\u00edses candidatos&#8221; a organizar a Copa, afirmou em entrevista \u00e0 AFP Gilbert F. Houngbo, que se encontrou no domingo em Doha com o presidente da Federa\u00e7\u00e3o Internacional de Futebol (FIFA), Gianni Infantino.<br \/>\n&#8220;Todas as discuss\u00f5es que tivemos at\u00e9 o momento me levam a acreditar que a FIFA\u00a0est\u00e1 mais que decidida a garantir que, nos pr\u00f3ximos Mundiais, a quest\u00e3o social e o respeito \u00e0s normas de trabalho sejam fundamentais&#8221;, afirmou Houngbo.<br \/>\nCopa do Mundo evidenciou problema da rela\u00e7\u00e3o trabalhista no Catar<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cada carta conta a hist\u00f3ria de trabalhadores migrantes que n\u00e3o voltaram do Catar. Projeto foi exibido no Museu do Design, em Copenhague, na Dinamarca. 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