{"id":23310,"date":"2022-12-03T18:21:30","date_gmt":"2022-12-03T18:21:30","guid":{"rendered":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/2022\/12\/03\/como-ensinar-as-criancas-a-enfrentar-riscos-na-vida\/"},"modified":"2022-12-03T18:21:30","modified_gmt":"2022-12-03T18:21:30","slug":"como-ensinar-as-criancas-a-enfrentar-riscos-na-vida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/2022\/12\/03\/como-ensinar-as-criancas-a-enfrentar-riscos-na-vida\/","title":{"rendered":"Como ensinar as crian\u00e7as a enfrentar riscos na vida"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/0HzfPrT9KBFjFCs2-fqkCBzjpLg=\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2022\/u\/q\/SskwuEQDmfeCOHAHYM0A\/com-as-ruas-fechadas-para-o-trafego-de-carros-nos-fins-de-semana-criancas-podem-andar-de-bicicleta-com-seguranca-em-barcelona-na-espanha.jpg\"><br \/>   As li\u00e7\u00f5es sobre a avalia\u00e7\u00e3o racional do perigo podem ser o segredo para uma vida mais feliz e saud\u00e1vel. E podem ser aprendidas com algumas medidas simples. Com as ruas fechadas para o tr\u00e1fego de carros nos fins de semana, crian\u00e7as podem andar de bicicleta com seguran\u00e7a em Barcelona, na Espanha<br \/>\nGetty Images via BBC<br \/>\nQuando voc\u00ea \u00e9 respons\u00e1vel por uma crian\u00e7a pequena, at\u00e9 o ambiente mais id\u00edlico pode ser uma zona de risco.<br \/>\nNos primeiros anos, existe o risco de ser atropelado, cair em um lago ou piscina ou ser mordido por um c\u00e3o (mais frequentemente, o pr\u00f3prio animal da fam\u00edlia).<br \/>\nA lista de potenciais perigos muda conforme a idade da crian\u00e7a: \u00e1lcool, drogas, viol\u00eancia e problemas de sa\u00fade mental sem tratamento podem arriscar o bem-estar de adolescentes e jovens adultos. Acidentes de tr\u00e2nsito tamb\u00e9m permanecem sendo um risco importante.<br \/>\nE existem os perigos invis\u00edveis, como a polui\u00e7\u00e3o do ar, que, frequentemente, \u00e9 muito dif\u00edcil de detectar e combater.<br \/>\nTodos n\u00f3s, em algum momento, precisamos ser capazes de avaliar riscos para poder navegar pelo mundo com seguran\u00e7a, sem orienta\u00e7\u00e3o dos nossos pais ou respons\u00e1veis. Sem esse conhecimento, estaremos muito mais propensos a tomar decis\u00f5es insensatas, que podem resultar em problemas de sa\u00fade e dificuldades financeiras \u2014 e at\u00e9 em infra\u00e7\u00f5es criminais.<br \/>\nComo as crian\u00e7as aprendem essas li\u00e7\u00f5es? E o que os pais e respons\u00e1veis podem fazer para tra\u00e7ar um caminho mais seguro para seus filhos no mundo e talvez tamb\u00e9m selecionar alguns truques para eles?<br \/>\nCom cada vez mais literatura dispon\u00edvel sobre a psicologia do risco, podemos finalmente responder essas quest\u00f5es. Os psic\u00f3logos agora identificaram por que, muitas vezes, as crian\u00e7as deixam de identificar riscos elementares, as raz\u00f5es por que os adolescentes parecem estar brincando com seu futuro em alguns momentos de busca por emo\u00e7\u00f5es e as barreiras educacionais que podem impedir que as pessoas aprendam, at\u00e9 na idade adulta, a avaliar riscos racionalmente.<br \/>\nCada est\u00e1gio de desenvolvimento precisa de uma abordagem diferente. Mas, com a orienta\u00e7\u00e3o correta, \u00e9 poss\u00edvel ensinar as crian\u00e7as e adolescentes a desenvolver alta &#8220;capacidade de tomada de decis\u00f5es&#8221;, com enormes consequ\u00eancias para o resto das suas vidas.<br \/>\n&#8220;Esses conhecimentos que definem nosso destino podem ser ensinados&#8221;, afirma o psic\u00f3logo Joshua Weller, da Universidade de Leeds, no Reino Unido, especializado em tomada de riscos. &#8220;Eles podem ser cultivados e desenvolvidos com muitos m\u00e9todos diferentes.&#8221;<br \/>\nAs crian\u00e7as desenvolvem seu senso de perigo de forma gradual<br \/>\nGetty Images via BBC<br \/>\nO piso de vidro<br \/>\nOs beb\u00eas humanos nascem com conhecimento inato surpreendentemente pequeno, mesmo sobre os riscos mais b\u00e1sicos. Como muitos pais sabem por experi\u00eancias assustadoras, os beb\u00eas que est\u00e3o aprendendo a engatinhar tentam jogar-se para fora da cama ou de uma mesa de troca de fraldas sem um momento sequer de hesita\u00e7\u00e3o.<br \/>\nEstudos indicam que o medo de altura vem apenas com a experi\u00eancia, \u00e0 medida que a crian\u00e7a aprende a prestar mais aten\u00e7\u00e3o \u00e0 sua vis\u00e3o perif\u00e9rica. Somente com algumas semanas de movimentos independentes, eles come\u00e7am a mostrar sinais de ansiedade (como aumento da frequ\u00eancia card\u00edaca), por exemplo, quando observam uma queda abrupta atrav\u00e9s de um piso de vidro.<br \/>\nComo esponjas sociais, as crian\u00e7as pequenas, muitas vezes, aprendem a reconhecer o perigo por terceiriza\u00e7\u00e3o, observando as express\u00f5es faciais e a linguagem corporal dos demais.<br \/>\nChris Askew, da Universidade de Surrey, no Reino Unido, mostrou a crian\u00e7as com oito anos de idade fotografias de tr\u00eas marsupiais australianos incomuns \u2014 o gato-marsupial, o quokka e o cuscuz-malhado. Eles foram associados a uma foto de um rosto assustado, sorrindo ou a nenhuma foto.<br \/>\nNos testes que se seguiram, eles relataram sentir mais medo dos animais que haviam sido associados aos rostos assustados e apresentaram muito menos disposi\u00e7\u00e3o de abrir uma caixa apresentada como se, dentro delas, estivesse o animal em quest\u00e3o.<br \/>\nE os efeitos foram duradouros, pois outros testes revelaram, meses depois da exposi\u00e7\u00e3o original, que eles ainda eram mais propensos a associar \u00e0queles animais palavras que descrevem medo.<br \/>\nMas o simples reconhecimento do perigo costuma n\u00e3o ser suficiente para manter a crian\u00e7a em seguran\u00e7a, pois o c\u00e9rebro em desenvolvimento pode n\u00e3o ter a rapidez suficiente para reagir imediatamente ao problema.<br \/>\nPesquisas indicam que n\u00f3s s\u00f3 aprendemos a integrar totalmente nossos sentidos, como a vis\u00e3o e a audi\u00e7\u00e3o, com cerca de 10 anos de idade. Isso dificulta o reconhecimento, por exemplo, da velocidade de aproxima\u00e7\u00e3o de um carro.<br \/>\nO c\u00e9rebro em desenvolvimento das crian\u00e7as mais jovens tamb\u00e9m tende a se distrair mais facilmente. Isso significa que elas podem simplesmente esquecer os poss\u00edveis riscos.<br \/>\nQuando o assunto s\u00e3o temas como a seguran\u00e7a na rua, os pais s\u00e3o frequentemente aconselhados a estabelecer rotinas, como sempre olhar para a esquerda e para a direita diversas vezes antes de atravessar a rua ou esperar o sinal verde no sem\u00e1foro para pedestres. Essa pr\u00e1tica repetida dever\u00e1 fazer com que esses comportamentos se tornem habituais, sendo eventualmente adotados pelas crian\u00e7as sem necessidade dos lembretes constantes.<br \/>\nAumentando a racionalidade<br \/>\nOrientar as crian\u00e7as atrav\u00e9s da adolesc\u00eancia tamb\u00e9m apresenta suas pr\u00f3prias dificuldades.<br \/>\nO c\u00e9rebro dos adolescentes \u00e9 conhecido por sofrer grandes mudan\u00e7as estruturais, que parecem aumentar a sensibilidade da sua sinaliza\u00e7\u00e3o de dopamina, um neurotransmissor associado ao prazer.<br \/>\nHouve \u00e9poca em que se achava que isso tornaria os adolescentes mais impulsivos do que as crian\u00e7as mais jovens, pois eles buscam ativamente situa\u00e7\u00f5es de risco que possam oferecer maior dosagem de dopamina. Mas experimentos de laborat\u00f3rio, que tentaram examinar os processos cognitivos envolvidos na avalia\u00e7\u00e3o de risco, indicam que esta \u00e9 uma profunda injusti\u00e7a com os adolescentes.<br \/>\nOs estudos, muitas vezes, assumem a forma de apostas. Eles podem receber um pi\u00e3o multicolorido com uma seta no meio, por exemplo. Se o pi\u00e3o parar na cor correta, eles t\u00eam a chance de ganhar US$ 10 (cerca de R$ 53), mas existe uma chance de 50% de n\u00e3o ganharem nada. Ou eles podem optar por um pagamento menor, mas garantido, de US$ 5 (cerca de R$ 26,50).<br \/>\nAo contr\u00e1rio da expectativa de que os adolescentes inevitavelmente s\u00e3o conduzidos pelo risco, esses estudos demonstram que os adolescentes tendem a ser mais cautelosos, optando, muitas vezes, pelas somas pequenas de ganho garantido, em compara\u00e7\u00e3o com seus companheiros mais jovens.<br \/>\n&#8220;Quando oferecemos aos adolescentes a oportunidade de evitar correr riscos, na verdade, eles escolhem a op\u00e7\u00e3o segura com mais frequ\u00eancia que as crian\u00e7as&#8221;, afirma Ivy Defoe, professora do departamento de educa\u00e7\u00e3o e desenvolvimento infantil da Universidade de Amsterd\u00e3, na Holanda.<br \/>\nDefoe publicou recentemente um relat\u00f3rio analisando os estudos cient\u00edficos existentes sobre a tomada de riscos pelos adolescentes. E os resultados a levaram a concluir que os adolescentes n\u00e3o s\u00e3o necessariamente predispostos a rebelar-se. Muitas vezes, \u00e9 apenas quest\u00e3o das situa\u00e7\u00f5es que eles est\u00e3o enfrentando.<br \/>\n\u00c0 medida que os adolescentes ganham independ\u00eancia dos olhos atentos dos pais, existem muito mais oportunidades de agir impetuosamente, seja tentando roubar, experimentando drogas ilegais, entrando em uma gangue, tendo sexo sem prote\u00e7\u00e3o ou disputando corridas de rua com os amigos.<br \/>\n&#8220;O acesso a situa\u00e7\u00f5es que levam a riscos aumenta dramaticamente durante a adolesc\u00eancia e o in\u00edcio da idade adulta&#8221;, explica Defoe. E, \u00e0s vezes, \u00e9 dif\u00edcil resistir \u00e0 tenta\u00e7\u00e3o.<br \/>\nChega um momento em que as crian\u00e7as precisam aprender a avaliar riscos com independ\u00eancia e tomar suas pr\u00f3prias decis\u00f5es<br \/>\nGetty Images via BBC<br \/>\nCapacidade de tomada de decis\u00f5es<br \/>\nAo tentar ajudar os adolescentes a gerenciar sua liberdade rec\u00e9m-descoberta, vale a pena lembrar que existem diferen\u00e7as consider\u00e1veis de avalia\u00e7\u00e3o de risco entre os indiv\u00edduos de qualquer idade.<br \/>\nEm laborat\u00f3rio, existem grandes varia\u00e7\u00f5es no desempenho das pessoas em tarefas referentes a apostas, por exemplo. Por isso, embora os adolescentes m\u00e9dios podem n\u00e3o ser conduzidos pelo perigo, uma parte consider\u00e1vel, muitas vezes, pode ignorar essa cautela.<br \/>\nEm muitos casos, este pode ser o resultado de t\u00e9cnicas de racioc\u00ednio geralmente fracas. Para pesquisar esta possibilidade, os psic\u00f3logos tamb\u00e9m desenvolveram um teste mais abrangente da &#8220;capacidade de tomada de decis\u00f5es&#8221; (DMC, na sigla em ingl\u00eas).<br \/>\nO teste inclui quest\u00f5es que avaliam a capacidade de seguir regras l\u00f3gicas b\u00e1sicas ponderando os pr\u00f3s e os contras de diferentes op\u00e7\u00f5es. Ele tamb\u00e9m mede inclina\u00e7\u00f5es cognitivas comuns que podem desvirtuar a compreens\u00e3o de risco de uma pessoa.<br \/>\nO teste pode apresentar aos participantes, por exemplo, duas afirma\u00e7\u00f5es separadas sobre preservativos. Uma diz o seguinte:<br \/>\nImagine que um tipo de preservativo tem \u00edndice de falha de 5%. Ou seja, se voc\u00ea tiver sexo com algu\u00e9m que seja portador do v\u00edrus HIV, h\u00e1 5% de possibilidade que esse tipo de preservativo deixe de evitar que voc\u00ea seja exposto ao v\u00edrus.<br \/>\nEnquanto a outra diz:<br \/>\nImagine que um tipo de preservativo tem \u00edndice de sucesso de 95%. Ou seja, se voc\u00ea tiver sexo com algu\u00e9m que seja portador do v\u00edrus HIV, h\u00e1 95% de possibilidade que esse tipo de preservativo evite que voc\u00ea seja exposto ao v\u00edrus.<br \/>\nAs duas afirma\u00e7\u00f5es seriam apresentadas separadamente, em diferentes partes do texto, e, em cada caso, os participantes precisam determinar se os preservativos s\u00e3o uma forma adequada de reduzir o risco de cont\u00e1gio.<br \/>\nAs duas afirma\u00e7\u00f5es expressam a mesma informa\u00e7\u00e3o de risco, mas muitas pessoas afirmam que os preservativos do primeiro exemplo s\u00e3o ineficazes e que os do segundo grupo s\u00e3o eficientes. Isso \u00e9 conhecido como o &#8220;vi\u00e9s do enquadramento&#8221;.<br \/>\nEsse tipo de inconsist\u00eancia nas suas respostas indica que voc\u00ea pode n\u00e3o estar acostumado a avaliar informa\u00e7\u00f5es estat\u00edsticas de forma cr\u00edtica, concentrando-se nos detalhes espec\u00edficos do que est\u00e1 sendo apresentado. Na verdade, voc\u00ea confia na ess\u00eancia com base na forma de apresenta\u00e7\u00e3o, o que pode ser enganoso.<br \/>\nOutras quest\u00f5es testam a consist\u00eancia da percep\u00e7\u00e3o de risco das pessoas. Pode-se pedir aos participantes, por exemplo, que adivinhem suas chances de morrer no pr\u00f3ximo ano ou nos pr\u00f3ximos 10 anos.<br \/>\nLogicamente falando, a probabilidade fornecida para a primeira quest\u00e3o deve ser menor do que a segunda, j\u00e1 que o risco de morrer aumenta ao longo do tempo. Mas nem todas as respostas refletem essa situa\u00e7\u00e3o. Novamente, elas podem refletir uma incapacidade geral de pensar com l\u00f3gica sobre as probabilidades.<br \/>\nPor fim, pergunta-se aos participantes seu conhecimento geral sobre riscos comuns e sua confian\u00e7a nas respostas.<br \/>\nAlgu\u00e9m que tivesse certeza do seu conhecimento sem nada que o justificasse receberia nota menor do que outra pessoa que reconhecesse sua imprud\u00eancia. Isso \u00e9 importante, pois, muitas vezes, a nossa incapacidade de avaliar nossas pr\u00f3prias capacidades nos coloca nas situa\u00e7\u00f5es mais perigosas.<br \/>\nTodas essas quest\u00f5es podem soar um tanto acad\u00eamicas, mas o desempenho das pessoas sobre a escala de capacidade de tomada de decis\u00f5es, no jarg\u00e3o da psicologia, tem &#8220;validade ecol\u00f3gica&#8221;. &#8220;Ele prev\u00ea muitos resultados ao longo do caminho&#8221;, explica Weller, que realizou v\u00e1rios desses estudos.<br \/>\nQuando o teste de capacidade de tomada de decis\u00f5es \u00e9 realizado em adolescentes, por exemplo, os que apresentam notas mais baixas tendem a fazer mais uso de drogas e exibir comportamentos transgressores, como desrespeitar frequentemente as normas da escola. E, quando o teste \u00e9 realizado em adultos, ele parece prever tudo, desde perder um voo at\u00e9 contrair uma doen\u00e7a sexualmente transmiss\u00edvel ou pedir fal\u00eancia.<br \/>\n\u00c9 importante observar que isso depende muito do seu QI. A capacidade de tomada de decis\u00f5es n\u00e3o \u00e9 apenas uma medida do poder cerebral bruto, mas especificamente de como algu\u00e9m \u00e9 capaz de avaliar as situa\u00e7\u00f5es.<br \/>\nPraticar rotinas pode ajudar a tornar as tarefas di\u00e1rias mais seguras, como atravessar a rua<br \/>\nGetty Images via BBC<br \/>\nAprendendo a pensar<br \/>\nAs pesquisas de Ivy Defoe e Joshua Weller indicam que os pais e professores podem precisar de uma abordagem mais sofisticada para orientar os adolescentes e pr\u00e9-adolescentes para enfrentar os riscos da vida. Em vez de simplesmente impor regras fixas que eliminam a exposi\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as ao risco, pode ser mais \u00fatil, a longo prazo, ajud\u00e1-los a aprimorar suas t\u00e9cnicas de pensamento e tomada de decis\u00f5es.<br \/>\nTalvez o mais importante seja o incentivo do autocontrole e da regula\u00e7\u00e3o emocional, pois muitos perigos resultam da impulsividade. Pr\u00e1ticas como mindfulness (aten\u00e7\u00e3o plena) podem ser \u00fateis, bem como pr\u00e1ticas metacognitivas, como ensinar as crian\u00e7as a imaginar as consequ\u00eancias das suas a\u00e7\u00f5es.<br \/>\nAo longo do processo, os pais podem incentivar o uso de pensamento cr\u00edtico \u2014 estrat\u00e9gicas como procurar evid\u00eancias que contradigam suas premissas. E as escolas tamb\u00e9m podem ajudar as crian\u00e7as e os jovens a aprender a tomar decis\u00f5es melhores.<br \/>\nEm um teste entre alunos do 10\u00b0 ano escolar em Oregon, nos Estados Unidos, professores e alunos de hist\u00f3ria examinaram eventos importantes em termos das decis\u00f5es enfrentadas por figuras hist\u00f3ricas, por exemplo, assumindo o papel de metal\u00fargicos decidindo se ir\u00e3o ou n\u00e3o entrar em greve por melhores sal\u00e1rios.<br \/>\nO estudo concluiu que a abordagem melhorou o desempenho acad\u00eamico dos estudantes, bem como suas avalia\u00e7\u00f5es no teste de capacidade de tomada de decis\u00f5es.<br \/>\nWeller enfatiza a necessidade de uma abordagem em m\u00faltiplas frentes. &#8220;N\u00e3o acho que exista uma \u00fanica coisa que deve ser receitada&#8221;, afirma ele.<br \/>\nO objetivo \u00e9 usar todos os meios poss\u00edveis para fazer com que as crian\u00e7as e adolescentes comecem a pensar nos riscos de forma mais anal\u00edtica.<br \/>\nAfinal, quando atingirem a idade adulta, eles devem estar preparados para lidar mais racionalmente com os perigos da vida \u2014 e, eventualmente, usar essas t\u00e9cnicas para tamb\u00e9m proteger seus pr\u00f3prios filhos.<br \/>\n* David Robson \u00e9 escritor de ci\u00eancias e autor do livro O efeito da expectativa: como o seu pensamento pode transformar sua vida (em tradu\u00e7\u00e3o livre do ingl\u00eas), publicado no Reino Unido pela editora Canongate e, nos EUA, pela Henry Holt. Sua conta no Twitter \u00e9 @d_a_robson.<br \/>\nLeia a vers\u00e3o original desta reportagem (em ingl\u00eas) na se\u00e7\u00e3o Family Tree do site BBC Future.<br \/>\n&#8211; Este texto foi publicado em https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/vert-fut-63753920<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As li\u00e7\u00f5es sobre a avalia\u00e7\u00e3o racional do perigo podem ser o segredo para uma vida mais feliz e saud\u00e1vel. E podem ser aprendidas com algumas medidas simples. 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