{"id":21874,"date":"2022-11-28T20:12:26","date_gmt":"2022-11-28T20:12:26","guid":{"rendered":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/2022\/11\/28\/policia-na-rua-censura-na-internet-imagens-apagadas-de-celulares-como-o-regime-chines-tenta-acabar-com-protestos-contra-a-politica-de-covid-zero\/"},"modified":"2022-11-28T20:12:26","modified_gmt":"2022-11-28T20:12:26","slug":"policia-na-rua-censura-na-internet-imagens-apagadas-de-celulares-como-o-regime-chines-tenta-acabar-com-protestos-contra-a-politica-de-covid-zero","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/2022\/11\/28\/policia-na-rua-censura-na-internet-imagens-apagadas-de-celulares-como-o-regime-chines-tenta-acabar-com-protestos-contra-a-politica-de-covid-zero\/","title":{"rendered":"Pol\u00edcia na rua, censura na internet, imagens apagadas de celulares: como o regime chin\u00eas tenta acabar com protestos contra a pol\u00edtica de &#8216;Covid Zero&#8217;"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/nYFBY7kaPiQQsHMEyXy2zNOy3gI=\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2022\/l\/A\/CqQW1ATfm4AOxGvKrffA\/2022-11-27t204954z-1501742694-rc2kux9twwif-rtrmadp-3-health-coronavirus-china.jpg\"><br \/>   Manifesta\u00e7\u00f5es em grandes cidades chinesas aparentam tomar uma propor\u00e7\u00e3o que n\u00e3o se via desde 1989. Manifesta\u00e7\u00f5es se intensificaram neste fim de semana ap\u00f3s inc\u00eandio que matou 10 pessoas em bloco de apartamentos no oeste da China<br \/>\nREUTERS\/Thomas Peter<br \/>\nCom as ruas tomadas por policiais e as informa\u00e7\u00f5es sob censura na Internet, as autoridades chinesas tentaram conter, nesta segunda-feira (28), um movimento de protesto de dimens\u00e3o hist\u00f3rica, no qual a popula\u00e7\u00e3o exige o fim das restri\u00e7\u00f5es provocadas pela pandemia de Covid-19 e mais liberdades.<br \/>\nPor seu alcance territorial, a onda de protestos parece a mais importante desde as mobiliza\u00e7\u00f5es pr\u00f3-democracia de 1989.<br \/>\nO descontentamento social cresceu nos \u00faltimos meses na China, um dos poucos pa\u00edses que continua aplicando uma pol\u00edtica r\u00edgida contra a Covid-19, denominada &#8220;Covid zero&#8221;, que inclui confinamentos em larga escala e exames PCR quase di\u00e1rios.<br \/>\nNo domingo, uma multid\u00e3o protestou em Pequim, Xangai e Wuhan, entre outras cidades, e gritou palavras de ordem como &#8220;Xi Jinping, renuncie! PCC (Partido Comunista Chin\u00eas) renuncie!&#8221; e &#8220;N\u00e3o aos confinamentos, queremos liberdade&#8221;.<br \/>\nChina refor\u00e7a seguran\u00e7a ap\u00f3s onda de protesto contra lockdown<br \/>\nA revolta da popula\u00e7\u00e3o aumentou ap\u00f3s um inc\u00eandio que deixou 10 mortos em Urumqi, capital da prov\u00edncia de Xinjiang (noroeste). Muitas pessoas consideram que o resgate foi prejudicado pelas restri\u00e7\u00f5es impostas contra a Covid-19.<br \/>\nAp\u00f3s a trag\u00e9dia em Urumqi, cidade de 4 milh\u00f5es de habitantes, as autoridades flexibilizaram as restri\u00e7\u00f5es na regi\u00e3o: a partir de ter\u00e7a-feira ser\u00e1 poss\u00edvel utilizar \u00f4nibus para fazer compras e os estabelecimentos comerciais em \u00e1reas de &#8220;baixo risco&#8221; poder\u00e3o retomar parcialmente as atividades.<br \/>\nO minist\u00e9rio chin\u00eas das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores acusou &#8220;for\u00e7as mobilizadas por motivos ocultos&#8221; de terem vinculado o inc\u00eandio \u00e0 &#8220;resposta local contra a covid-19&#8221;.<br \/>\nUm protesto planejado em Pequim na tarde desta segunda-feira foi frustrado quando dezenas de policiais e ve\u00edculos lotaram um cruzamento perto do ponto de encontro no distrito de Haidian. Um manifestante solit\u00e1rio criticou o presidente Xi Jinping, sendo preso em seguida.<br \/>\nEm Hong Kong, onde houve grandes protestos pr\u00f3-democracia em 2019, dezenas de manifestantes se reuniram na Universidade Chinesa em luto pelas v\u00edtimas do inc\u00eandio de Urumqi.<br \/>\nTanto a ONU quanto os Estados Unidos defenderam o direito das pessoas de se manifestarem na China.<br \/>\nPresen\u00e7a policial<br \/>\nEm Xangai, duas pessoas foram detidas perto da rua Urumqi, cen\u00e1rio de uma manifesta\u00e7\u00e3o no dia anterior. Uma delas &#8220;desobedeceu as ordens da pol\u00edcia&#8221;, afirmou um agente.<br \/>\nAs equipes das for\u00e7as de seguran\u00e7a tamb\u00e9m dispersaram as pessoas no local e obrigaram os manifestantes a apagar as fotos em seus smartphones, segundo um correspondente da ag\u00eancia AFP.<br \/>\nQuestionada, a pol\u00edcia de Xangai n\u00e3o revelou quantas deten\u00e7\u00f5es foram efetuadas no fim de semana.<br \/>\nNesta cidade, um jornalista da BBC, Ed Lawrence, foi detido e &#8220;agredido pela pol\u00edcia&#8221;, segundo a emissora brit\u00e2nica, algo que o ministro brit\u00e2nico para as Empresas, Grant Shapps, considerou &#8220;inaceit\u00e1vel e preocupante&#8221;.<br \/>\n&#8220;A BBC est\u00e1 extremamente preocupada com o tratamento ao nosso jornalista Ed Lawrence, que foi preso e algemado enquanto cobria os protestos em Xangai&#8221;, indicou um porta-voz da BBC em declara\u00e7\u00e3o escrita enviada \u00e0 AFP.<br \/>\nCrescem protestos contra lockdown na China<br \/>\nA Uni\u00e3o Europeia de Radiofus\u00e3o (UER), a maior alian\u00e7a de ve\u00edculos p\u00fablicos do mundo, criticou nesta segunda-feira as &#8220;agress\u00f5es&#8221; sofridas na China por jornalistas.<br \/>\nNo domingo foram registrados dist\u00farbios violentos entre as for\u00e7as de seguran\u00e7a e manifestantes em Xangai. Algumas pessoas exibiam folhas em branco, um gesto para denunciar a censura, e v\u00e1rias foram detidas.<br \/>\nEm Pequim, viaturas da pol\u00edcia foram enviadas para as proximidades do rio Liangma, onde mais de 400 jovens protestaram no domingo aos gritos de &#8220;Todos somos moradores de Xinjiang&#8221;.<br \/>\n&#8220;A manifesta\u00e7\u00e3o foi algo bom&#8221;, declarou uma mulher de 20 anos, que pediu anonimato.<br \/>\n&#8220;Enviou uma mensagem de que as pessoas est\u00e3o cansadas das restri\u00e7\u00f5es excessivas. Acredito que o governo entendeu e vai aliviar suas pol\u00edticas para seguir adiante&#8221;, acrescentou, antes de opinar que &#8220;a censura n\u00e3o conseguiu acompanhar o ritmo&#8221; dos protestos.<br \/>\nPor\u00e9m, qualquer informa\u00e7\u00e3o sobre as manifesta\u00e7\u00f5es parece ter sido eliminada de todas as redes sociais chinesas.<br \/>\nNa plataforma Weibo, uma esp\u00e9cie de Twitter chin\u00eas, as buscas por &#8220;Rio Liangma&#8221; e &#8220;rua Urumqi&#8221; n\u00e3o apresentavam nenhum resultado relacionado com a mobiliza\u00e7\u00e3o.<br \/>\n&#8216;Ponto de ebuli\u00e7\u00e3o&#8217;<br \/>\nAl\u00e9m de Pequim e Xangai, tamb\u00e9m foram convocados protestos em Guangzhou, Chengdu, Hong Kong e Wuhan, a cidade do centro do pa\u00eds onde foi registrado o primeiro caso de covid-19 h\u00e1 quase tr\u00eas anos.<br \/>\nO jornal estatal Di\u00e1rio do Povo publicou nesta segunda-feira um texto que faz um alerta para a &#8220;paralisia&#8221; e &#8220;esgotamento&#8221; com a estrat\u00e9gia de &#8220;Covid zero&#8221;, mas sem pedir o fim da mesma.<br \/>\n&#8220;As pessoas chegaram a um ponto de ebuli\u00e7\u00e3o porque n\u00e3o h\u00e1 uma dire\u00e7\u00e3o clara para acabar com a pol\u00edtica de Covid zero&#8221;, explica Alfred Wu Muluan, especialista em pol\u00edtica chinesa da Universidade Nacional de Singapura.<br \/>\n&#8220;O partido subestimou a irrita\u00e7\u00e3o popular&#8221;, concluiu.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Manifesta\u00e7\u00f5es em grandes cidades chinesas aparentam tomar uma propor\u00e7\u00e3o que n\u00e3o se via desde 1989. 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