{"id":21637,"date":"2022-11-27T19:12:19","date_gmt":"2022-11-27T19:12:19","guid":{"rendered":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/2022\/11\/27\/imigracao-para-portugal-brasileiros-trocam-lisboa-por-interior-em-busca-de-menor-custo-de-vida\/"},"modified":"2022-11-27T19:12:19","modified_gmt":"2022-11-27T19:12:19","slug":"imigracao-para-portugal-brasileiros-trocam-lisboa-por-interior-em-busca-de-menor-custo-de-vida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/2022\/11\/27\/imigracao-para-portugal-brasileiros-trocam-lisboa-por-interior-em-busca-de-menor-custo-de-vida\/","title":{"rendered":"Imigra\u00e7\u00e3o para Portugal: Brasileiros trocam Lisboa por interior em busca de menor custo de vida"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/sVEonq_y2u9Ha_Bku91XAwcsjJc=\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2022\/Y\/8\/ZGxj0QSBARVbZ5LUPoWw\/lisboa-bbc.jpg\"><br \/>   Dados oficiais mostram que sete outros distritos portugueses tiveram crescimento de imigrantes residentes proporcionalmente maior do que Lisboa. A BBC News Brasil conversou com brasileiros em Portugal que decidiram mudar para cidades menores. Custo de moradia em em Lisboa tem levado imigrantes a buscar cidades menores em Portugal<br \/>\nLa\u00eds Alegretti\/BBC<br \/>\nMorar em Lisboa foi um plano que a ga\u00facha Aline Dorneles, de 34 anos, precisou realinhar quando decidiu que se mudaria para Portugal.<br \/>\n&#8220;Era meu sonho morar em Lisboa, sempre gostei muito da cidade. S\u00f3 que quando sentei para fazer as contas, vi que n\u00e3o dava&#8221;, diz. &#8220;Vim para o interior pelo custo de vida menor e pela qualidade de vida.&#8221;<br \/>\nAo considerar o pre\u00e7o de aluguel na capital portuguesa e em cidades menores \u2014 al\u00e9m da oportunidade de, no interior, fazer mestrado com bolsa de estudos \u2014, a brasileira optou por viver em Leiria, munic\u00edpio com 128 mil habitantes na regi\u00e3o central de Portugal, a 75km de Coimbra.<br \/>\nA decis\u00e3o de Aline Dorneles representa um movimento mais amplo, como revelam os dados oficiais do governo portugu\u00eas sobre o total de imigrantes nas diferentes \u00e1reas do pa\u00eds. (Leia abaixo o relato de Aline e de outros brasileiros que vivem em cidades menores em Portugal)<br \/>\nUma an\u00e1lise do aumento da popula\u00e7\u00e3o estrangeira residente nos diferentes distritos de Portugal em dez anos (2011 a 2021) mostra que sete outros distritos tiveram um crescimento de imigrantes proporcionalmente maior do que Lisboa. S\u00e3o eles: Braga, Beja, Castelo Branco, Porto, Viana do Castelo, Bragan\u00e7a e Leiria.<br \/>\nEstrangeiros residentes em Portugal<br \/>\nSEF\/Governo de Portugal<br \/>\nOs brasileiros s\u00e3o a principal comunidade estrangeira em Portugal \u2014 um ter\u00e7o dos imigrantes residentes no pa\u00eds, segundo dados do Servi\u00e7o de Estrangeiros e Fronteiras (SEF). S\u00e3o mais de 250 mil brasileiros registrados em Portugal.<br \/>\nA BBC News Brasil conversou com imigrantes brasileiros em Portugal e com especialistas para entender suas motiva\u00e7\u00f5es \u2014 e ouvir o que avaliam como pontos positivos e negativos da vida nas cidades portuguesas menores.<br \/>\nA especialista em estudos migrat\u00f3rios Tha\u00eds Fran\u00e7a, pesquisadora do Centro de Investiga\u00e7\u00e3o e Estudos de Sociologia do Instituto Universit\u00e1rio de Lisboa, diz que tem percebido esse movimento focado no interior e concentra a explica\u00e7\u00e3o nos pre\u00e7os de moradia em Lisboa.<br \/>\n&#8220;Lisboa est\u00e1 ficando insuportavelmente cara. Ainda mais para brasileiro, que \u00e9 acostumado com apartamento grande \u2014 com dois, tr\u00eas banheiros \u2014, morar em Lisboa est\u00e1 imposs\u00edvel&#8221;, diz.<br \/>\nAs condi\u00e7\u00f5es de vida em cidades menores, se comparadas ao sub\u00farbio das grandes cidades, pode ser atraente, a pesquisadora diz. &#8220;Entre morar no sub\u00farbio de Lisboa e Porto, que tem o tempo com deslocamento, \u00e9 prefer\u00edvel morar em cidade menor com melhor qualidade de vida, sem parte daquele perrengue que brasileiros passam com tr\u00e2nsito, transporte p\u00fablico.&#8221;<br \/>\nSegundo dados divulgados em outubro pela imprensa portuguesa, houve um aumento de 10% nos alugu\u00e9is de contratos firmados de julho a setembro em Lisboa e Porto, em rela\u00e7\u00e3o ao trimestre anterior. Os dados s\u00e3o do \u00cdndice de Rendas Residenciais, apurados pela Confidencial Imobili\u00e1rio.<br \/>\nA plataforma colaborativa Numbeo, que re\u00fane e compara dados sobre custo em diferentes cidades, aponta que um apartamento de um quarto no centro de Lisboa custa cerca de 1.170 euros (770 euros fora do centro), enquanto em Leiria os pre\u00e7os estariam, respectivamente, em 750 euros e 570 euros.<br \/>\n&#8216;Arriscado financeiramente&#8217;<br \/>\nA escolha de Aline Dorneles por Leiria veio depois da conclus\u00e3o de que seria &#8220;arriscado financeiramente&#8221; ir para Lisboa.<br \/>\nDepois de tr\u00eas anos vivendo em Dublin, na Irlanda, ela chegou a Leiria em agosto e est\u00e1 satisfeita com as condi\u00e7\u00f5es de moradia. &#8220;A acomoda\u00e7\u00e3o que estou \u00e9 mais em conta que em Lisboa, o quarto \u00e9 bem melhor, a casa \u00e9 bem organizada. Tenho notado que as casas aqui s\u00e3o melhores, mais espa\u00e7osas do que em Lisboa.&#8221;<br \/>\nAline Dorneles no Castelo de Leiria: a ga\u00facha se mudou para o interior de portugal em agosto<br \/>\nArquivo pessoal\/Aline Dorneles e Camila Barbosa<br \/>\nO transporte p\u00fablico, no entanto, foi uma surpresa ruim. &#8220;Tem poucos \u00f4nibus e s\u00e3o espa\u00e7ados. Nem sempre cumprem a tabela. Dificultou para mim porque n\u00e3o dirijo. Para qualquer trajeto que eu v\u00e1 fazer, preciso meia hora pra ir a p\u00e9 ou um pouco mais para ir de \u00f4nibus porque nem sempre passa na hora.&#8221;<br \/>\nDorneles tamb\u00e9m diz que notou &#8220;uma mentalidade um pouco mais tradicional&#8221; na cidade. &#8220;Uma coisa que sempre comentamos entre os amigos rec\u00e9m-chegados, que nos impacta bastante, \u00e9 a quest\u00e3o de dificilmente ver casais homoafetivos na rua de m\u00e3os dadas.&#8221;<br \/>\nEla conversou com a BBC News Brasil dias antes de come\u00e7ar a trabalhar em um caf\u00e9. E diz que a busca por emprego, na compara\u00e7\u00e3o com a Irlanda, tem sido mais dif\u00edcil.<br \/>\n&#8220;Por falar portugu\u00eas, ingl\u00eas, estar fazendo um mestrado em \u00e1rea administrativa, achei que fosse ser mais f\u00e1cil conseguir, por exemplo, um emprego em uma loja de shopping. Eu me cadastrei em sites de grandes marcas e s\u00f3 d\u00e3o negativa&#8221;, diz. &#8220;Eu achava que seria diferente. N\u00e3o achei que fosse ter um cargo muito alto, mas nem como secret\u00e1ria ou vendedora est\u00e3o me chamando.&#8221;<br \/>\nEla atribui, em parte, \u00e0 nacionalidade.  &#8220;Acredito que tem a ver com a quest\u00e3o de n\u00e3o ser portuguesa. N\u00e3o sei se o fato de ser brasileira, mas n\u00e3o ser portuguesa. Acho que isso contribui muito&#8221;.<br \/>\nE compara com a experi\u00eancia anterior: &#8220;Na Irlanda, eles querem muito o trabalhador brasileiro, porque consideram um bom trabalhador, esfor\u00e7ado. Mas aqui, quando voc\u00ea fala que \u00e9 brasileiro, eles tentam colocar uma posi\u00e7\u00e3o mais baixa. Tem um preconceito velado.&#8221;<br \/>\nTamb\u00e9m conta que j\u00e1 ouviu respostas de que seria muito qualificada para a vaga. &#8220;O que dizem muito para mim e para meus colegas de faculdade que est\u00e3o passando pelo mesmo processo \u00e9 que o curr\u00edculo \u00e9 muito bom e voc\u00ea n\u00e3o vai querer ficar l\u00e1 muito tempo, como vendedora, por exemplo.&#8221;<br \/>\n&#8216;Brasileiro est\u00e1 descobrindo as cidades menores&#8217;<br \/>\nAntes, o brasileiro &#8220;olhava Portugal e via Lisboa (foto) e Porto&#8221;, diz Lemos. &#8220;O resto do pais era desconhecido&#8221;<br \/>\nLa\u00eds Alegretti\/BBC<br \/>\nA empres\u00e1ria Patr\u00edcia Lemos, propriet\u00e1ria da consultoria Vou Mudar Para Portugal, que presta servi\u00e7os para brasileiros que querem se mudar para o pa\u00eds, viu subir significativamente a procura por cidades menores.<br \/>\nEla diz que o brasileiro, antes, &#8220;olhava Portugal e via Lisboa e Porto&#8221; e que &#8220;o resto do pais era desconhecido&#8221;. Agora, &#8220;o brasileiro est\u00e1 descobrindo as cidades menores em Portugal e percebendo que, mesmo em cidades pequenas, tem infraestrutura de educa\u00e7\u00e3o e sa\u00fade&#8221;. Ela acrescenta que o &#8220;divisor de \u00e1guas&#8221; s\u00e3o os custos \u2014 principalmente de aluguel.<br \/>\n&#8220;O aluguel de um quarto em Lisboa est\u00e1 na faixa de 350, 400 euros. Se voc\u00ea pega o sal\u00e1rio m\u00ednimo, que l\u00edquido fica 627 euros, voc\u00ea n\u00e3o vai encontrar a qualidade de vida que voc\u00ea foi buscar.&#8221;<br \/>\nNa experi\u00eancia dela, as cidades no radar dos brasileiros que buscam alternativas a Lisboa e Porto s\u00e3o principalmente: Braga, Aveiro e Leiria.<br \/>\nLemos considera que o brasileiro tem a ideia de que servi\u00e7os p\u00fablicos n\u00e3o funcionam fora dos grandes centros, e diz que em Portugal eles encontram educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade e seguran\u00e7a nas cidades menores tamb\u00e9m.<br \/>\nE qual \u00e9 a dificuldade? A adapta\u00e7\u00e3o ao estilo de vida do interior portugu\u00eas \u2014 que ela define como pacato \u2014 pode ser um desafio para alguns, diz ela.<br \/>\n&#8220;N\u00e3o \u00e9 o interior do Brasil. Interior de portugal \u00e9: cinco da tarde n\u00e3o tem ningu\u00e9m na rua. E o brasileiro est\u00e1 muito acostumado com aquela coisa de que voc\u00ea conhece um, vai pra casa do outro. O interior aqui \u00e9 mais fechado.&#8221;<br \/>\nQuestionada sobre eventual dificuldade de encontrar emprego no interior, Lemos diz que &#8220;o brasileiro, profissionalmente, quando ele chega a Portugal, tem que se reinventar&#8221;. &#8220;O que voc\u00ea tem \u00e9 uma dificuldade de algumas pessoas de descer alguns degraus no que se chama de cargo, status.&#8221;<br \/>\nTrabalho remoto em Portugal<br \/>\nO paulista Daniel Mendes, de 33 anos, saiu de Sintra para viver em Figueira da Foz<br \/>\nArquivo pessoal\/Daniel Mendes<br \/>\nPara quem tem oportunidade de trabalhar de forma remota, encontrar uma op\u00e7\u00e3o de moradia no interior \u00e9 uma realidade mais pr\u00f3xima.<br \/>\nO paulista Daniel Mendes, de 33 anos, saiu de Sintra para viver em Figueira da Foz.<br \/>\n&#8220;Trabalhar remoto, sem escrit\u00f3rio, me d\u00e1 certa flexibilidade. Isso me ajudou a encontrar cidade fora dos grandes centros&#8221;, diz ele, que \u00e9 funcion\u00e1rio de uma consultoria na \u00e1rea de estrat\u00e9gia.<br \/>\nH\u00e1 seis meses na cidade, ele mora em um apartamento que considera superconfort\u00e1vel. &#8220;Uma qualidade de vida muito maior do que tinha antes, por pre\u00e7o menor&#8221;.<br \/>\nAo se mudar para Portugal, em 2019, ele trabalhou por cerca de um ano em um hostel na Costa da Caparica, onde trocava o trabalho por hospedagem e alimenta\u00e7\u00e3o. Depois, mudou-se para Sintra e, quando a dona da casa vendeu o local que ele alugava, conta que foi procurar op\u00e7\u00f5es.<br \/>\n&#8220;Comecei a procurar lugares em Lisboa, Costa da Caparica, Sintra, estava tudo muito caro\u2026 Fui procurando Ericeira, Figueira da Foz\u2026 A\u00ed resolvi mudar pra Figueira da Foz. Eu tinha visto que era cidade boa, mas nunca tinha nem visitado. Foi tudo muito novo.&#8221;<br \/>\nE ele, que se considera &#8220;uma pessoa de cidades pequenas&#8221;, se adaptou ao estilo de vida.<br \/>\n&#8220;Quando cheguei a Figueira, gostei porque \u00e9 uma cidade muito tranquila. N\u00e3o tem muita vida cultural, como Lisboa. \u00c9 uma cidade de praia, esporte e tranquilidade&#8221;, diz. &#8220;Hoje fa\u00e7o parte de um grupo de basquete, fa\u00e7o nata\u00e7\u00e3o numa piscina semi-ol\u00edmpica, \u00e0s vezes vou surfar no Cabedelo (praia).&#8221;<br \/>\n&#8216;Achava que eu ia perder muito&#8217;<br \/>\nAline Galv\u00e3o morou em Lisboa (foto) e depois mudou com a fam\u00edlia para o Algarve<br \/>\nArquivo pessoal\/ Aline Galv\u00e3o<br \/>\nH\u00e1 quase nove anos vivendo em Portugal, a pernambucana Aline Galv\u00e3o, de 35 anos, diz que deixar Lisboa &#8220;foi uma decis\u00e3o muito dif\u00edcil de tomar&#8221;.<br \/>\n&#8220;Eu sempre achava que eu ia perder muito. Meus amigos est\u00e3o em Lisboa, minha pouca fam\u00edlia que mora em Portugal est\u00e1 em Lisboa, e eu pensava &#8216;Meu Deus, estou indo para longe de todo mundo e com crian\u00e7a&#8217; \u2014 por mais que tenha aqui tamb\u00e9m a fam\u00edlia do meu marido, eu ficava me sentindo muito confusa&#8221;, diz.<br \/>\nDepois de viver em Lisboa de 2014 a 2018, hoje ela mora em Lagos, no Algarve (regi\u00e3o conhecida por ser um importante polo tur\u00edstico), com o marido portugu\u00eas e os dois filhos \u2014 Vicente, de quase 6 anos, e Sebasti\u00e3o, de 4 meses.<br \/>\nAinda que a mudan\u00e7a n\u00e3o tenha sido motivada por cortes de gastos \u2014 e sim para mudar o estilo de vida \u2014, ela conta que o novo cotidiano levou a algumas economias.<br \/>\n&#8220;N\u00e3o \u00e9 exatamente uma cidade com custo de vida mais barato, por ser tur\u00edstica, com pouca oferta de casas pra aluguel de longa dura\u00e7\u00e3o&#8221;, reconhece. &#8220;Viemos para ter estilo de vida mais pr\u00e1tico e menos dispendioso, mas porque fam\u00edlia do marido \u00e9 daqui e tem casas aqui, ent\u00e3o viemos para fazer a gest\u00e3o dessas casas.&#8221;<br \/>\nAline mudou com fam\u00edlia para o Algarve para mudar estilo de vida<br \/>\nArquivo pessoal<br \/>\nEla diz que as despesas com lazer e com creche s\u00e3o menores na nova cidade. &#8220;Nossa vida terminou por ter custo menor do que Lisboa ou do que teria no Porto. S\u00e3o cidades grandes, onde h\u00e1 necessidade grande de colocar crian\u00e7a na creche, na escola, e normalmente n\u00e3o tem vaga (p\u00fablica) suficiente, a\u00ed voc\u00ea tem que pagar escola particular.&#8221;<br \/>\nEm termos de lazer, ela diz que o foco virou a natureza. &#8220;Apesar de ser uma regi\u00e3o muito tur\u00edstica e de turismo de luxo, \u00e9 um lugar que n\u00e3o tem muitos apelos para gastar, como shopping centers e lojinhas \u2014 aquele apelo ao consumo. Nossa rotina \u00e9 muito centrada na natureza&#8221;, diz.<br \/>\n&#8220;\u00c9 quase que inevit\u00e1vel que voc\u00ea deixe de ter custos. O carro \u00e9 uma necessidade porque as coisas s\u00e3o mais distantes, mas basicamente usamos para ir ao mercado e deixar o filho na escola. Trabalhamos a partir de casa, n\u00e3o tem tr\u00e2nsito&#8221;, diz.<br \/>\n&#8220;Vez por outra a gente vai para Lisboa e a\u00ed, pronto, vai a teatro, espet\u00e1culos de m\u00fasica, de dan\u00e7a \u2014 coisas que talvez n\u00e3o venham para esta regi\u00e3o. A gente vai l\u00e1, consome aquilo de cultura que faz falta nessa regi\u00e3o e volta cheio de saudades.&#8221;<br \/>\nEste texto foi publicado originalmente em https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/internacional-63649595<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dados oficiais mostram que sete outros distritos portugueses tiveram crescimento de imigrantes residentes proporcionalmente maior do que Lisboa. A BBC News Brasil conversou com brasileiros em Portugal que decidiram mudar para cidades menores. Custo de moradia em em Lisboa tem levado imigrantes a buscar cidades menores em Portugal La\u00eds Alegretti\/BBC Morar em Lisboa foi um<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":21638,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"om_disable_all_campaigns":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[47],"tags":[],"class_list":{"0":"post-21637","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-mundo"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21637","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21637"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21637\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/21638"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21637"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21637"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21637"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}