{"id":21536,"date":"2022-11-27T12:13:38","date_gmt":"2022-11-27T12:13:38","guid":{"rendered":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/2022\/11\/27\/beijo-proibido-na-balada-namoro-com-muculmano-e-vida-profissional-brasileiras-contam-como-e-ser-uma-mulher-ocidental-no-catar\/"},"modified":"2022-11-27T12:13:38","modified_gmt":"2022-11-27T12:13:38","slug":"beijo-proibido-na-balada-namoro-com-muculmano-e-vida-profissional-brasileiras-contam-como-e-ser-uma-mulher-ocidental-no-catar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/2022\/11\/27\/beijo-proibido-na-balada-namoro-com-muculmano-e-vida-profissional-brasileiras-contam-como-e-ser-uma-mulher-ocidental-no-catar\/","title":{"rendered":"Beijo proibido na balada, namoro com mu\u00e7ulmano e vida profissional: brasileiras contam como \u00e9 ser uma mulher ocidental no Catar"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/KkLxvQfyQEYQY2nep8_syydx8aQ=\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2022\/8\/l\/p7tCY3QwiW0D08Dg8UkA\/2.jfif\"><br \/>   Sandra, Anna, Monica e Nathalya trabalham juntas em Doha no atendimento de 270 turistas do mundo inteiro que v\u00e3o curtir a Copa do Mundo de 2022. Direto do Catar, grupo de brasileiras mostra a primeira semana de Copa do Mundo<br \/>\nEm um pa\u00eds onde mulheres est\u00e3o sujeitas a regras severas, ao conservadorismo e \u00e0 repress\u00e3o, um grupo de quatro brasileiras se estabeleceu em Doha para trabalhar na Copa do Mundo do Catar. Contrariando os costumes locais, elas s\u00e3o empreendedoras, trabalham diretamente atendendo ao p\u00fablico e, juntas, saem para se divertir em bares, restaurantes, boates e pontos tur\u00edsticos.<br \/>\nA rela\u00e7\u00e3o entre as amigas come\u00e7ou com a Anna, que foi a primeira a chegar no pa\u00eds para come\u00e7ar o seu neg\u00f3cio. Ela montou os quartos de hospedagens de turistas para a Copa, fez parcerias com empresas e contratou as outras tr\u00eas brasileiras para ajud\u00e1-la a atender mais de 270 pessoas.<br \/>\nDiretamente do Catar, elas gravaram para o g1 alguns momentos da rotina e da vida nesta primeira semana da Copa do Mundo de 2022, com direito balada, visita ao deserto e comida persa.  Assista no v\u00eddeo acima.<br \/>\nDa esquerda para a direita: Nathalya, Monica, Anna e Sandra<br \/>\nArquivo pessoal<br \/>\nConhe\u00e7a, abaixo, um pouco da hist\u00f3ria de cada uma delas no Catar. Elas falam sobre:<br \/>\na vida de uma brasileira no Catar;<br \/>\nrelacionamentos afetivos com mul\u00e7umanos;<br \/>\nrela\u00e7\u00f5es de trabalho;<br \/>\nbaladas e festas;<br \/>\narquitetura;<br \/>\ncusto alto de vida.<br \/>\nSandra, uma cozinheira apaixonada<br \/>\nSandra Cordeiro \u00e9 a cozinheira da turma. Ela chegou ao Catar h\u00e1 sete meses para trabalhar. Conheceu Anna e mudou de emprego. Especializada em servir comida brasileira, Sandra tem a expectativa de prolongar a sua estada no pa\u00eds e abrir o pr\u00f3prio neg\u00f3cio.<br \/>\nAmor, cultura e religi\u00e3o<br \/>\nCom um sorriso largo, ela conta que est\u00e1 apaixonada. Pelo Catar e por um eg\u00edpcio. O namorado \u00e9 mu\u00e7ulmano conservador, e ela precisou se adaptar a algumas regras para seguir com o relacionamento. \u201cA quest\u00e3o dos costumes&#8230; \u00e9, a cultura assusta um pouco no come\u00e7o. A gente \u00e9 acostumado a ter liberdade de sair como casal, por exemplo. Ent\u00e3o essas coisas me pegaram bastante. Agora eu acostumei um pouco\u201d, relata.<br \/>\nHospedagem em navio, compras e expectativa para a estreia: a rotina das mulheres de jogadores brasileiros no Catar<br \/>\nRedes sociais: como usar a voz do Galv\u00e3o Bueno em v\u00eddeos no TikTok<br \/>\nSandra est\u00e1 neste relacionamento h\u00e1 cinco meses. Foram dois meses para darem o primeiro beijo, um selinho. Ela comenta que dificilmente o casal fica sozinho, est\u00e3o sempre em lugares p\u00fablicos, como restaurantes, cinemas, shoppings e passeios com familiares e terceiros. No terceiro encontro, Ahrmed, o namorado, pediu Sandra em namoro. Com dois meses de namoro, ele prop\u00f4s casamento.<br \/>\n\u201cEle falou que a fam\u00edlia dele n\u00e3o aceitaria se eu n\u00e3o virasse mul\u00e7umana. Ent\u00e3o eu disse: \u2018se eu tiver que mudar a minha vida, voc\u00ea pode mudar a sua um pouco pra minha primeiro, se voc\u00ea conseguir fazer isso, eu vou conseguir fazer tamb\u00e9m\u2019\u201d, lembra.<br \/>\nBrasileiros contam como \u00e9 a vida no Catar, o primeiro pa\u00eds do Oriente M\u00e9dio a sediar a Cop<br \/>\nA proposta deu certo. Sandra tem levado o namorado para curtir a noite com as amigas, para dan\u00e7ar e para viver um pouco &#8220;como um brasileiro&#8221;, como ela descreve. E, diz Sandra, apesar de os \u00e1rabes cataris serem &#8220;bem mais fechados&#8221;, existe uma certa flexibilidade com estrangeiros e n\u00e3o mul\u00e7umanos, principalmente neste per\u00edodo de Copa.<br \/>\nGato da Copa do Mundo 2022: participe e ajude a escolher o &#8216;muso&#8217; da edi\u00e7\u00e3o<br \/>\nAnna, uma empreendedora no mundo \u00e1rabe<br \/>\nH\u00e1 anos longe do Brasil, Anna Paula Oliva hoje mora entre Bordeaux, na Fran\u00e7a, e Doha, no Catar. Com o esp\u00edrito empreendedor, ela diz que &#8220;segue&#8221; as Copas do Mundo. &#8220;Trabalho com hospedagem na Fran\u00e7a desde 2015. Eu gosto das Copas, essa vai ser a minha quarta. Vim para um evento de um casamento e conheci algumas pessoas do ramo de loca\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria. Ent\u00e3o, me preparei por um ano e comecei a construir a minha empresa aqui, do zero&#8221;, explica.<br \/>\nDa esquerda para a direita: Monica, Sandra, Anna e Nathalya<br \/>\nArquivo pessoal<br \/>\nRela\u00e7\u00f5es de trabalho<br \/>\nNeste processo de prepara\u00e7\u00e3o para a Copa do Mundo de 2022, Anna encontrou v\u00e1rios desafios. &#8220;\u00c9 um pa\u00eds muito novo e que n\u00e3o tem muita experi\u00eancia nisso, em acomoda\u00e7\u00e3o. Eu tamb\u00e9m trabalho muito com homens, com muitos trabalhadores de constru\u00e7\u00e3o. Eu estou sempre com uma vestimenta para poder manter uma tranquilidade.&#8221; Hoje, ao lado de outras mulheres brasileiras, Anna fala que tem &#8220;uma equipe amiga, que faz parte da minha fam\u00edlia.&#8221;<br \/>\n&#8220;Tenho muito pouco contato com mulheres \u00e1rabes. Trabalho com obras, indo ao banco, coisas da vida. As mulheres aqui nem todas trabalham, n\u00e3o \u00e9 a maioria. A probabilidade de encontrar mulher \u00e9 muito pouca.&#8221;<br \/>\nUm outro aspecto que chamou a aten\u00e7\u00e3o da empres\u00e1ria \u00e9 que, no pa\u00eds que apenas os residentes nativos podem ter im\u00f3veis pr\u00f3prios, os propriet\u00e1rios come\u00e7aram a pedir que seus inquilinos se retirassem das casas tr\u00eas meses antes do grande evento. &#8220;Uma coisa bem dif\u00edcil de lidar. Eles querem ganhar dinheiro, como se o aluguel de um m\u00eas valesse para o ano, \u00e9 uma perspectiva de querer ganhar dinheiro durante a Copa&#8221;, comenta.<br \/>\nAl\u00e9m disso, conta Anna, o governo do Catar deu f\u00e9rias coletivas durante o m\u00eas da Copa. &#8220;Para as pessoas que podem, eles pediram para ir embora do pa\u00eds, a de m\u00e3o de obra mais simples, por exemplo. Alguns est\u00e3o morando dentro da casa dos amigos.&#8221;<br \/>\nM\u00f4nica desbrava o Catar (dentro das regras)<br \/>\nA conex\u00e3o virou estadia. A brasileira Monica de Souza estava voltando da Austr\u00e1lia quando parou em Doha para uma conex\u00e3o. Seriam algumas horas, ela resolveu mudar para seis dias para comemorar o anivers\u00e1rio e, quando viu, foi um caso de amor \u00e0 primeira vista (pela cidade). Ela mal chegou no Brasil e j\u00e1 se programou para voltar para o Catar. Isso, sem data definitiva de volta. \u201cCidade maravilhosa, simplesmente incr\u00edvel\u201d, descreve.<br \/>\nDa esquerda para a direita: Monica, Sandra, Anna e Nathalya<br \/>\nArquivo pessoal<br \/>\nUm pa\u00eds de estrangeiros<br \/>\nMonica est\u00e1 h\u00e1 dois meses no pa\u00eds e, dentro do neg\u00f3cio de Anna, apoia os turistas que v\u00e3o curtir a Copa do Mundo. At\u00e9 agora, para ela, a melhor parte tem sido encontrar pessoas de diferentes pa\u00edses. &#8220;Encontrei eg\u00edpcios, jordanianos, tunisianos, s\u00edrios&#8230; trabalhadores daqui. Pessoas do golfo p\u00e9rsico.&#8221;<br \/>\nEla conta que os trabalhadores bra\u00e7ais, que est\u00e3o nas obras, s\u00e3o, em geral, indianos, bengaleses ou paquistaneses. &#8220;S\u00edrios trabalham mais em restaurantes, n\u00e3o tanto em obra. E tem uns que t\u00eam bons cargos. No Catar, o forte \u00e9 extra\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo e g\u00e1s natural, ent\u00e3o aqui tem muito engenheiro&#8221;, observa.<br \/>\nFestas dentro dos costumes<br \/>\nNas horas vagas, vai para a balada com as amigas, que costuma durar at\u00e9 \u00e0s 2h da madrugada. &#8220;A noite aqui \u00e9 cara. As festas s\u00e3o nos hot\u00e9is, bares que t\u00eam televisores e bares dan\u00e7antes. As bebidas alco\u00f3licas tem s\u00f3 nesses lugares. Quem \u00e9 residente consegue comprar \u00e1lcool, mas tem uma cota.&#8221;<br \/>\nAs meninas se divertem sem extrapolar muito as regras catarianas. Monica lista algumas delas:<br \/>\n&#8220;N\u00e3o pode beijar, n\u00e3o pode ter contato. Sempre tem seguran\u00e7a de olho. Primeiro, voc\u00ea recebe uma advert\u00eancia, \u00e9 chamado aten\u00e7\u00e3o. Educadamente falam: &#8216;facilita o nosso trabalho. Se insistir vai pra cadeia&#8217;.&#8221; Ela cita tamb\u00e9m quest\u00f5es ligadas \u00e0 vestimenta, como cobrir ombros e joelhos.<br \/>\nAssim como Sandra, ela percebeu uma certa flexibilidade com estrangeiros, principalmente neste per\u00edodo de Copa. &#8220;Eu vi um casal que a menina estava sentada no colo dele. O seguran\u00e7a pediu pra ela sair. Aqui os casais n\u00e3o t\u00eam contato f\u00edsico, no m\u00e1ximo, que a gente v\u00ea, \u00e9 uma m\u00e3o dada.&#8221;<br \/>\nNathalya, a rec\u00e9m-chegada ao Catar<br \/>\nNathalya e Anna Oliva vestidas de verde e amarelo em Doha, no Catar<br \/>\nArquivo pessoal<br \/>\nDo grupo, Nathalya Oliva Dreyer \u00e9 a mais nova. Chegou h\u00e1 pouco tempo em Doha e ainda est\u00e1 aprendendo a lidar com o calor\u00e3o. &#8220;A temperatura \u00e9 algo que eu j\u00e1 estava esperando. S\u00f3 que a gente n\u00e3o consegue imaginar o qu\u00e3o quente \u00e9. Eu s\u00f3 saio de noite porque de dia \u00e9 muito quente. O ar e o vento s\u00e3o quentes.&#8221;<br \/>\nNa equipe de Anna, a jovem trabalha diretamente no atendimento dos turistas, que s\u00e3o de v\u00e1rias partes do mundo. Ficou meses trabalhando do Brasil, at\u00e9 para atender fusos diferentes de Doha, e recentemente se uniu ao grupo para o evento.<br \/>\nBeleza arquitet\u00f4nica<br \/>\nArquiteta por forma\u00e7\u00e3o, a rec\u00e9m-chegada est\u00e1 encantada com as constru\u00e7\u00f5es, edif\u00edcios e espa\u00e7os urbanos no Catar. &#8220;Tem a skyline, uma arquitetura futurista, que \u00e9 de encher os olhos. Ao mesmo tempo tem o contrataste, as constru\u00e7\u00f5es mais antigas, vernacular, com materiais como pedra, madeira e algumas coisas bem r\u00fasticas&#8230; um contraste bem lindo.&#8221;<br \/>\nEla brinca tamb\u00e9m com o luxo e o brilho, chamando Doha de &#8220;Times Square \u00e1rabe&#8221;. &#8220;Tudo aqui \u00e9 muito iluminado. Parece que \u00e9 Natal o tempo todo. \u00c9 muito brilho&#8221;, relata.<br \/>\nCopa 2022: Entenda pol\u00eamica sobre a bra\u00e7adeira LGBTQIA  \u2018One Love\u2019<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sandra, Anna, Monica e Nathalya trabalham juntas em Doha no atendimento de 270 turistas do mundo inteiro que v\u00e3o curtir a Copa do Mundo de 2022. 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