{"id":19244,"date":"2022-11-19T20:10:45","date_gmt":"2022-11-19T20:10:45","guid":{"rendered":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/2022\/11\/19\/digitais-pretas-plataforma-ajuda-mulheres-negras-a-impulsionarem-seus-negocios-pela-internet\/"},"modified":"2022-11-19T20:10:45","modified_gmt":"2022-11-19T20:10:45","slug":"digitais-pretas-plataforma-ajuda-mulheres-negras-a-impulsionarem-seus-negocios-pela-internet","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/2022\/11\/19\/digitais-pretas-plataforma-ajuda-mulheres-negras-a-impulsionarem-seus-negocios-pela-internet\/","title":{"rendered":"Digitais Pretas: plataforma ajuda mulheres negras a impulsionarem seus neg\u00f3cios pela internet"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/rQm0_P7ioP4yojWWl9hEmZsZx1E=\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2022\/N\/I\/87jb62RBqYB3jLRjGjwg\/whatsapp-image-2022-11-17-at-19.04.09.jpeg\"><br \/>   Criadora do projeto, N\u00e9llys C\u00f4rrea abriu o perfil em 2020 para dar visibilidade para afro-neg\u00f3cios. Ano passado, tiveram in\u00edcio os eventos presenciais. Grupo tem 8 mil seguidores no Instagram. A partir deste s\u00e1bado (19), g1 publica s\u00e9rie de reportagens em alus\u00e3o ao Dia Nacional da Consci\u00eancia Negra.  Plataforma ajuda mulheres negras a impulsionarem seus neg\u00f3cios pela internet<br \/>\nA partir deste s\u00e1bado (19), o g1 publica uma s\u00e9rie de reportagens em alus\u00e3o ao Dia Nacional da Consci\u00eancia Negra, comemorado em 20 de novembro. As mat\u00e9rias trazem ideias inovadoras, inspiradoras e que fomentam a cultura negra no Rio Grande do Sul.<br \/>\nO primeiro exemplo \u00e9 a Digital Pretas, uma impulsionadora de neg\u00f3cios voltada para mulheres negras.<br \/>\n&#8220;Hoje eu me entendo como uma agente de transforma\u00e7\u00e3o.&#8221; Essa \u00e9 a auto defini\u00e7\u00e3o de N\u00e9llys C\u00f4rrea, criadora da Digital Pretas. Atualmente com 8 mil seguidoras, o perfil surgiu em 2020, inicialmente como um coletivo.<br \/>\n&#8220;Dia 10 de dezembro de 2020 entrou no ar o perfil das Digitais Pretas com o prop\u00f3sito de empoderar mulheres, dar visibilidade para afro-neg\u00f3cios e fazer com que a gente se sentisse fortalecida e estivesse no lugar que a gente quisesse estar&#8221;, contou N\u00e9llys em entrevista ao g1.<br \/>\nO projeto come\u00e7ou depois fazer lives no Instagram com profissionais convidadas para falar do seus neg\u00f3cios. Assim, foi se conectando e criando uma rede colaborativa. &#8220;Ent\u00e3o, surgiu a ideia de que n\u00f3s juntas poder\u00edamos, talvez, ser mais fortes.&#8221; O primeiro encontro presencial aconteceu quase um ano depois, em outubro de 2021 e, no m\u00eas seguinte, ocorreu o primeiro workshop, ambos em Porto Alegre.<br \/>\n&#8220;N\u00f3s fizemos o primeiro workshop, com palestras voltadas para gest\u00e3o de projetos, empreendedorismo, finan\u00e7as, estrat\u00e9gias de marketing digital. Em paralelo a isso, tinha o evento das afro-empreendedoras, elas estavam expondo os seus produtos. A\u00ed come\u00e7ou a tomar forma essa impulsionadora.&#8221;<br \/>\n&#8220;O que eu entendo que as Digitais faz a diferen\u00e7a, \u00e9 em enxergar essa mulher, essa empreendedora, essa empres\u00e1ria, al\u00e9m do neg\u00f3cio dela. Muitas de n\u00f3s n\u00e3o conseguimos ter sucesso porque a gente n\u00e3o se sente, muitas vezes, pertencente \u00e0quele espa\u00e7o, porque a gente cresceu ouvindo que a gente n\u00e3o podia, que n\u00e3o era pra n\u00f3s. E eu me vi nessa situa\u00e7\u00e3o quando eu tinha loja. Me sobrecarreguei e muitos fatores fizeram a gente fechar.&#8221;<br \/>\nEm mar\u00e7o de 2022, foi lan\u00e7ado um curso de posicionamento digital, que atingiu 60 mulheres de diferentes regi\u00f5es.<br \/>\n&#8220;Desde letramento racial, porque \u00e9 muito importante para essa empreendedora se reconhecer como uma mulher negra, reconhecer o potencial que ela tem, at\u00e9 copyright, at\u00e9 ela conseguir ter uma fala que impacte as pessoas e ela consiga vender o produto dela.&#8221; A forma\u00e7\u00e3o teve tr\u00eas meses e meio e contou com oito mentoras.<br \/>\nO perfil j\u00e1 conta com mais de 8 mil seguidores<br \/>\nReprodu\u00e7\u00e3o\/ Instagram<br \/>\nEm abril houve outro workshop na Casa Preta Hub, em S\u00e3o Paulo, com mulheres de diferentes regi\u00f5es do pa\u00eds e, em junho deste ano, a plataforma se transformou em uma impulsionadora de neg\u00f3cios para mulheres negras. O projeto conta com tr\u00eas pilares: visibilidade, conhecimento e as a\u00e7\u00f5es presenciais.<br \/>\nA partir da entrada no perfil das Digitais, as empreendedoras &#8220;conseguem ter a visibilidade que o perfil proporciona, elas participam de um grupo de networking, uma vez por m\u00eas a gente tem uma reuni\u00e3o com os nossos parceiros, na qual as meninas falam sobre o trabalho delas.&#8221; As participantes tamb\u00e9m t\u00eam, uma vez por m\u00eas, uma masterclass, com uma das mentoras do grupo, &#8220;onde elas conseguem aprimorar os conhecimentos delas&#8221;.<br \/>\n&#8220;O mais importante, que eu acho, \u00e9 conseguir se sentir pertencente a algum espa\u00e7o. Muitas de n\u00f3s n\u00e3o temos isso, n\u00e3o vivemos isso. E, principalmente, quando a gente est\u00e1 em um neg\u00f3cio e come\u00e7a a crescer, a se destacar, e entendemos que, no momento em que a gente est\u00e1 subindo a quantidade de pessoas negras diminui, \u00e9 muito complicado. Ent\u00e3o, essa mulher precisa entender o potencial que ela tem, precisa se destacar para inspirar outras mulheres.&#8221;<br \/>\nPara entrar no clube das Digitais, N\u00e9llys diz que o \u00fanico ponto que a mulher precisa ter \u00e9 &#8220;querer estar junto com outras mulheres pretas, querer se empoderar e fazer com que o seu neg\u00f3cio, a sua hist\u00f3ria, sirva de inspira\u00e7\u00e3o para outras mulheres e ela tamb\u00e9m esteja pronta para se inspirar com outras mulheres.&#8221; A maioria s\u00e3o empreendedoras, mas h\u00e1 profissionais de diferentes \u00e1rea.<br \/>\nO \u00faltimo evento aconteceu em setembro, desta vez em Gramado. O objetivo do &#8216;Casa das Digitais&#8217; foi mudar a imagem da mulher negra. Ela diz que, quando empreende, parece que \u00e9 sempre na batalha, no cansa\u00e7o, na busca de alguma coisa.<br \/>\n&#8220;E quando surgiu a Casa das Digitais eu queria mostrar que essa mulher podia estar ali para celebrar, celebrar as vit\u00f3rias, celebrar as conquistas, ter um momento de relaxamento porque n\u00f3s merecemos, porque n\u00f3s precisamos normalizar que uma mulher preta pode estar num lugar como Gramado, que \u00e9 um desejo de muitas pessoas do pa\u00eds estar aqui.&#8221;<br \/>\nN\u00e9llys Corr\u00eaa criou o perfil do Digitais Pretas em 2020<br \/>\nTain\u00e1 Cris\u00f3stomo\/ Divulga\u00e7\u00e3o<br \/>\nTrajet\u00f3ria e recome\u00e7o<br \/>\nNascida em Cachoeira do Sul (RS), foi apenas quando h\u00e1 10 anos se mudou para Gramado, na Serra, que ela come\u00e7ou a se entender como empreendedora.<br \/>\n&#8220;Quando a gente tem um neg\u00f3cio grande, estabelecido, parece que ali, naquele momento, a gente deu certo, mas, no ano passado, em uma entrevista que eu dei, eu descobri que eu empreendia desde os 19 anos&#8221;, lembra.<br \/>\nN\u00e9llys teve sal\u00e3o de beleza, foi vendedora, deu aulas de dan\u00e7a e trabalhou com eventos. &#8220;Para muitas mulheres como eu, o empreender vem pela necessidade e a gente entende isso como um &#8216;se virar&#8217;, como &#8216;ter um extra&#8217;, como &#8216;conseguir equilibrar as contas no final do m\u00eas&#8217;.&#8221; A loja, surgiu na nova cidade e &#8220;foi um orgulho&#8221;. Entretanto, ela ressalta que muitas quest\u00f5es foram desafiantes.<br \/>\nCom a chegada da pandemia, ela relata que se viu num quadro de depress\u00e3o, sem saber o que fazer. &#8220;A minha v\u00e1lvula de escape foi usar a rede social, usar o espa\u00e7o da rede sociais para eu falar. S\u00f3 que eu achava que ningu\u00e9m ia me ouvir, como tinha acontecido a minha vida inteira, achava que eu era invis\u00edvel ou que a minha fala n\u00e3o tinha poder. E a hora em que usei a rede social para desabafar, as pessoas me ouviram, me viram e se identificaram comigo.&#8221;<br \/>\nFoi a partir disso que ela entendeu que precisava ocupar aquele espa\u00e7o para se fortalecer e fortalecer outras mulheres. &#8220;S\u00f3 a\u00ed eu entendi que tinham muitas mulheres negras como eu que tamb\u00e9m passavam por aquela situa\u00e7\u00e3o: tinham potencial, tinham conhecimento, tinham um neg\u00f3cio, mas n\u00e3o conseguiam atingir o p\u00fablico porque, muitas vezes, travavam quando iam para a rede social, muitas vezes travavam pela pr\u00f3pria estrutura racista que ainda continua.&#8221;<br \/>\nN\u00e9llys avalia que a forma como as pessoas entendem o sucesso precisa ser revista:<br \/>\n&#8220;A gente tem que come\u00e7ar a medir [o sucesso] pela agente, ent\u00e3o, o empreender pode ser a menina que costura na vizinhan\u00e7a, ela tem um empreendimento, ela tem um neg\u00f3cio, basta a gente conseguir tornar aquilo real, formalizar, fazer com que cres\u00e7a, com que tenha funcion\u00e1rios, \u00e9 esse o nosso prop\u00f3sito.&#8221;<br \/>\nV\u00cdDEOS: Tudo sobre o RS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Criadora do projeto, N\u00e9llys C\u00f4rrea abriu o perfil em 2020 para dar visibilidade para afro-neg\u00f3cios. 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