{"id":19100,"date":"2022-11-19T07:10:23","date_gmt":"2022-11-19T07:10:23","guid":{"rendered":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/2022\/11\/19\/no-catar-brasileiras-fazem-sucesso-como-empreendedoras\/"},"modified":"2022-11-19T07:10:23","modified_gmt":"2022-11-19T07:10:23","slug":"no-catar-brasileiras-fazem-sucesso-como-empreendedoras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/2022\/11\/19\/no-catar-brasileiras-fazem-sucesso-como-empreendedoras\/","title":{"rendered":"No Catar, brasileiras fazem sucesso como empreendedoras"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/jimY9IrWQreQC1QTkIdb-HB9vC0=\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2022\/h\/f\/aDLEPARjKVA4ay925StQ\/000-32nt7wr.jpg\"><br \/>   Para entrevistadas, segredo para se adaptar e viver em harmonia no emirado \u00e9 respeitar cultura e h\u00e1bitos catarianos. As brasileiras que moram no Catar, Maura Regina Moraes Carneiro (esquerda) e Leila Martinez (direita), posam em Doha, novembro de 2022<br \/>\nNELSON ALMEIDA \/ AFP<br \/>\nO Catar \u00e9 um emirado de cerca de 3 milh\u00f5es de habitantes que se tornou o centro das aten\u00e7\u00f5es de todo o mundo por sediar a Copa do Mundo de 2022. H\u00e1 anos, entretanto, o pequeno pa\u00eds do Oriente M\u00e9dio se destaca e atrai empreendedores de diferentes nacionalidades \u2014 sejam eles homens, ou mulheres.<br \/>\nE, entre os que trilharam este caminho, est\u00e3o algumas brasileiras.<br \/>\nLeila Martinez, de 56 anos, nascida em Porto Alegre, \u00e9 fisioterapeuta, artista pl\u00e1stica e tinha uma empresa de eventos. Mudou de vida, por\u00e9m, quando surgiu, em 2013, a oportunidade de trabalhar como guia de turismo no Catar. \u00c0 \u00e9poca, essa profiss\u00e3o n\u00e3o era regularizada no pa\u00eds.<br \/>\n&#8220;Comecei a estudar sobre a cultura do Catar sozinha. Passava tardes nas bibliotecas e museus e fui criando um manual cultural sobre o Catar. Passei a receber turistas brasileiros e, em 2017, o governo regularizou a profiss\u00e3o de guia. J\u00e1 recebi mais de 3 mil brasileiros durante esse per\u00edodo todo em que estou aqui&#8221;, lembra a ga\u00facha que tem uma p\u00e1gina no Instagram chamada &#8220;Turistando em Doha&#8221;, com mais de 46 mil seguidores, na qual d\u00e1 dicas e informa\u00e7\u00f5es para os visitantes.<br \/>\nA paulistana Maura Regina Moraes Carneiro, de 56 anos, tamb\u00e9m \u00e9 guia de turismo no Catar, onde mora h\u00e1 sete anos, trabalha na \u00e1rea de educa\u00e7\u00e3o com crian\u00e7as com necessidades especiais e ainda consegue tempo para exercer outra paix\u00e3o: a de cantora. A brasileira garante que foi recebida de bra\u00e7os abertos pelo pa\u00eds.<br \/>\n&#8220;Nunca tive problema de nenhuma esp\u00e9cie por ser mulher. Nem com os catarianos, nem com os estrangeiros. As pessoas desconhecem a grandeza e a hospitalidade do Catar&#8221;, afirma Carneiro.<br \/>\nSegundo a paulistana, os catarianos admiram o povo e a cultura brasileira, al\u00e9m de aforarem futebol. &#8220;Quando voc\u00ea conversa com algu\u00e9m aqui e diz que \u00e9 brasileira, eles abrem um sorriso e respondem &#8216;Oh! Ronaldo! Rom\u00e1rio! Neymar!&#8217;. Ser brasileira aqui j\u00e1 me abriu muitas portas por eles terem um grande carinho pelo Brasil&#8221;, conta a guia tur\u00edstica.<br \/>\n&#8220;Eu me surpreendi no Catar. Foi uma grata surpresa, porque vim preparada para um estilo mais pr\u00f3ximo do da Ar\u00e1bia Saudita, de mudan\u00e7as de h\u00e1bitos, de restri\u00e7\u00f5es. Mas n\u00e3o tive nenhum choque cultural. S\u00f3 pediam discri\u00e7\u00e3o nas roupas e para evitar demonstra\u00e7\u00f5es de afeto em p\u00fablico. Nada al\u00e9m disso. \u00c9 mais uma quest\u00e3o de respeito&#8221;, explica Carneiro.<br \/>\nDe acordo com o site do Departamento de Planejamento e Estat\u00edsticas do governo catariano, h\u00e1 no pa\u00eds 555.242 mulheres acima de 15 anos de idade. Desse total, 337 mil est\u00e3o empregadas, conforme dados do segundo trimestre de 2022.<br \/>\nAs observa\u00e7\u00f5es de Carneiro corroboram estes dados. &#8220;N\u00f3s temos hoje um governo que apoia as mulheres a trabalhar. Elas tamb\u00e9m s\u00e3o extremamente apoiadas para terem seu pr\u00f3prio neg\u00f3cio. O governo se preocupa muito com a autonomia da mulher aqui no Catar&#8221;, comenta.<br \/>\nA paulistana tamb\u00e9m elogia o sistema de sa\u00fade do pa\u00eds, pelo qual ela fez cirurgias e vem recebendo tratamento de dois c\u00e2nceres detectados j\u00e1 quando morava no Catar.<br \/>\n&#8220;Os hospitais s\u00e3o de alto padr\u00e3o. O sistema \u00e9 90% subsidiado pelo governo. Pagamos o equivalente a 100 riais por ano (cerca de R$ 150) e temos direito a todos os servi\u00e7os&#8221;, diz ela, lembrando que o sistema tamb\u00e9m atende os trabalhadores indianos e nepaleses &#8220;com a mesma dignidade e bondade&#8221;.<br \/>\nOutra brasileira que hoje vive em territ\u00f3rio catariano \u00e9 a carioca Adriana Meyer, de 47 anos, que se mudou para o pa\u00eds com o marido h\u00e1 quase quatro anos, depois de viver dez anos nos Emirados \u00c1rabes Unidos e dois em Portugal. Com mestrado em psicologia das organiza\u00e7\u00f5es e &#8220;coaching&#8221;, ela chegou ao Catar ainda sem emprego, mas com disposi\u00e7\u00e3o de sobra.<br \/>\n&#8220;Foi uma fase importante da minha vida, de redefinir uma nova identidade. Voc\u00ea tem que se readaptar. Sempre agarrando as oportunidades que surgem&#8221;, diz Meyer.<br \/>\nEla conta que a \u00e1rea do turismo chegou por acaso. Durante um churrasco de fam\u00edlia, sugeriram ao seu filho fazer um curso de guia, tendo em vista o potencial gerado pela realiza\u00e7\u00e3o da Copa do Mundo. &#8220;Acompanhei meu filho ao Minist\u00e9rio do Turismo, e a mo\u00e7a que cuidava da inscri\u00e7\u00e3o me perguntou se eu tamb\u00e9m gostaria de fazer o curso junto com ele&#8221;, lembra a carioca, que adorou a ideia.<br \/>\nHoje, os dois s\u00e3o parceiros de profiss\u00e3o. A m\u00e3e, que tem a p\u00e1gina &#8220;visitexploredoha&#8221; no Instagram, tamb\u00e9m \u00e9 empreendedora na \u00e1rea de networking para mulheres e abriu uma plataforma dedicada ao p\u00fablico feminino. E a Copa do Mundo promete uma abertura ainda maior.<br \/>\n&#8220;Agora, n\u00f3s vamos ter um festival internacional de neg\u00f3cios, o IBF (International Business Festival) num &#8216;coworking space&#8217; durante todos os dias da Copa com o objetivo de promover a intera\u00e7\u00e3o entre as pessoas do mundo todo que v\u00e3o estar aqui. Com certeza esse evento vai abrir muitas portas&#8221;, conta Meyer.<br \/>\nQuanto \u00e0 adapta\u00e7\u00e3o aos costumes locais, a carioca explica que respeito pela cultura local \u00e9 o suficiente par aviver em harmonia e evitar problemas.<br \/>\n&#8220;\u00c9 um pa\u00eds que est\u00e1 abrindo espa\u00e7o para o novo. Temos a &#8216;sheikha&#8217; Mozah, que \u00e9 m\u00e3e do Emir do Catar [Tamim bin Hamad Al-Thani]. Ela \u00e9 muito ativa nas \u00e1reas da educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade e cultura. Ela abra\u00e7a isso tudo e traz para o pa\u00eds uma certa modernidade&#8221;, afirma. &#8220;\u00c9 um pa\u00eds em que a gente pode ter liberdade de ir e vir e liberdade de escolha.&#8221;<br \/>\nDepois de anos de adapta\u00e7\u00e3o e muito trabalho, ela diz ter certeza de que fez a escolha certa. &#8220;Eu realmente sou apaixonada pelo Catar, a minha experi\u00eancia aqui \u00e9 maravilhosa. E o que a gente n\u00e3o pode ter aqui a gente respeita&#8221;, diz.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para entrevistadas, segredo para se adaptar e viver em harmonia no emirado \u00e9 respeitar cultura e h\u00e1bitos catarianos. 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