{"id":17440,"date":"2022-11-13T08:11:08","date_gmt":"2022-11-13T08:11:08","guid":{"rendered":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/2022\/11\/13\/a-cidade-da-espanha-que-usa-tecnica-de-3-mil-anos-para-baixar-temperaturas-no-calor\/"},"modified":"2022-11-13T08:11:08","modified_gmt":"2022-11-13T08:11:08","slug":"a-cidade-da-espanha-que-usa-tecnica-de-3-mil-anos-para-baixar-temperaturas-no-calor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/2022\/11\/13\/a-cidade-da-espanha-que-usa-tecnica-de-3-mil-anos-para-baixar-temperaturas-no-calor\/","title":{"rendered":"A cidade da Espanha que usa t\u00e9cnica de 3 mil anos para baixar temperaturas no calor"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/v40YySmxheO_RqgNKw_Ifnd0TV0=\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2022\/W\/7\/pRjq2HRIGGX1MsteQNsg\/9578.jpg\"><br \/>   Modernizando tecnologias antigas, a cidade de Sevilla procura se adaptar a ondas de calor excepcionais. E suas solu\u00e7\u00f5es podem ajudar outros centros urbanos impactados pelo aquecimento global. Em 2019, Sevilha foi a primeira cidade da Espanha a declarar estado de emerg\u00eancia clim\u00e1tica<br \/>\nGETTY IMAGES<br \/>\nImagine precisar suportar temperaturas acima de 40 \u00b0C por 21 dias seguidos.<br \/>\nFoi o que viveram este ano os moradores de Sevilha, na Espanha. E, frente ao impacto das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, a cidade n\u00e3o teve alternativa sen\u00e3o inovar.<br \/>\nO exemplo mais recente desse processo de transforma\u00e7\u00e3o \u00e9 o chamado projeto Cartuja Qanat. Esta iniciativa acaba de ser inaugurada em uma zona de Sevilha chamada ilha de Cartuja, onde os espa\u00e7os p\u00fablicos foram climatizados com t\u00e9cnicas que j\u00e1 eram usadas pelos persas 3 mil anos atr\u00e1s.<br \/>\nAs solu\u00e7\u00f5es de Cartuja Qanat j\u00e1 come\u00e7am a ser reproduzidas em outros locais da cidade. E o projeto ainda mostra, segundo seus respons\u00e1veis, o caminho a seguir para outras cidades do mundo pressionadas pelos impactos contundentes das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.<br \/>\nO projeto Cartuja Qanat climatiza espa\u00e7os p\u00fablicos, adaptando t\u00e9cnicas ancestrais.<br \/>\nDIVLUGA\u00c7\u00c3O<br \/>\nCalor sem precedentes<br \/>\n&#8220;O clima de Sevilha sempre foi dif\u00edcil, mas est\u00e1 ficando cada vez mais complicado com as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas&#8221;, segundo Lucas Perea, principal respons\u00e1vel pelo projeto e chefe do Departamento de Coopera\u00e7\u00e3o e Fundos da Emasesa, a empresa p\u00fablica de \u00e1gua de Sevilha.<br \/>\nO projeto Cartuja Qanat tem sete s\u00f3cios, que incluem a Emasesa, a prefeitura da cidade, a Universidade de Sevilha e uma iniciativa da Uni\u00e3o Europeia chamada A\u00e7\u00f5es Urbanas Inovadoras (UIA, na sigla em ingl\u00eas). O custo total do projeto \u00e9 de 5 milh\u00f5es de euros (cerca de R$ 25,8 milh\u00f5es), 80% dos quais cobertos pela UIA.<br \/>\n\u00c9 cada vez mais urgente procurar adaptar-se \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Um relat\u00f3rio da Organiza\u00e7\u00e3o Meteorol\u00f3gica Mundial publicado em 2 de novembro destacou que, nos \u00faltimos 30 anos, as temperaturas na Europa aumentaram mais do que o dobro do aumento m\u00e9dio global.<br \/>\n&#8220;Em nenhum outro continente as temperaturas subiram de forma t\u00e3o significativa&#8221;, afirma o relat\u00f3rio.<br \/>\nPerea destaca que Sevilha est\u00e1 enfrentando ondas de calor excepcionais.<br \/>\n&#8220;Este ano tivemos tr\u00eas ondas de calor no ver\u00e3o, em junho, julho e setembro, com dois problemas&#8221;, segundo ele. &#8220;Um \u00e9 que as ondas de calor surgem cada vez mais cedo. E o outro \u00e9 que a de julho durou 21 dias.&#8221;<br \/>\n&#8220;Em Sevilha, sempre fez mais de 40 graus no ver\u00e3o, podendo ter um ou dois dias de 45 graus. Mas ter 21 dias seguidos com temperaturas acima de 40 graus j\u00e1 \u00e9 uma exce\u00e7\u00e3o&#8221;, explica Perea.<br \/>\nRecuperar a vida nas ruas<br \/>\nO calor extremo tornou as ruas de Sevilha &#8220;um territ\u00f3rio hostil&#8221;, segundo o professor Jos\u00e9 S\u00e1nchez Ramos, do Departamento de Engenharia Energ\u00e9tica da Universidade de Sevilha.<br \/>\nS\u00e1nchez Ramos integra a Termotecnia, o grupo de pesquisadores da Universidade de Sevilha, dirigido pelo engenheiro Servando \u00c1lvarez, que elaborou as solu\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas do projeto.<br \/>\nDurante as ondas de calor, &#8220;\u00e9 imposs\u00edvel suportar o ambiente externo, exceto pelo m\u00ednimo necess\u00e1rio para ir de um lugar para outro. Eu n\u00e3o sugeriria que voc\u00ea levasse crian\u00e7as a uma quadra esportiva ou para uma pra\u00e7a&#8221;, segundo ele.<br \/>\n&#8220;As pessoas saem \u00e0 noite. Nos meses quentes, \u00e9 como se Sevilha durante o dia fosse uma zona des\u00e9rtica&#8221;, afirma S\u00e1nchez Ramos.<br \/>\nO engenheiro acrescenta que Cartuja Qanat tem como objetivo principal &#8220;recuperar a vida nas ruas&#8221;. E, para Lucas Perea, o projeto &#8220;procura criar espa\u00e7os de conforto nos quais as pessoas possam desenvolver atividades com custo energ\u00e9tico praticamente inexistente&#8221;.<br \/>\nQuais s\u00e3o as t\u00e9cnicas milenares?<br \/>\nO projeto adapta tecnologias usadas h\u00e1 milhares de anos, n\u00e3o s\u00f3 pelos persas, mas tamb\u00e9m por v\u00e1rios pa\u00edses \u00e1rabes.<br \/>\n&#8220;Se nos aprofundarmos, todas as solu\u00e7\u00f5es apresentadas j\u00e1 foram trabalhadas no passado, em n\u00edvel ancestral&#8221;, afirma S\u00e1nchez Ramos.<br \/>\nUma dessas t\u00e9cnicas \u00e9 a dos chamados &#8220;qanats&#8221;, que s\u00e3o grandes canais ou aquedutos subterr\u00e2neos que transportam \u00e1gua ao longo de centenas de quil\u00f4metros at\u00e9 as cidades. Em contato com o terreno frio, a \u00e1gua permanece fresca e traz ainda outra grande vantagem.<br \/>\nAo longo do qanat, s\u00e3o abertos po\u00e7os para retirar \u00e1gua e, por eles, ingressa o ar. &#8220;O ar percorre os qanats e, por estar em um ambiente onde existe \u00e1gua fria e o terreno \u00e9 frio, ele se resfria. Quando o ar volta a sair, ele est\u00e1 mais fresco&#8221;, explica S\u00e1nchez Ramos.<br \/>\nAl\u00e9m dos qanats, outra t\u00e9cnica milenar usada no projeto \u00e9 a dos &#8220;captadores de vento&#8221;, que s\u00e3o usados at\u00e9 hoje.<br \/>\nA cidade de Yazd, no Ir\u00e3, \u00e9 famosa pelos seus captadores de ar, tamb\u00e9m conhecidos como torres de vento. Em 2017, ela foi declarada Patrim\u00f4nio da Humanidade pela Unesco.<br \/>\nAs torres t\u00eam aberturas que permitem a entrada de ar para ventilar as constru\u00e7\u00f5es. O ar mais fresco desce at\u00e9 a parte inferior, por ser mais denso, e expulsa o ar mais quente por outra abertura.<br \/>\nEm muitos casos, o ar seco e quente que entra pelas torres passa por qanats subterr\u00e2neos ou por outras superf\u00edcies com \u00e1gua, voltando a sair, mais \u00famido e frio, por outra abertura.<br \/>\nComo essas t\u00e9cnicas foram trazidas para os dias atuais?<br \/>\n&#8220;N\u00f3s em Cartuja Qanat temos alguns qanats, canais subterr\u00e2neos cheios de \u00e1gua fria&#8221;, segundo S\u00e1nchez Ramos. &#8220;Voc\u00ea pode imagin\u00e1-los como se fossem canais retangulares, com 30 metros de comprimento e enterrados. Eles armazenam 140 metros c\u00fabicos de \u00e1gua.&#8221;<br \/>\nPor outro lado, o ar circula por condutores que est\u00e3o submersos na \u00e1gua dos qanats ou enterrados sob os canais.<br \/>\nOs condutores enterrados resfriam-se porque o terreno est\u00e1 frio devido \u00e0 \u00e1gua do qanat. E os condutores submersos est\u00e3o imersos no volume de \u00e1gua que esfria todas as noites at\u00e9 17-18 \u00b0C.<br \/>\n&#8220;N\u00f3s recolhemos o ar de Sevilha a 40 \u00b0C, fazemos passar por esses condutores e o ar \u00e9 resfriado&#8221;, afirma S\u00e1nchez Ramos.<br \/>\nNos dois lados do &#8216;Zoco&#8217;, um dos espa\u00e7os climatizados, pode-se observar os qanats, ou canais subterr\u00e2neos com \u00e1gua 2- Os condutores com ar (representados por c\u00edrculos) est\u00e3o submersos no qanat ou enterrados abaixo 3- Um qanat tradicional<br \/>\nDIVLUGA\u00c7\u00c3O<br \/>\nEnt\u00e3o a solu\u00e7\u00e3o \u00e9 resfriar a \u00e1gua dos qanats. Como se faz isso?<br \/>\n&#8220;Temos pain\u00e9is fotovoltaicos para produzir eletricidade e, \u00e0 noite, descartamos a \u00e1gua do qanat por cima da placa fotovoltaica, como uma cascata, para que a \u00e1gua seja resfriada&#8221;, explica S\u00e1nchez Ramos.<br \/>\n&#8220;Esta \u00e9 a releitura que fazemos dos qanats &#8211; uma releitura mais t\u00e9cnica, mais industrial, baseada em armazenar \u00e1gua, resfri\u00e1-la \u00e0 noite e usar essa \u00e1gua de dia para produzir muito ar frio e superf\u00edcies frescas&#8221;, prossegue ele.<br \/>\nPerea explicou \u00e0 BBC News Mundo, o servi\u00e7o em espanhol da BBC, que &#8220;o sistema de \u00e1gua de Cartuja Qanat \u00e9 um sistema de circuito fechado&#8221;. A \u00e1gua deve ser tratada &#8220;para que n\u00e3o haja problemas com nenhum tipo de micr\u00f3bio, pois esse ar \u00e9 depois o que n\u00f3s respiramos&#8221;.<br \/>\nTr\u00eas espa\u00e7os p\u00fablicos<br \/>\nEssa tecnologia \u00e9 usada para climatizar tr\u00eas espa\u00e7os principais, reduzindo sua temperatura em 10 a 15 \u00b0C.<br \/>\nUm desses espa\u00e7os \u00e9 o Zoco, uma constru\u00e7\u00e3o semienterrada com cerca de 800 metros quadrados. No seu teto, est\u00e3o as placas fotovoltaicas utilizadas para resfriar a \u00e1gua dos qanats.<br \/>\n&#8220;A \u00e1gua do canal \u00e9 colocada em cima do teto do Zoco e funciona como radiador frio&#8221;, explica S\u00e1nchez Ramos.<br \/>\n&#8216;A \u00e1gua do canal \u00e9 colocada em cima do teto do Zoco e funciona como radiador frio&#8217;, explica Jos\u00e9 S\u00e1nchez Ramos<br \/>\nDIVULGA\u00c7\u00c3O<br \/>\nOutro espa\u00e7o \u00e9 um anfiteatro constru\u00eddo originalmente para a Expo 92 de Sevilha, que ocorreu na ilha de Cartuja. &#8220;N\u00f3s impulsionamos o ar frio pela parte de baixo. \u00c9 um espa\u00e7o destinado, por exemplo, a aulas ou confer\u00eancias&#8221;, afirma ele.<br \/>\nO terceiro espa\u00e7o \u00e9 a &#8220;ilha temperada&#8221;. Lucas Perea explica que se trata de &#8220;um corredor com bancos, onde est\u00e3o sendo testadas cer\u00e2micas e outros materiais em desenvolvimento&#8221;.<br \/>\nEm um tanque ao lado do anfiteatro e em um aqueduto suspenso que conecta o anfiteatro ao Zoco, a \u00e1gua tamb\u00e9m permanece fresca por meio de &#8220;resfriamento evaporativo&#8221;.<br \/>\nEsta express\u00e3o pode n\u00e3o ser familiar, mas \u00e9 um fen\u00f4meno muito comum que explica por que suamos quando nosso corpo fica excessivamente quente ou por que as tradicionais moringas de argila mant\u00eam a \u00e1gua fresca.<br \/>\nA evapora\u00e7\u00e3o (passagem das mol\u00e9culas do estado l\u00edquido para o gasoso) consome energia. Por isso, a energia (temperatura) da \u00e1gua que permanece l\u00edquida \u00e9 reduzida.<br \/>\nNo caso do recipiente de argila com paredes porosas, a evapora\u00e7\u00e3o faz com que &#8220;a \u00e1gua que evapora retire calor do resto da \u00e1gua que fica dentro da vasilha&#8221;, explica S\u00e1nchez Ramos.<br \/>\nDecis\u00e3o participativa<br \/>\nO projeto n\u00e3o procura apenas usar tecnologias de forma inovadora. Existe tamb\u00e9m um componente de inova\u00e7\u00e3o social.<br \/>\nQuatro dos s\u00f3cios de Cartuja Qanat, incluindo a Emasesa e a Universidade de Sevilha, comprometeram-se a manter os espa\u00e7os por cinco anos. Mas esse grupo pode ser ampliado &#8220;por qualquer pessoa f\u00edsica ou jur\u00eddica que queira incorporar-se ao projeto para opinar e participar da gest\u00e3o conjunta do espa\u00e7o&#8221;, explica Perea.<br \/>\nUma associa\u00e7\u00e3o de moradores, por exemplo, pode simplesmente solicitar o uso do espa\u00e7o ou ainda unir-se ao projeto e participar das decis\u00f5es futuras sobre o que fazer nele.<br \/>\nA ideia, segundo o representante da Emasesa, \u00e9 que os espa\u00e7os sejam administrados em gest\u00e3o participativa.<br \/>\nDo ponto de \u00f4nibus ao p\u00e1tio do col\u00e9gio<br \/>\nO projeto piloto de Cartuja Qanat est\u00e1 come\u00e7ando a ser reproduzido em outros locais de Sevilha, em uma iniciativa chamada LIFE Watercool.<br \/>\nUma parte do projeto pretende climatizar um ponto de \u00f4nibus fazendo circular \u00e1gua fria pelo teto. A ideia \u00e9 que, &#8220;quando uma pessoa chegar a esse ponto de \u00f4nibus, ele sirva como um abra\u00e7o refrescante, acolhendo-a com uma superf\u00edcie fria que permita ficar ali por 20 ou 30 minutos de forma magn\u00edfica&#8221;, afirma S\u00e1nchez Ramos.<br \/>\nEst\u00e1 previsto tamb\u00e9m o resfriamento do p\u00e1tio de um col\u00e9gio p\u00fablico. &#8220;Em mais de uma ocasi\u00e3o, a ambul\u00e2ncia precisou intervir nos col\u00e9gios de Sevilha para levar crian\u00e7as que sofreram choques de calor&#8221;, segundo o engenheiro.<br \/>\nO sistema est\u00e1 em fase de constru\u00e7\u00e3o no col\u00e9gio e utiliza &#8220;uma p\u00e9rgula que impulsiona o ar resfriado com \u00e1gua procedente de uma cisterna que temos na pra\u00e7a e resfriamos \u00e0 noite. Tamb\u00e9m colocamos essa \u00e1gua no teto&#8221;.<br \/>\nLucas Perea destaca que, no futuro, pode-se usar at\u00e9 \u00e1gua subterr\u00e2nea para climatizar edif\u00edcios.<br \/>\n&#8220;N\u00f3s, em Sevilha, estamos a cerca de 10 metros acima do n\u00edvel do mar&#8221;, segundo ele. &#8220;Existe muita \u00e1gua no subsolo, de forma que, quando se perfura um t\u00fanel de metr\u00f4, a \u00e1gua do len\u00e7ol fre\u00e1tico costuma se infiltrar. Por isso, existe um sistema de bombas para evitar inunda\u00e7\u00f5es.&#8221;<br \/>\n&#8220;Uma das ideias que estamos analisando \u00e9 utilizar essa \u00e1gua subterr\u00e2nea, que atualmente segue para o sistema de saneamento, mas est\u00e1 a 20\u00b0C e \u00e9 \u00e1gua limpa, para climatizar edif\u00edcios inteiros&#8221;, explica Perea.<br \/>\nSolu\u00e7\u00f5es baseadas na natureza<br \/>\nJos\u00e9 S\u00e1nchez Ramos prev\u00ea que a adapta\u00e7\u00e3o \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas tornar\u00e1 ainda mais fundamental o papel dos engenheiros.<br \/>\n&#8220;N\u00f3s levamos os alunos de mestrado ao espa\u00e7o de Cartuja Qanat para incutir no seu DNA que existem muitas solu\u00e7\u00f5es al\u00e9m das convencionais&#8221;, afirma ele.<br \/>\n&#8220;Existem solu\u00e7\u00f5es baseadas na natureza que j\u00e1 foram inventadas e precisamos reinterpretar e adaptar ao ano em que vivemos, de forma rent\u00e1vel e eficiente. Acreditamos que o papel do engenheiro precisa ser 100% de protagonista.&#8221;<br \/>\nS\u00e1nchez Ramos e seus colegas dedicaram tr\u00eas anos de experimentos para testar os sistemas de resfriamento antes da sua constru\u00e7\u00e3o. Eles publicaram diversos artigos cient\u00edficos.<br \/>\n&#8220;A universidade organizou um cat\u00e1logo de solu\u00e7\u00f5es, ferramentas e todo o necess\u00e1rio para que, se um interessado quiser realizar uma interven\u00e7\u00e3o em um espa\u00e7o da sua cidade, do seu pa\u00eds, o trabalho duro j\u00e1 esteja feito&#8221;, segundo ele.<br \/>\nPara Lucas Perea, Cartuja Qanat \u00e9 um exemplo do que Sevilha pode oferecer para outras cidades. &#8220;Atenas [na Gr\u00e9cia] j\u00e1 se interessou por estes sistemas de resfriamento porque tem um clima muito similar&#8221;, afirma ele.<br \/>\n&#8220;N\u00f3s somos uma empresa de capital p\u00fablico e n\u00e3o fazemos isso para patentear um sistema e ganhar dinheiro&#8221;, destaca Perea. &#8220;N\u00f3s fazemos para melhorar os servi\u00e7os que prestamos e acreditamos que Sevilha, neste sentido, pode ajudar as outras cidades que mais sofrem os impactos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.&#8221;<br \/>\nEste texto foi publicado em www.bbc.com\/portuguese\/geral-63577931<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Modernizando tecnologias antigas, a cidade de Sevilla procura se adaptar a ondas de calor excepcionais. 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