{"id":13267,"date":"2022-10-27T18:10:45","date_gmt":"2022-10-27T18:10:45","guid":{"rendered":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/2022\/10\/27\/em-16-anos-areas-de-plantio-de-arroz-e-feijao-encolheram-mais-de-30-com-o-avanco-da-soja-e-do-milho\/"},"modified":"2022-10-27T18:10:45","modified_gmt":"2022-10-27T18:10:45","slug":"em-16-anos-areas-de-plantio-de-arroz-e-feijao-encolheram-mais-de-30-com-o-avanco-da-soja-e-do-milho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/2022\/10\/27\/em-16-anos-areas-de-plantio-de-arroz-e-feijao-encolheram-mais-de-30-com-o-avanco-da-soja-e-do-milho\/","title":{"rendered":"Em 16 anos, \u00e1reas de plantio de arroz e feij\u00e3o encolheram mais de 30% com o avan\u00e7o da soja e do milho"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/U2dBrT8x3e86PwWlAYAchxoe3Wg=\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2022\/i\/R\/lER8WFQMeX3VoaBIwsEg\/1210-area-plantacao.png\"><br \/>   Trigo tamb\u00e9m come\u00e7a a ser cotado para substituir territ\u00f3rios dos dois alimentos b\u00e1sicos. Retra\u00e7\u00e3o da \u00e1rea foi acompanhada pelo aumento da produtividade, mas total das colheitas diminuiu. A \u00e1rea de plantio de alimentos b\u00e1sicos da popula\u00e7\u00e3o, como arroz e feij\u00e3o, teve uma forte redu\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o a 2006, quando o Instituo Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) passou a divulgar o Levantamento Sistem\u00e1tico da Produ\u00e7\u00e3o Agr\u00edcola (LSPA).<br \/>\nBoa parte dessa \u00e1rea foi direcionada para as culturas de soja e milho, que, por sua vez, v\u00eam batendo recordes de produ\u00e7\u00e3o.<br \/>\nOs dois gr\u00e3os (soja e milho) s\u00e3o commodities, ou seja, mat\u00e9rias-primas para a ind\u00fastria, que s\u00e3o negociadas no mercado internacional e exportadas como ra\u00e7\u00e3o para animais de cria\u00e7\u00e3o. J\u00e1 o arroz e o feij\u00e3o, produzidos em boa parte pela agricultura familiar, s\u00e3o focados no mercado interno.<br \/>\nEntenda se estoque de alimentos pode baratear a comida; especialistas divergem<br \/>\nRecordes no agroneg\u00f3cio e aumento da fome: como isso pode acontecer ao mesmo tempo?<br \/>\nEm 16 anos, per\u00edodo total dos registros dos dados, a \u00e1rea de plantio de arroz caiu praticamente pela metade (-44%), enquanto a do feij\u00e3o encolheu 32%. No mesmo per\u00edodo, a \u00e1rea de soja quase dobrou ( 86%), enquanto a de milho cresceu 66%.<br \/>\nApesar da queda na \u00e1rea do arroz e do feij\u00e3o, houve o aumento da produtividade de ambos os plantios. Ainda assim, essa alta n\u00e3o \u00e9 o suficiente para compensar toda a \u00e1rea perdida, dizem os agricultores ouvidos pelo g1.<br \/>\nNessa reportagem, voc\u00ea ver\u00e1:<br \/>\npor que a \u00e1rea de arroz e feij\u00e3o caiu?<br \/>\na queda \u00e9 suficiente para causar a falta dos dois gr\u00e3os?<br \/>\nquais os riscos da redu\u00e7\u00e3o da \u00e1rea e da produ\u00e7\u00e3o?<br \/>\ncomo reverter a queda?<br \/>\nPor que a \u00e1rea de arroz e feij\u00e3o caiu?<br \/>\nO principal motivo para a redu\u00e7\u00e3o da \u00e1rea do arroz e do feij\u00e3o foi o avan\u00e7o da soja e mais recentemente do milho sobre esses territ\u00f3rios, afirmam agricultores entrevistados.<br \/>\nNo caso do arroz, que tem o seu polo produtor no Rio Grande do Sul, houve ainda a substitui\u00e7\u00e3o de plantios pela pecu\u00e1ria, conta Carlo Ant\u00f4nio Schifino, associado da Cooperativa Arrozeira Palmares, em Palmares do Sul (RS).<br \/>\nPara os produtores, tem sido mais rent\u00e1vel cultivar soja e milho pelo lucro gerado na exporta\u00e7\u00e3o, principalmente nos \u00faltimos anos, com o d\u00f3lar rodando em patamares elevados. Diferentemente dessas culturas, o arroz e o feij\u00e3o abastecem exclusivamente o mercado interno.<br \/>\n\u00c1rea plantada de arroz e feij\u00e3o<br \/>\nElcio Horiuchi \/ g1<br \/>\nSchifino conta que a soja come\u00e7ou a entrar em \u00e1reas do arroz em um sistema de rota\u00e7\u00e3o, ou seja, que alterna as duas culturas em uma mesma terra, em \u00e9pocas diferentes. Ela favorece a nutri\u00e7\u00e3o do solo por agregar nitrog\u00eanio.<br \/>\n\u201cPor\u00e9m, de 5 anos para c\u00e1 a soja pegou um ritmo mais forte. Ela deixou de ser s\u00f3 participativa e, hoje, algumas \u00e1reas j\u00e1 produzem mais soja do que arroz e feij\u00e3o, por exemplo\u201d, diz o agricultor.<br \/>\nO trigo \u00e9 outro produto que deve entrar no jogo. Mais recentemente, ele tem sido cotado para substituir as \u00e1reas de arroz, afirma Felippe Serigati, professor e coordenador do mestrado profissional em Agroneg\u00f3cios da Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas (FGV).<br \/>\nJ\u00e1 o feij\u00e3o \u00e9 a cultura com maior redu\u00e7\u00e3o estimada de \u00e1rea, com uma perda que deve totalizar 1,048 milh\u00e3o de hectares na pr\u00f3xima d\u00e9cada. O arroz vem em segundo lugar, com proje\u00e7\u00e3o de perda de 1,046 milh\u00e3o de hectares, segundo o Instituto Brasileiro do Feij\u00e3o e Pulses (Ibrafe).<br \/>\nCada hectare corresponde a um pouco mais de um campo de futebol, cerca de 10.000 m\u00b2.<br \/>\nA situa\u00e7\u00e3o do feij\u00e3o \u00e9 mais cr\u00edtica por ser um gr\u00e3o muito sens\u00edvel ao clima e um cultivo com menos avan\u00e7o tecnol\u00f3gico que o arroz, diz Laercio Dal Ross, gerente da agroind\u00fastria da Cooperativa Agr\u00edcola Mista Nova Palma (Camnpal).<br \/>\nSem est\u00edmulo para continuar, os produtores t\u00eam arrendado suas propriedades para o plantio da soja.<br \/>\nA expectativa \u00e9 de que, nos pr\u00f3ximos anos, haja mais agricultores desistindo das duas culturas, caso n\u00e3o haja incentivos, inclusive p\u00fablicos e que sejam voltados para a agricultura familiar, grupo respons\u00e1vel por produzir boa parte dos alimentos consumidos pela popula\u00e7\u00e3o.<br \/>\nCaro de produzir<br \/>\nAl\u00e9m de serem menos rent\u00e1veis que as commodities, o arroz e o feij\u00e3o t\u00eam um custo de produ\u00e7\u00e3o mais elevado do que elas, diz o Presidente da Federa\u00e7\u00e3o das Associa\u00e7\u00f5es de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Alexandre Velho.<br \/>\n\u201cO custo da soja \u00e9 a metade do arroz. Enquanto eu gasto R$ 12 mil por hectare, o produtor de soja gasta R$ 6 mil \u201d, conta o presidente da Fedearroz.<br \/>\nSegundo ele, a lavoura de arroz gasta muito mais com irriga\u00e7\u00e3o do que a soja. &#8220;O custo com a m\u00e3o de obra tamb\u00e9m \u00e9 maior. Enquanto na lavoura de arroz eu preciso de 1 funcion\u00e1rio para cada 50 hectares, a de soja precisa de 1 funcion\u00e1rio para cada 200 hectares&#8221;, acrescenta Velho.<br \/>\nNeste ano, o que mais pesou para os agricultores foi o fertilizante, cujo pre\u00e7o disparou no in\u00edcio do ano por causa da guerra na Ucr\u00e2nia e \u00e9 mais usado nessas culturas do que na soja, aponta a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja).<br \/>\nTamb\u00e9m houve aumentos significativos nos agrot\u00f3xicos e no \u00f3leo diesel, destaca o agricultor Jo\u00e3o Batista Camargo Gomes, ex-diretor comercial do Instituto Riograndense do Arroz (Irga).<br \/>\nPor que o Brasil importa fertilizante da R\u00fassia?<\/p>\n<p>Quem produz commodities tamb\u00e9m consegue se planejar melhor, pois os pre\u00e7os s\u00e3o pr\u00e9-estabelecidos no mercado, o que n\u00e3o existe para arroz e feij\u00e3o, ressalta o presidente do Instituto Brasileiro do Feij\u00e3o e Pulses (Ibrafe), Marcelo L\u00fcders.<br \/>\nPor causa desse cen\u00e1rio, os produtores de feij\u00e3o preto, por exemplo, est\u00e3o no preju\u00edzo, conta Laercio Dal Ross, da Camnpal.<br \/>\n\u201cHoje o produtor de feij\u00e3o tem que gostar muito dessa cultura para n\u00e3o abandonar, pois tem muitos motivos para isso. Precisamos incentivar o aumento do consumo de feij\u00e3o para que esse importante alimento n\u00e3o seja extinto da produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola\u201d, afirma.<br \/>\nAumento da produtividade n\u00e3o foi suficiente<br \/>\nA redu\u00e7\u00e3o da \u00e1rea de plantio foi compensada pelo aumento da produtividade, o que significa que, hoje, o produtor consegue colher mais arroz e feij\u00e3o por hectare do que h\u00e1 16 anos.<br \/>\n\u201cAs primeiras \u00e1reas de arroz abandonadas foram as de menor potencial produtivo. Hoje, h\u00e1 uma concentra\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o em n\u00famero menor de produtores e em terras mais produtivas. S\u00f3 ficaram aqueles que conseguiram se estabelecer\u201d, conta a Diretora executiva da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira da Ind\u00fastria do Arroz (Abiarroz), Andressa Silva.<br \/>\nAinda assim, as colheitas diminu\u00edram de 2006 para c\u00e1. A safra do arroz, por exemplo, teve uma redu\u00e7\u00e3o de 7,7% no per\u00edodo, para 10,6 milh\u00f5es de toneladas. J\u00e1 a de feij\u00e3o caiu 9,5%, para 3 milh\u00f5es de toneladas.<br \/>\nDE ONDE VEM: melhoramento gen\u00e9tico impulsiona produtividade do arroz no Brasil<br \/>\nTem arroz e feij\u00e3o para todos?<br \/>\nAtualmente, sim. A produ\u00e7\u00e3o de arroz e feij\u00e3o tem sido compat\u00edvel com o consumo da popula\u00e7\u00e3o, segundo dados Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), estatal do Minist\u00e9rio da Agricultura, Pecu\u00e1ria e Abastecimento (Mapa) que gere pol\u00edticas de abastecimento interno.<br \/>\nUm dos fatores que contribuiu para certa estabilidade entre procura e demanda foi a diminui\u00e7\u00e3o das compras dos dois gr\u00e3os.<br \/>\nDe 2008 a 2018, a m\u00e9dia de consumo di\u00e1rio de feij\u00e3o por pessoa, por exemplo passou de 183 gramas para 163,2 gramas. No caso do arroz, essa m\u00e9dia recuou de 160,3 gramas a 131,4 gramas, mostra a Pesquisa de Or\u00e7amentos Familiares do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<br \/>\nO \u00f3rg\u00e3o n\u00e3o tem dados mais atuais sobre este tema.<br \/>\nBrasileiro consome mais caf\u00e9 do que arroz.<br \/>\nDaniel Ivanaskas \/ Arte G1<br \/>\nDurante algum tempo, principalmente nos anos 2000, a redu\u00e7\u00e3o do consumo de arroz e feij\u00e3o esteve relacionada ao aumento do poder de compra das fam\u00edlias, fator que incentivou uma maior variedade do card\u00e1pio, lembra Nilson de Paula, professor do Departamento de Economia da Universidade Federal do Paran\u00e1 (UFPR), especializado em Seguran\u00e7a Alimentar.<br \/>\nPor outro lado, a situa\u00e7\u00e3o hoje \u00e9 de falta de recursos da popula\u00e7\u00e3o para acessar alimentos, destaca.<br \/>\nInclusive, cerca de metade das fam\u00edlias que deixaram de comprar arroz, feij\u00e3o, vegetais e frutas nos \u00faltimos tr\u00eas meses (at\u00e9 setembro) convivem com a inseguran\u00e7a alimentar moderada ou grave, mostra pesquisa da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Seguran\u00e7a Alimentar e Nutricional (Rede Penssan).<br \/>\nEntenda os n\u00edveis de inseguran\u00e7a alimentar.<br \/>\nDaniel Ivanaskas \/ Arte G1<br \/>\nAgricultora que luta contra a fome conta a hist\u00f3ria do menino que abra\u00e7ou a r\u00facula como se fosse ovo de P\u00e1scoa; assista:<br \/>\nQuais os riscos da redu\u00e7\u00e3o da \u00e1rea e da produ\u00e7\u00e3o?<br \/>\nA falta de incentivos ao plantio de arroz e feij\u00e3o traz riscos para a seguran\u00e7a alimentar no futuro, diz Nilson de Paula, da UFPR.<br \/>\nIsso porque uma redu\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o pode gerar aumento de pre\u00e7os e enfraquecer ainda mais as pol\u00edticas p\u00fablicas de abastecimento interno e de distribui\u00e7\u00e3o de alimentos, afirma o professor.<br \/>\n\u201cA conta n\u00e3o fecha e os reflexos s\u00e3o graves. O principal deles \u00e9 a falta de um dos principais produtos da cesta b\u00e1sica brasileira na mesa da popula\u00e7\u00e3o, seguido do aumento do pre\u00e7o nas g\u00f4ndolas, que acaba limitando o poder de compra de boa parte das fam\u00edlias. Ou seja, falta do alimento de qualquer forma, seja por escassez ou por pre\u00e7o\u201d, diz L\u00fcders, da Ibrafe.<br \/>\nPara ele, falta investimento em tecnologia para aumentar a produtividade, principalmente vindo do setor privado, que n\u00e3o tem tanto interesse por esse tipo de cultivo, na compara\u00e7\u00e3o com as commodities.<br \/>\nGente do campo: Simone Silotti<br \/>\nPara De Paula, o governo deveria incentivar o plantio desses gr\u00e3os e incorporar uma parte para reabastecer os estoques p\u00fablicos de alimentos, que est\u00e3o esvaziados h\u00e1 mais de cinco anos.<br \/>\nA ideia \u00e9 que as reservas de alimentos sejam distribu\u00eddas para pessoas em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade ou vendidas a mercados quando os pre\u00e7os sobem.<br \/>\nOutros especialistas ouvidos pelo g1 discordam disso e apontam que o custo de manuten\u00e7\u00e3o e pre\u00e7o m\u00ednimo s\u00e3o desafios para essa pol\u00edtica p\u00fablica. Confira aqui.<br \/>\nJ\u00e1 para Serigati, da FGV, a garantia da seguran\u00e7a alimentar est\u00e1 mais relacionada \u00e0 distribui\u00e7\u00e3o de renda. \u201cO importante n\u00e3o \u00e9 que a economia produza A ou B, mas sim renda. Pa\u00edses europeus, como Dinamarca, Holanda, n\u00e3o produzem tanto, mas t\u00eam renda para comprar alimentos\u201d, afirma.<br \/>\nDe Paula concorda que \u00e9 preciso ter pol\u00edticas de distribui\u00e7\u00e3o de renda, mas que abrir m\u00e3o de estimular a produ\u00e7\u00e3o de alimentos b\u00e1sicos pode gerar uma crise de abastecimento e depend\u00eancia de importa\u00e7\u00e3o \u2013 o que, para ele, n\u00e3o seria bom em momentos de fechamento de fronteiras, como visto durante a pandemia.<br \/>\n\u201cMesmo que voc\u00ea tenha a distribui\u00e7\u00e3o de renda, ficar\u00edamos mais dependentes da varia\u00e7\u00e3o do d\u00f3lar&#8221;, diz. Para ele, nesse caso, quando o d\u00f3lar tivesse uma alta, o arroz tamb\u00e9m encareceria.<br \/>\nO Brasil j\u00e1 importa um pouco de arroz dos parceiros do Mercosul (Argentina, Paraguai e Uruguai), mas o feij\u00e3o carioca, por exemplo, s\u00f3 \u00e9 produzido aqui.<br \/>\nInitial plugin text<br \/>\nQuais s\u00e3o as solu\u00e7\u00f5es?<br \/>\nEspecialistas entrevistados sugerem diferentes solu\u00e7\u00f5es para manter agricultores nas lavouras de arroz e feij\u00e3o:<br \/>\n1) Incentivo p\u00fablico para aumentar a \u00e1rea plantada: isso pode ser feito por meio dos estoques p\u00fablicos, sugere o ex-diretor de pol\u00edtica agr\u00edcola da Conab (2003 a 2013) Silvio Porto, que \u00e9 professor da Universidade Federal do Rec\u00f4ncavo Baiano (UFRB).<br \/>\nEle explica que um dos mecanismos para abastecer os estoques \u00e9 a Pol\u00edtica de Garantia de Pre\u00e7os M\u00ednimos (PGPM).<br \/>\n\u201cDentro da PGPM, tem um instrumento chamado &#8216;Contrato de Op\u00e7\u00e3o de Venda&#8217;. O governo pode lan\u00e7ar esses contratos para a pr\u00f3xima safra, sinalizando que quer formar, por exemplo, um estoque de 1,5 milh\u00e3o de toneladas de arroz e que, para isso, vai pagar um valor atrativo e compensador que a soja para o agricultor&#8221;, afirma Porto.<br \/>\nEssa sinaliza\u00e7\u00e3o, diz ele, tende a incentivar os produtores a aumentar o plantio sabendo que a venda de parte da safra j\u00e1 estaria garantida. Isso os ajudaria a se manter na cultura.<br \/>\n2) Est\u00edmulo \u00e0 agricultura familiar: como este grupo \u00e9 focado em produzir alimentos que v\u00e3o direto para a mesa das pessoas, Nilton de Paula, da UFPR, diz que \u00e9 preciso que o governo aumente investimentos em programas que interfiram diretamente neste setor, como o Alimenta Brasil (antigo Programa de Aquisi\u00e7\u00e3o de Alimentos, o PAA) e a merenda escolar, representada pelo Programa Nacional de Alimenta\u00e7\u00e3o Escolar (PNAE).<br \/>\n3) Apoio \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de fertilizantes: para o produtor de arroz Jo\u00e3o Batista Camargo Gomes, \u00e9 necess\u00e1rio que o Brasil diminua a sua depend\u00eancia externa da compra de fertilizantes. \u201cPoderia haver incentivos p\u00fablicos para as empresas nacionais fabricarem esses insumos\u201d, afirma. \u201cN\u00f3s sentimos muito a depend\u00eancia de outros mercados neste ano, com o conflito na Ucr\u00e2nia\u201d.<br \/>\nENTENDA: o que voc\u00ea precisa saber sobre fertilizantes<br \/>\n4) Reforma tribut\u00e1ria: com a incid\u00eancia da al\u00edquota de ICMS, o arroz produzido no Rio Grande do Sul acaba chegando mais caro em outros estados do pa\u00eds, que, por sua vez, podem importar o cereal do Mercosul com al\u00edquota zero, explica a diretora executiva da Abiarroz, Andressa Silva. Para ela, \u00e9 preciso, portanto, de uma reforma tribut\u00e1ria que amenize a carga de tributos e acabe com a guerra fiscal entre os estados.<br \/>\n5) Abertura de mercados: j\u00e1 para o produtor de arroz Carlo Ant\u00f4nio Schifino, os agricultores precisam abrir mercados em outros pa\u00edses para aumentar as op\u00e7\u00f5es de rentabiliza\u00e7\u00e3o. \u201cO Brasil teria que criar esse vi\u00e9s como alguns pa\u00edses, como Mexico e Peru, que j\u00e1 importam [arroz] da gente&#8221;.<br \/>\nDe onde vem o que eu como: banana<\/p>\n<p>De onde vem o que eu como: queijo<br \/>\nDe onde vem: batata &#8216;dorme&#8217; por meses e s\u00f3 suas netas v\u00e3o para os mercados<br \/>\nDe onde vem a rosa<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Trigo tamb\u00e9m come\u00e7a a ser cotado para substituir territ\u00f3rios dos dois alimentos b\u00e1sicos. Retra\u00e7\u00e3o da \u00e1rea foi acompanhada pelo aumento da produtividade, mas total das colheitas diminuiu. 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