{"id":13239,"date":"2022-10-27T15:12:34","date_gmt":"2022-10-27T15:12:34","guid":{"rendered":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/2022\/10\/27\/desemprego-recua-para-87-no-terceiro-trimestre-com-novo-recorde-de-trabalhadores-sem-carteira-assinada\/"},"modified":"2022-10-27T15:12:34","modified_gmt":"2022-10-27T15:12:34","slug":"desemprego-recua-para-87-no-terceiro-trimestre-com-novo-recorde-de-trabalhadores-sem-carteira-assinada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/2022\/10\/27\/desemprego-recua-para-87-no-terceiro-trimestre-com-novo-recorde-de-trabalhadores-sem-carteira-assinada\/","title":{"rendered":"Desemprego recua para 8,7% no terceiro trimestre, com novo recorde de trabalhadores sem carteira assinada"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/4gvB8RILdbFpMfnlzQJNSadzv1w=\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2022\/k\/z\/y8Ih3kThGomyLhG3OFVA\/vagas-de-emprego-em-goias.png\"><br \/>   Esta \u00e9 a menor taxa desde o trimestre fechado em junho de 2015 (8,4%); popula\u00e7\u00e3o desocupada chegou ao menor n\u00edvel desde o trimestre terminado em dezembro de 2015.  Vagas de emprego<br \/>\nReprodu\u00e7\u00e3o\/Governo de Goi\u00e1s<br \/>\nA taxa de desemprego no Brasil recuou para 8,7% no terceiro trimestre deste ano. Esta \u00e9 a menor taxa desde o trimestre encerrado em junho de 2015 (8,4%).<br \/>\n(Corre\u00e7\u00e3o: o g1 errou ao informar na Primeira P\u00e1gina que o n\u00famero de trabalhadores informais bateu recorde. O dado na reportagem estava correto. Na verdade, foi o n\u00famero de empregados sem carteira assinada do setor privado que bateu recorde. J\u00e1 a taxa de informalidade caiu. A informa\u00e7\u00e3o foi corrigida \u00e0s 10h20.)<br \/>\nOs dados s\u00e3o da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (PNAD) Cont\u00ednua, divulgada nesta quinta-feira (27) pelo IBGE.<br \/>\nA taxa representa queda de 0,6 ponto percentual na compara\u00e7\u00e3o com o trimestre terminado em junho (9,3%) e de 3,9 pontos percentuais frente ao terceiro trimestre de 2021 (12,6%).<br \/>\n\u201cA taxa de desocupa\u00e7\u00e3o segue a trajet\u00f3ria de queda que vem sendo observada nos \u00faltimos trimestres. A retra\u00e7\u00e3o dessa taxa \u00e9 influenciada pela manuten\u00e7\u00e3o do crescimento da popula\u00e7\u00e3o ocupada\u201d, destaca Adriana Beringuy, coordenadora da Pnad.<br \/>\nSegundo o IBGE, o contingente de pessoas ocupadas (99,3 milh\u00f5es) cresceu 1% (mais 1 milh\u00e3o) no trimestre e 6,8% (mais 6,3 milh\u00f5es) no ano, batendo novamente o recorde na s\u00e9rie hist\u00f3rica, iniciada em 2012.<br \/>\nJ\u00e1 popula\u00e7\u00e3o desocupada (9,5 milh\u00f5es de pessoas) chegou ao menor n\u00edvel desde o trimestre terminado em dezembro de 2015, caindo 6,2% (menos 621 mil pessoas) no trimestre e 29,7% (menos 4 milh\u00f5es) no ano.<br \/>\nCrescem os sem carteira e caem os informais<br \/>\nOutro destaque da Pnad Cont\u00ednua do IBGE \u00e9 que o n\u00famero de empregados sem carteira assinada no setor privado (13,2 milh\u00f5es de pessoas) foi o maior da s\u00e9rie hist\u00f3rica, iniciada em 2012, apresentando estabilidade no trimestre e eleva\u00e7\u00e3o de 13% (1,5 milh\u00e3o de pessoas) no ano.<br \/>\nJ\u00e1 a taxa de informalidade caiu para 39,4% da popula\u00e7\u00e3o ocupada, contra 40% no trimestre anterior (terminado em junho) e 40,6% no mesmo trimestre de 2021. J\u00e1 o n\u00famero de trabalhadores informais chegou a 39,1 milh\u00f5es. A t\u00edtulo de compara\u00e7\u00e3o, no trimestre terminado em agosto, o n\u00famero de informais chegou a 39,3 milh\u00f5es, e a taxa foi de 39,7%.<br \/>\nO n\u00edvel da ocupa\u00e7\u00e3o (indicador que mede o percentual de pessoas ocupadas na popula\u00e7\u00e3o em idade de trabalhar) subiu para 57,2%, o mais alto desde o trimestre terminado em outubro de 2015.<br \/>\nJ\u00e1 o n\u00famero de empregados com carteira de trabalho assinada cresceu 1,3% em rela\u00e7\u00e3o ao trimestre anterior, chegando a 36,3 milh\u00f5es de pessoas. Na compara\u00e7\u00e3o anual, o contingente cresceu 8,2%.<br \/>\nRecorde de ocupados no setor p\u00fablico<br \/>\nO n\u00famero de empregados no setor p\u00fablico foi recorde da s\u00e9rie hist\u00f3rica (12,2 milh\u00f5es), com alta de 2,5% (291 mil pessoas) no trimestre e de 8,9% (989 mil pessoas) no ano. Esse aumento foi puxado pelos empregados no setor p\u00fablico sem carteira assinada (3,1 milh\u00f5es), cujo crescimento foi recorde &#8211; 11,6% (317 mil pessoas) no trimestre e 35,4% (799 mil pessoas) no ano.<br \/>\n\u201cTemos observado um ritmo acelerado no setor p\u00fablico nos \u00faltimos tr\u00eas trimestres em fun\u00e7\u00e3o, principalmente, da recupera\u00e7\u00e3o do segmento de educa\u00e7\u00e3o e sa\u00fade\u201d, diz a coordenadora.<br \/>\nPrincipais destaques da pesquisa<br \/>\nDesemprego caiu para 8,7%, menor \u00edndice da s\u00e9rie desde o trimestre encerrado em junho de 2015<br \/>\nN\u00famero de desempregados recuou para 9,5 milh\u00f5es de pessoas<br \/>\nContingente de pessoas ocupadas bateu novo recorde: 99,3 milh\u00f5es<br \/>\nPopula\u00e7\u00e3o subocupada (por insufici\u00eancia de horas trabalhadas) caiu para 6,2 milh\u00f5es de pessoas<br \/>\nPopula\u00e7\u00e3o subutilizada (desempregados, subocupados, desalentados e pessoas que podem trabalhar, mas que n\u00e3o t\u00eam disponibilidade por algum motivo) caiu para 23,4 milh\u00f5es de pessoas<br \/>\nPessoas fora da for\u00e7a de trabalho ficou em 64,7 milh\u00f5es de pessoas<br \/>\nPopula\u00e7\u00e3o desalentada (que desistiu de procurar trabalho) ficou em 4,3 milh\u00f5es<br \/>\nTaxa de informalidade caiu para 39,4% da popula\u00e7\u00e3o ocupada<br \/>\nN\u00famero de trabalhadores informais chegou a 39,1 milh\u00f5es<br \/>\nN\u00famero de empregados sem carteira assinada foi o maior da s\u00e9rie: 13,2 milh\u00f5es<br \/>\nN\u00famero de empregados com carteira de trabalho assinada subiu para 36,3 milh\u00f5es<br \/>\nTrabalhadores por conta pr\u00f3pria atingiram 25,7 milh\u00f5es de pessoas<br \/>\nN\u00famero de trabalhadores dom\u00e9sticos ficou em 5,9 milh\u00f5es de pessoas<br \/>\nN\u00famero de empregadores foi de 4,4 milh\u00f5es de pessoas<br \/>\nN\u00edvel da ocupa\u00e7\u00e3o (indicador que mede o percentual de pessoas ocupadas na popula\u00e7\u00e3o em idade de trabalhar) subiu para 57,2%, n\u00edvel mais alto desde outubro de 2015<br \/>\nRendimento real habitual ficou em R$ 2.737<br \/>\nAdministra\u00e7\u00e3o p\u00fablica, defesa e seguridade social puxam ocupa\u00e7\u00e3o<br \/>\nSegundo o IBGE, as seguintes atividades influenciaram o aumento da ocupa\u00e7\u00e3o e consequente queda no desemprego: administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica, defesa, seguridade social, educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade humana e servi\u00e7os sociais (1,8%, ou mais 315 mil pessoas) e outros servi\u00e7os (6,8%, ou mais 348 mil pessoas).<br \/>\nBeringuy destaca que \u201ctr\u00eas atividades vinham se sobressaindo desde junho: com\u00e9rcio, administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica, defesa, seguridade social, educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade humana e servi\u00e7os sociais, e outros servi\u00e7os. Nesse trimestre, o com\u00e9rcio, embora tenha ficado est\u00e1vel, ainda mant\u00e9m um contingente bastante importante e permanece sendo uma importante atividade na absor\u00e7\u00e3o de m\u00e3o de obra, com mais de 19 milh\u00f5es de pessoas\u201d.<br \/>\nRendimento m\u00e9dio cresce<br \/>\nO rendimento real habitual cresceu, pela primeira vez desde junho de 2020, tanto na compara\u00e7\u00e3o trimestral (3,7%) quanto na anual (2,5%), chegando a R$ 2.737. Na compara\u00e7\u00e3o trimestre a trimestre, foi a quinta alta seguida.<br \/>\nSegundo a coordenadora da pesquisa, \u201co crescimento do rendimento real est\u00e1 relacionado \u00e0 redu\u00e7\u00e3o da infla\u00e7\u00e3o, proporcionando ganhos reais. O rendimento nominal, que n\u00e3o desconta a infla\u00e7\u00e3o, j\u00e1 vinha crescendo em 2022, enquanto o real estava registrando queda. Na medida em que h\u00e1 uma retra\u00e7\u00e3o da infla\u00e7\u00e3o, passa-se a ter registros de crescimento no rendimento real\u201d.<br \/>\nAs posi\u00e7\u00f5es que tiveram alta significativa no rendimento no trimestre foram empregado com carteira de trabalho assinada (2,8%, ou mais R$ 71), empregado no setor p\u00fablico (inclusive servidor estatut\u00e1rio e militar) (2,3%, ou mais R$ 92) e empregador (10%, ou mais R$ 613).<br \/>\nNa compara\u00e7\u00e3o com o mesmo trimestre de 2021 houve aumento nas categorias trabalhador dom\u00e9stico (4,6%, ou mais R$ 46) e conta pr\u00f3pria (5%, ou mais R$ 103).<br \/>\nPnad x Caged<br \/>\nFim de ano no com\u00e9rcio deve ter maior n\u00famero de vagas tempor\u00e1rias desde 2013, prev\u00ea CNC<br \/>\nNa quarta-feira (26), o Minist\u00e9rio do Trabalho e Previd\u00eancia informou que o pa\u00eds gerou 278 mil empregos com carteira assinada em setembro, o que representa uma piora em rela\u00e7\u00e3o a setembro do ano passado, quando foram criados 330 mil empregos formais.<br \/>\nOs dados, no entanto, n\u00e3o s\u00e3o compar\u00e1veis com os n\u00fameros do desemprego divulgados nesta quarta pelo IBGE. Isso porque os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados consideram os trabalhadores com carteira assinada, isto \u00e9, n\u00e3o incluem os informais.<br \/>\nOs n\u00fameros do Caged s\u00e3o coletados das empresas e abarcam o setor privado com carteira assinada, enquanto que os dados da Pnad s\u00e3o obtidos por meio de pesquisa domiciliar e abrangem tamb\u00e9m o setor informal da economia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Esta \u00e9 a menor taxa desde o trimestre fechado em junho de 2015 (8,4%); popula\u00e7\u00e3o desocupada chegou ao menor n\u00edvel desde o trimestre terminado em dezembro de 2015. Vagas de emprego Reprodu\u00e7\u00e3o\/Governo de Goi\u00e1s A taxa de desemprego no Brasil recuou para 8,7% no terceiro trimestre deste ano. 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