{"id":13183,"date":"2022-10-27T11:14:19","date_gmt":"2022-10-27T11:14:19","guid":{"rendered":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/2022\/10\/27\/creditocracia-como-endividamento-em-massa-corroi-democracia-e-cria-servidao-segundo-pesquisador\/"},"modified":"2022-10-27T11:14:19","modified_gmt":"2022-10-27T11:14:19","slug":"creditocracia-como-endividamento-em-massa-corroi-democracia-e-cria-servidao-segundo-pesquisador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/2022\/10\/27\/creditocracia-como-endividamento-em-massa-corroi-democracia-e-cria-servidao-segundo-pesquisador\/","title":{"rendered":"&#8216;Creditocracia&#8217;: como endividamento em massa corr\u00f3i democracia e cria &#8216;servid\u00e3o&#8217;, segundo pesquisador"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/Sc0EnmAGNecRNU7hXqm3KEImyZs=\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2022\/W\/L\/wY6A1MSKK1lRZ0DW1cnw\/127258612-gettyimages-180216257.jpg\"><br \/>   O soci\u00f3logo e professor da Universidade de Nova York Andrew Ross explica nesta entrevista como a sociedade mudou para um mundo em que cada vez mais da classe trabalhadora vive afogada em d\u00edvidas. Enquanto voc\u00ea estiver endividado, os credores podem ganhar dinheiro com voc\u00ea<br \/>\nGetty Images<br \/>\nSomos prisioneiros dos bancos. Nos transformamos em uma sociedade presa na &#8220;creditocracia&#8221;, um sistema em que os cidad\u00e3os precisam pedir dinheiro emprestado para atender \u00e0s suas necessidades b\u00e1sicas.<br \/>\nUm mundo em que corretoras, fundos, firmas de capital privado e todas as demais entidades do sistema banc\u00e1rio se tornaram ferramentas de acumula\u00e7\u00e3o de capital para seus propriet\u00e1rios, clientes e acionistas.<br \/>\nNo fim das contas, &#8220;o que a d\u00edvida faz \u00e9 redistribuir a riqueza para cima e restringir a democracia para baixo&#8221;, diz Andrew Ross, professor de an\u00e1lise social e cultural da Universidade de Nova York.<br \/>\nEssas s\u00e3o as ideias centrais do livro &#8220;Creditocracy: And the Case for Debt Refusal&#8221; (em portugu\u00eas, algo como &#8220;Creditocracia e os motivos para n\u00e3o ter d\u00edvidas&#8221;).<br \/>\nO soci\u00f3logo e autor de mais de uma dezena de ensaios defende que o neg\u00f3cio dessas entidades \u00e9 obter o maior lucro poss\u00edvel mantendo todos os demais endividados, pelo maior tempo poss\u00edvel.<br \/>\n\u00c9 o que ele chama de &#8220;armadilha da d\u00edvida&#8221;.<br \/>\n&#8220;Uma creditocracia surge quando o custo dos bens, sem importar o quanto sejam b\u00e1sicos, tem que ser financiado com d\u00edvidas, e quando o endividamento se torna a condi\u00e7\u00e3o n\u00e3o apenas para melhorias materiais na qualidade de vida, mas tamb\u00e9m para cobrir as necessidades b\u00e1sicas&#8221;, explica Ross.<br \/>\n&#8220;Para os trabalhadores pobres, esse tipo de endividamento compuls\u00f3rio \u00e9 muito comum e sobreviveu a s\u00e9culos. Sob feudalismo, contrata\u00e7\u00e3o ou escravid\u00e3o.&#8221;<br \/>\nEm seu livro, ele analisa as implica\u00e7\u00f5es do endividamento massivo para qualquer democracia.<br \/>\nComo quando os governos da It\u00e1lia e da Gr\u00e9cia, ap\u00f3s a crise financeira global de 2008, tiveram que cortar massivamente os gastos p\u00fablicos \u2014 prejudicando seus cidad\u00e3os \u2014 &#8220;para satisfazer os credores estrangeiros alem\u00e3es, franceses, su\u00ed\u00e7os e holandeses&#8221;, em uma decis\u00e3o que criou um debate sobre onde come\u00e7a e onde termina a soberania de um Estado.<br \/>\nNesta entrevista \u00e0 BBC News Mund, o servi\u00e7o em espanhol da BBC, o pesquisador americano Andrew Ross alerta para os perigos do endividamento, de viver constantemente de cr\u00e9dito, e apresenta solu\u00e7\u00f5es para fugir desse novo modelo de &#8220;servid\u00e3o&#8221;.<br \/>\nBBC Mundo &#8211; O que significa o termo creditocracia que d\u00e1 t\u00edtulo a um de seus \u00faltimos livros?<br \/>\nAndrew Ross &#8211; Vivemos em uma sociedade onde, cada vez mais, uma grande porcentagem da popula\u00e7\u00e3o, se n\u00e3o a maioria das fam\u00edlias, est\u00e1 se afogando em d\u00edvidas.<br \/>\nNa maioria dos pa\u00edses industrializados, especialmente os EUA, os empr\u00e9stimos para habita\u00e7\u00e3o, carros, d\u00edvida estudantil ou transporte dispararam.<br \/>\nN\u00f3s nos tornamos uma sociedade onde a classe credora \u00e9 dominante e obt\u00e9m a maior parte de sua renda e lucros de empr\u00e9stimos e onde os cidad\u00e3os de muitos pa\u00edses nunca poder\u00e3o pagar suas d\u00edvidas.<br \/>\n77% das fam\u00edlias americanas est\u00e3o seriamente endividadas. Os principais bancos s\u00e3o maiores e mais lucrativos do que eram antes da crise de 2008, e os legisladores s\u00e3o praticamente impotentes para derrub\u00e1-los.<br \/>\nA tudo isso devemos acrescentar que os credores n\u00e3o est\u00e3o interessados \u200b\u200bem que as pessoas paguem suas d\u00edvidas.<br \/>\nBBC Mundo &#8211; Por qu\u00ea?<br \/>\nRoss &#8211; Enquanto voc\u00ea estiver endividado, os credores podem ganhar dinheiro com voc\u00ea.<br \/>\nSe voc\u00ea pagar por tudo na \u00edntegra, ent\u00e3o voc\u00ea n\u00e3o tem utilidade para eles. Voc\u00ea n\u00e3o \u00e9 mais uma fonte de renda para eles.<br \/>\nPortanto, em uma creditocracia, o objetivo \u00e9 mant\u00ea-lo endividado pelo maior tempo poss\u00edvel, de v\u00e1rias maneiras at\u00e9 o dia em que voc\u00ea morrer e mais al\u00e9m, se for poss\u00edvel.<br \/>\nEste \u00e9 um tipo de sociedade em que a reestrutura\u00e7\u00e3o capitalista fez com que a maior parte dos lucros das empresas venha de atividades financeiras, como empr\u00e9stimos.<br \/>\nE o tipo de sociedade industrializada em que costum\u00e1vamos viver, onde os lucros eram obtidos com a produ\u00e7\u00e3o, deu lugar a esse novo tipo de economia.<br \/>\nPobres<br \/>\nGetty Images<br \/>\nBBC Mundo &#8211; \u00c9 uma sociedade viciada em d\u00edvidas?<br \/>\nRoss &#8211; Cada vez mais, todos os bens p\u00fablicos ou sociais que costumavam ser mais acess\u00edveis agora t\u00eam que ser financiados com d\u00edvidas.<br \/>\nOu seja, \u00e9 preciso solicitar empr\u00e9stimos para acessar esses bens essenciais, dos quais precisamos para viver.<br \/>\nBBC Mundo &#8211; Ent\u00e3o, estamos falando de viagens de f\u00e9rias, iPhones, ou estamos falando de coisas mais b\u00e1sicas?<br \/>\nRoss &#8211; Bem, para fam\u00edlias que vivem no limite, estamos falando de contas b\u00e1sicas de vida, que muitas pessoas pagam com seus cart\u00f5es de cr\u00e9dito.<br \/>\nEsta \u00e9 uma parte significativa da d\u00edvida das fam\u00edlias.<br \/>\nE h\u00e1 muitas fam\u00edlias sufocadas em d\u00edvidas que nunca chegam a pagar suas contas mensais.<br \/>\nEles renovam a d\u00edvida principal, pagam taxas atrasadas ou pagam multas.<br \/>\nE ao fazer isso, eles se tornam o que \u00e9 conhecido na ind\u00fastria como &#8220;rev\u00f3lveres&#8221;.<br \/>\nEsses s\u00e3o os clientes favoritos: aqueles que n\u00e3o podem pagar toda a d\u00edvida, mas que pagam o m\u00ednimo mensal junto com multas ou encargos por atraso.<br \/>\nIsso garante aos bancos um fluxo constante de receita.<br \/>\nSeus lucros dependem de nos manter endividados.<br \/>\nBBC Mundo &#8211; Em seu livro, voc\u00ea cita os &#8220;bancos da pobreza&#8221;. O que seria isso?<br \/>\nRoss &#8211; Eles s\u00e3o o tipo de credores que se beneficiam dos pobres.<br \/>\nVou te dar um exemplo.<br \/>\nVoc\u00ea sai da pris\u00e3o e \u00e9 muito pobre. Voc\u00ea n\u00e3o tem cr\u00e9dito. Mas voc\u00ea precisa comprar um carro para encontrar um emprego.<br \/>\nVoc\u00ea sempre encontrar\u00e1 algu\u00e9m disposto a lhe vender um carro muito caro com um empr\u00e9stimo abusivo.<br \/>\nE as entidades sabem que voc\u00ea n\u00e3o poder\u00e1 cumprir o pagamento, mas elas se beneficiar\u00e3o da sua incapacidade para faz\u00ea-lo.<br \/>\nNa verdade, se voc\u00ea se encontra nessa situa\u00e7\u00e3o nos Estados Unidos, \u00e9 mais f\u00e1cil comprar um carro caro do que encontrar um apartamento para alugar.<br \/>\nBBC News Mundo &#8211; Quais s\u00e3o as implica\u00e7\u00f5es do endividamento massivo?<br \/>\nRoss &#8211; Por um lado, temos as implica\u00e7\u00f5es di\u00e1rias para muitas pessoas que vivem no limite. Mas h\u00e1 tamb\u00e9m algumas consequ\u00eancias em grande escala para a democracia.<br \/>\nS\u00e3o muito poucos os pa\u00edses que conseguiram melhorar sua rela\u00e7\u00e3o d\u00edvida\/PIB desde a crise financeira, o que significa que, para os pol\u00edticos respons\u00e1veis, a prioridade \u00e9 garantir que essas d\u00edvidas sejam pagas.<br \/>\nE se os or\u00e7amentos p\u00fablicos est\u00e3o com problemas, eles devem priorizar esse pagamento aos credores estrangeiros e devem faz\u00ea-lo acima das necessidades dos cidad\u00e3os.<br \/>\nIsso significa que os pol\u00edticos est\u00e3o agindo essencialmente como cobradores de d\u00edvidas em nome de bancos estrangeiros.<br \/>\nIsso costumava acontecer no hemisf\u00e9rio sul, mas ap\u00f3s a crise financeira, a chamada &#8220;armadilha da d\u00edvida&#8221; migrou para o norte.<br \/>\nVimos todos os tipos de pa\u00edses entre os ricos ca\u00edrem na mesma armadilha onde, basicamente, \u00e9 o poder dos credores estrangeiros que orienta as decis\u00f5es do governo.<br \/>\nBBC News Mundo &#8211; Como o problema da d\u00edvida causou &#8220;democracias falidas&#8221; em todo o mundo?<br \/>\nRoss &#8211; Isso j\u00e1 aconteceu muitas vezes na hist\u00f3ria. E acho que n\u00e3o estamos mais falando apenas de pa\u00edses mais pobres.<br \/>\nIsso tamb\u00e9m acontece entre pa\u00edses muito ricos.<br \/>\nVimos isso depois da crise financeira mundial com a It\u00e1lia e com a Gr\u00e9cia.<br \/>\nSeus governos tiveram que cortar massivamente os gastos p\u00fablicos \u2014 prejudicando seus cidad\u00e3os \u2014 para satisfazer os credores estrangeiros.<br \/>\nBBC News Mundo &#8211; Como a sociedade chegou a essa situa\u00e7\u00e3o?<br \/>\nRoss &#8211; Assistimos a uma reestrutura\u00e7\u00e3o do capitalismo.<br \/>\nBasicamente, \u00e9 um capitalismo que n\u00e3o obt\u00e9m mais seus benef\u00edcios da produ\u00e7\u00e3o.<br \/>\nEla obt\u00e9m a maior parte de seus lucros e receitas de empr\u00e9stimos e atividades financeiras.<br \/>\nAs vantagens do sistema financeiro s\u00e3o muito maiores do que as da produ\u00e7\u00e3o de bens.<br \/>\nBBC News Mundo &#8211; Estamos falando de uma nova forma de escravid\u00e3o?<br \/>\nRoss &#8211; Eu n\u00e3o usaria o termo escravid\u00e3o porque tem certas conota\u00e7\u00f5es, especialmente neste pa\u00eds.<br \/>\nEsses credores externos t\u00eam um poder sobre voc\u00ea que pode ser semelhante \u00e0 escravid\u00e3o, mas isso \u00e9 apenas uma analogia.<br \/>\nEu n\u00e3o usaria o termo escravid\u00e3o, mas \u00e9 uma servid\u00e3o.<br \/>\nBBC News Mundo &#8211; E as pessoas est\u00e3o realmente conscientes dessa servid\u00e3o?<br \/>\nRoss &#8211; Acho que as pessoas est\u00e3o plenamente conscientes disso.<br \/>\nH\u00e1 um sentimento muito profundo em nossa cultura de que voc\u00ea sempre tem que pagar suas d\u00edvidas.<br \/>\nParece que se voc\u00ea n\u00e3o pagar, algo horr\u00edvel vai acontecer com voc\u00ea.<br \/>\nH\u00e1 um forte componente de moralidade associado a n\u00e3o pagar suas d\u00edvidas.<br \/>\nEsta deve ser uma das prioridades do ser humano respons\u00e1vel.<br \/>\nMas se olharmos para o setor financeiro, encontramos organiza\u00e7\u00f5es, entidades e empresas que n\u00e3o pagam suas d\u00edvidas.<br \/>\nAs pessoas ricas e as institui\u00e7\u00f5es s\u00e3o resgatadas por seus amigos ou por pol\u00edticos. N\u00e3o sofrem as mesmas consequ\u00eancias que o resto de n\u00f3s.<br \/>\nPortanto, h\u00e1 um padr\u00e3o nisso.<br \/>\nA moralidade s\u00f3 funciona em uma dire\u00e7\u00e3o.<br \/>\nOs ricos fazem empr\u00e9stimos para ganhar mais dinheiro. O resto de n\u00f3s toma empr\u00e9stimos para sobreviver.<br \/>\nOs protestos em 2019 no Chile come\u00e7aram depois que o governo anunciou aumento na passagem de metr\u00f4<br \/>\nGetty Images<br \/>\nBBC News Mundo &#8211; \u00c9 por isso que voc\u00ea diz em seu livro que quando um governo n\u00e3o pode proteger seu povo de danos infligidos por extratores de renda, ent\u00e3o a recusa em pagar \u00e9 um ato de desobedi\u00eancia civil?<br \/>\nRoss &#8211; Se o seu governo n\u00e3o pode proteger seus cidad\u00e3os do dano, ent\u00e3o est\u00e1 vivendo em uma democracia falida.<br \/>\nE temos visto uma s\u00e9rie de movimentos sociais que se levantaram contra isso em muitos pa\u00edses, especialmente na Am\u00e9rica Latina.<br \/>\nE esses s\u00e3o momentos em que s\u00e3o perfeitamente justificados porque os governos n\u00e3o os est\u00e3o protegendo.<br \/>\nA primeira prioridade de um governo \u00e9 proteger os cidad\u00e3os e, se n\u00e3o puder, os cidad\u00e3os t\u00eam que resolver o problema com as pr\u00f3prias m\u00e3os.<br \/>\nMas a dor por n\u00e3o cumprir com os pagamentos ao Fundo Monet\u00e1rio Internacional ser\u00e1 intermin\u00e1vel.<br \/>\nOs pa\u00edses que decidem n\u00e3o faz\u00ea-lo ou n\u00e3o podem, perdem o acesso aos mercados internacionais, sua reputa\u00e7\u00e3o e sua classifica\u00e7\u00e3o ficam prejudicadas&#8230;<br \/>\nClaro. \u00c9 uma coisa arriscada para os pa\u00edses fazer isso por conta pr\u00f3pria, assim como \u00e9 arriscado para as pessoas porque suas classifica\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito s\u00e3o afetadas.<br \/>\nE \u00e9 por isso que no movimento do qual fa\u00e7o parte &#8211; Uni\u00e3o Coletiva da D\u00edvida &#8211; promovemos a desobedi\u00eancia coletiva, n\u00e3o a desobedi\u00eancia individual.<br \/>\nComo pessoa f\u00edsica, se voc\u00ea for a um banco ou ao seu credor, eles sempre estar\u00e3o dispostos a renegociar com voc\u00ea individualmente, mas n\u00e3o negociar\u00e3o de forma coletiva.<br \/>\nIsso tamb\u00e9m ocorre ao n\u00edvel da d\u00edvida nacional.<br \/>\nSe quiser renegociar uma d\u00edvida com o Clube de Paris, eles s\u00f3 ver\u00e3o voc\u00ea individualmente.<br \/>\nSe voc\u00ea sair com outras na\u00e7\u00f5es, eles n\u00e3o te atender\u00e3o.<br \/>\nSe um grupo de na\u00e7\u00f5es na mesma circunst\u00e2ncia tr\u00e1gica se unisse e agisse em conjunto, ent\u00e3o seriam mais poderosas.<br \/>\nBBC News Mundo &#8211; Como podemos escapar dessa roda de cr\u00e9dito?<br \/>\nRoss &#8211; No curto prazo, promovemos, como disse, uma a\u00e7\u00e3o coletiva.<br \/>\nPessoas agindo juntas t\u00eam muito mais poder em uma economia financeirizada do que indiv\u00edduos.<br \/>\nSe voc\u00ea deve um milh\u00e3o de d\u00f3lares ao banco, ent\u00e3o voc\u00ea est\u00e1 com problemas.<br \/>\nMas se voc\u00ea deve ao banco coletivamente, se deve US$ 100 milh\u00f5es ao banco, ent\u00e3o voc\u00ea \u00e9 &#8220;dono&#8221; do banco.<br \/>\nBBC News Mundo &#8211; Voc\u00ea acha poss\u00edvel que bancos e institui\u00e7\u00f5es financeiras tenham tanto poder no momento que \u00e9 imposs\u00edvel controlar isso?<br \/>\nRoss &#8211; Bem, eles definitivamente t\u00eam muito poder e a regulamenta\u00e7\u00e3o faz parte disso.<br \/>\nEssas n\u00e3o s\u00e3o duas quest\u00f5es separadas: elas t\u00eam muito poder porque n\u00e3o est\u00e3o regulamentadas.<br \/>\nAcho que, em \u00faltima inst\u00e2ncia, estamos mais interessados \u200b\u200bem capacitar pessoas comuns para que possam agir por si mesmas, em vez de depender de pol\u00edticos para fazer todo o trabalho.<br \/>\nPorque as autoridades eleitas tiveram muitas oportunidades de verificar o poder da comunidade financeira. E \u00e9 claro que n\u00e3o foram capazes de faz\u00ea-lo. Os credores s\u00e3o muito poderosos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O soci\u00f3logo e professor da Universidade de Nova York Andrew Ross explica nesta entrevista como a sociedade mudou para um mundo em que cada vez mais da classe trabalhadora vive afogada em d\u00edvidas. Enquanto voc\u00ea estiver endividado, os credores podem ganhar dinheiro com voc\u00ea Getty Images Somos prisioneiros dos bancos. 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