{"id":11968,"date":"2022-10-22T21:14:07","date_gmt":"2022-10-22T21:14:07","guid":{"rendered":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/2022\/10\/22\/60-anos-da-crise-dos-misseis-de-cuba-as-fotos-de-avioes-espioes-que-ajudaram-a-revelar-armamento\/"},"modified":"2022-10-22T21:14:07","modified_gmt":"2022-10-22T21:14:07","slug":"60-anos-da-crise-dos-misseis-de-cuba-as-fotos-de-avioes-espioes-que-ajudaram-a-revelar-armamento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/comandogeraldanoticia.com.br\/index.php\/2022\/10\/22\/60-anos-da-crise-dos-misseis-de-cuba-as-fotos-de-avioes-espioes-que-ajudaram-a-revelar-armamento\/","title":{"rendered":"60 anos da crise dos m\u00edsseis de Cuba: as fotos de avi\u00f5es espi\u00f5es que ajudaram a revelar armamento"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/SpbBGLu0y_gnwWn8OyLb0IBUR4w=\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2022\/x\/h\/JGMel2Tmmd5CtjT2CuZA\/thumbnail-image002.jpg\"><br \/>   A implanta\u00e7\u00e3o de m\u00edsseis nucleares sovi\u00e9ticos em Cuba foi descoberta gra\u00e7as ao uso de aeronaves que registraram o que estava acontecendo na ilha. Essas imagens ajudaram a evitar uma 3\u00aa Guerra Mundial. As imagens captadas em voos de baixa altitude pelo capit\u00e3o William Eckner foram as primeiras a confirmar, sem margem para d\u00favidas, a presen\u00e7a de m\u00edsseis sovi\u00e9ticos em Cuba com alto n\u00edvel de prepara\u00e7\u00e3o para seu lan\u00e7amento.<br \/>\nNATIONAL SECURITY ARCHIVE<br \/>\nA primeira pergunta do presidente americano John F. Kennedy para o funcion\u00e1rio da CIA Sidney Graybeal naquela manh\u00e3 deixava clara sua principal preocupa\u00e7\u00e3o: &#8220;Isso est\u00e1 pronto para ser disparado?&#8221;<br \/>\n&#8220;Isso&#8221; eram os m\u00edsseis que a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica (URSS) havia secretamente transportado para Cuba. Seu alcance de 1.770 km permitiria atingir com bombas nucleares todo o sudeste de Estados Unidos &#8211; e at\u00e9 alcan\u00e7ar a capital do pa\u00eds.<br \/>\nO clima em Washington, com seus agrad\u00e1veis 23 \u00b0C, estava longe de refletir o aumento brutal da temperatura pol\u00edtica que acabava de ocorrer naquele 16 de setembro de 1962. E esse clima perduraria por v\u00e1rias semanas, quando o mundo viveu seu momento mais pr\u00f3ximo da 3\u00aa Guerra Mundial.<br \/>\nCrise dos M\u00edsseis de Cuba: o evento que quase levou \u00e0 guerra nuclear entre EUA e URSS<br \/>\nGraybeal era o chefe da Divis\u00e3o Espacial e de M\u00edsseis da CIA. Naquele dia, ele havia chegado \u00e0 Casa Branca \u00e0s 7h, junto com Art Lundahl, ent\u00e3o diretor do Centro de Interpreta\u00e7\u00e3o Fotogr\u00e1fica (NPIC, na sigla em ingl\u00eas), que era o precursor da atual Ag\u00eancia Nacional de Intelig\u00eancia Geoespacial.<br \/>\nEles levaram grandes quadros, preparados para sua exposi\u00e7\u00e3o sobre a exist\u00eancia dos m\u00edsseis sovi\u00e9ticos em Cuba, perante o Comit\u00ea Executivo do Conselho de Seguran\u00e7a Nacional (EXCOMM, na sigla em ingl\u00eas), que era o grupo de funcion\u00e1rios que viria a assessorar Kennedy ao longo da crise.<br \/>\nO presidente americano John F. Kennedy e seu ministro da Defesa, Robert McNamara, em sess\u00e3o do Conselho Executivo do Conselho de Seguran\u00e7a Nacional<br \/>\nBIBLIOTECA PRESIDENCIAL JOHN F. KENNEDY<br \/>\nMas, antes disso, eles passaram a manh\u00e3 informando altos funcion\u00e1rios sobre a gravidade da situa\u00e7\u00e3o.<br \/>\nEles falaram com o conselheiro de Seguran\u00e7a Nacional, McGeorge Bundy; com o secret\u00e1rio do Tesouro, Clarence Douglas Dillon; e, depois, com o ent\u00e3o procurador-geral da rep\u00fablica, Bobby Kennedy, irm\u00e3o do presidente, que subiu imediatamente at\u00e9 o quarto pessoal de John Kennedy para inform\u00e1-lo.<br \/>\nPor volta das 11h, os funcion\u00e1rios passaram para o sal\u00e3o do gabinete. E, perto de meio-dia, o presidente Kennedy reuniu-se a eles.<br \/>\nAp\u00f3s a breve introdu\u00e7\u00e3o do ent\u00e3o diretor em exerc\u00edcio da CIA, o general Marshall &#8220;Pat&#8221; Carter, Lundahl abriu os enormes quadros sobre a mesa, bem em frente ao presidente. Ao lado de Kennedy, estavam o ent\u00e3o secret\u00e1rio da Defesa, Robert McNamara, e de Estado, Dean Rusk.<br \/>\nLundahl come\u00e7ou a detalhar as imagens a\u00e9reas que mostravam os acampamentos sendo montados na ilha para instala\u00e7\u00e3o das armas sovi\u00e9ticas.<br \/>\nComboio sovi\u00e9tico perto de San Crist\u00f3bal, em imagem do major Steve Heyser a bordo de um avi\u00e3o U-2 &#8211; a primeira a mostrar a exist\u00eancia de m\u00edsseis sovi\u00e9ticos em Cuba.<br \/>\nFOR\u00c7A A\u00c9REA DOS EUA<br \/>\nMas os m\u00edsseis, as plataformas de lan\u00e7amento, outros objetos e estruturas que haviam sido fotografados estavam cobertos por grandes lonas, o que levou Kennedy a perguntar como eles sabiam que ali havia m\u00edsseis bal\u00edsticos de m\u00e9dio alcance. Foi quando chegou a vez de Graybeal intervir como especialista em m\u00edsseis.<br \/>\nSegundo grupo de m\u00edsseis sovi\u00e9ticos identificados em Cuba.<br \/>\nFOR\u00c7A A\u00c9REA DOS EUA<br \/>\nAnos depois, ele explicaria que as conclus\u00f5es a que eles haviam chegado sobre o tipo de m\u00edsseis a serem lan\u00e7ados, bem como as condi\u00e7\u00f5es e o tempo necess\u00e1rio para o seu disparo, eram o resultado da an\u00e1lise de um conjunto de elementos que combinava informa\u00e7\u00f5es de intelig\u00eancia obtidas por fontes humanas e a an\u00e1lise das fotografias a\u00e9reas.<br \/>\n A chave fotogr\u00e1fica<br \/>\nAs imagens feitas pelos avi\u00f5es de reconhecimento tiveram papel fundamental.<br \/>\n&#8220;As fotografias a\u00e9reas foram a chave de toda a crise dos m\u00edsseis cubanos&#8221;, afirmou Dorothy Cochrane, curadora do Museu Nacional do Ar e Espa\u00e7o do Instituto Smithsoniano, \u00e0 BBC News Mundo (o servi\u00e7o em espanhol da BBC).<br \/>\nPara essas tarefas, foram utilizados dois tipos de aeronaves. Um deles foi o avi\u00e3o de reconhecimento U-2 da empresa Lockheed Martin, que tirava fotografias em grande altitude. E havia os avi\u00f5es Vought RF-8 Crusader e RF-101, que podiam realizar voos de baixa altitude, por cima das copas das \u00e1rvores, a cerca de 30 metros do solo.<br \/>\nCochrane indica que os avi\u00f5es de reconhecimento U-2 possibilitaram detectar o que estava acontecendo em Cuba, permitindo a Kennedy confrontar o primeiro-ministro sovi\u00e9tico, Nikita Khrushchev, que inicialmente negou as a\u00e7\u00f5es da URSS na ilha.<br \/>\n&#8220;Kennedy ent\u00e3o pediu que se fizessem fotografias de baixa altitude, que realmente confirmaram a presen\u00e7a desses m\u00edsseis&#8221;, diz Cochrane. &#8220;Por isso, foram as imagens de baixa altitude feitas pelo capit\u00e3o William Eckner, da Marinha americana, no seu avi\u00e3o RF-8A, que confirmaram a presen\u00e7a da base de m\u00edsseis sovi\u00e9tica e seu n\u00edvel de prepara\u00e7\u00e3o para o lan\u00e7amento.&#8221;<br \/>\nEla explica que essas imagens foram mostradas para Kennedy como prova de um poss\u00edvel ataque iminente e tamb\u00e9m serviram para que o presidente refutasse a negativa de Khrushchev sobre o envio dos m\u00edsseis sovi\u00e9ticos para Cuba.<br \/>\nPosteriormente, houve um momento em que as imagens dos avi\u00f5es de reconhecimento foram mostradas para o mundo na Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU), de forma que a URSS j\u00e1 n\u00e3o poderia continuar negando o que estava acontecendo.<br \/>\n Das suspeitas at\u00e9 a crise<br \/>\nNo ver\u00e3o de 1962, a intelig\u00eancia americana come\u00e7ou a receber informa\u00e7\u00f5es sobre a entrada sem precedentes de armas sovi\u00e9ticas em Cuba.<br \/>\nUma miss\u00e3o do avi\u00e3o de reconhecimento U-2 em 29 de agosto descobriu a presen\u00e7a de m\u00edsseis terra-ar SA-2, o que gerou preocupa\u00e7\u00e3o junto ao chefe da CIA, John McCone. Ele enviou uma nota a Kennedy, expressando sua apreens\u00e3o de que a URSS pudesse tentar instalar m\u00edsseis ofensivos em Cuba.<br \/>\nO avi\u00e3o U-2 foi projetado para espionar o territ\u00f3rio sovi\u00e9tico e acompanhar seu desenvolvimento militar. Ele acabou servindo tamb\u00e9m para espionar os acontecimentos em Cuba.<br \/>\nGETTY IMAGES<br \/>\nMas o presidente, da mesma forma que a maior parte da comunidade americana de intelig\u00eancia, estava inclinado a acreditar que esses m\u00edsseis estivessem desmontados com fins defensivos, para evitar outra a\u00e7\u00e3o como a invas\u00e3o da Ba\u00eda dos Porcos.<br \/>\n Enquanto isso, a CIA vinha recebendo diversos relat\u00f3rios de intelig\u00eancia humana provenientes de Cuba atrav\u00e9s de Miami, na Fl\u00f3rida, nos Estados Unidos, sobre o transporte de m\u00edsseis por diferentes partes da ilha.<br \/>\n&#8220;Analisei detalhadamente esses relat\u00f3rios e a maior parte deles poderia referir-se a m\u00edsseis terra-ar, pois, segundo as descri\u00e7\u00f5es, eles n\u00e3o eram suficientemente grandes para serem m\u00edsseis ofensivos. Noventa por cento desses relat\u00f3rios podiam ser explicados dessa forma, como n\u00e3o sendo m\u00edsseis ofensivos&#8221;, afirmou Sidney Graybeal em uma entrevista concedida em 1999, mantida no Arquivo de Seguran\u00e7a Nacional da Universidade George Washington, nos Estados Unidos.<br \/>\nMas o ex-funcion\u00e1rio explicou que, dentre todos esses relat\u00f3rios, cinco eram realmente preocupantes, pois descreviam um objeto coberto com uma lona, que era sempre transportado em altas horas da noite. Ele era levado em um trailer que n\u00e3o conseguia dobrar as esquinas e, por isso, precisava retroceder e avan\u00e7ar, devido \u00e0s suas dimens\u00f5es similares \u00e0s de um poste telef\u00f4nico.<br \/>\n&#8220;Um m\u00edssil terra-ar n\u00e3o teria enfrentado problemas [para dobrar as esquinas], de forma que esse relat\u00f3rio e outros similares foram a base que usamos, quando os U-2 come\u00e7aram a voar, para tentar orientar onde eles deveriam procurar&#8221;, explicou Graybeal.<br \/>\nFoi assim que uma miss\u00e3o conduzida no dia 14 de outubro de 1962 encontrou as primeiras imagens que foram analisadas no dia seguinte pelos especialistas do NPIC e apresentadas a Kennedy na reuni\u00e3o de 16 de outubro.<br \/>\nNaquela primeira sess\u00e3o do EXCOMM, as imagens mostravam, entre outras coisas, comboios sovi\u00e9ticos transportando m\u00edsseis perto de San Crist\u00f3bal e a exist\u00eancia de um prov\u00e1vel complexo de lan\u00e7amento de m\u00edsseis bal\u00edsticos de m\u00e9dio alcance em Guanajay, ambas na regi\u00e3o centro-oeste de Cuba.<br \/>\nMapa apresentado na primeira sess\u00e3o do EXCOMM, mostrando o alcance dos m\u00edsseis nucleares sovi\u00e9ticos sendo instalados em Cuba<br \/>\nNATIONAL SECURITY ARCHIVE<br \/>\nSegundo o relat\u00f3rio inicial apresentado pelo general Carter, foram identificados no local de lan\u00e7amento 14 trailers de m\u00edsseis cobertos com lonas, com cerca de 20 metros de comprimento. Este viria a ser um dado fundamental para determinar o tipo de m\u00edssil, embora n\u00e3o fosse o \u00fanico.<br \/>\nGraybeal explicou para Kennedy naquela reuni\u00e3o que havia dois tipos de m\u00edsseis bal\u00edsticos sovi\u00e9ticos envolvidos &#8211; o SS-3, que media cerca de 20 metros e podia ter alcance de 1.014 km a 1.126 km, e o SS-4, que media cerca de 22 metros e tinha alcance de at\u00e9 1.770 km.<br \/>\nOs m\u00edsseis SS-4 detectados em Cuba estavam sem o cone na ponta, o que justificava a diferen\u00e7a entre os 20 metros de comprimento dos trailers e os 22 metros dos m\u00edsseis j\u00e1 montados.<br \/>\nNa entrevista concedida em 1999, Graybeal explicou que, para identificar esses m\u00edsseis, foram empregadas as fotografias tiradas pelos avi\u00f5es U-2 sobre Cuba, al\u00e9m de imagens captadas quanto esses m\u00edsseis eram exibidos nos desfiles militares em Moscou e outras em lugares onde eles sabiam que esses m\u00edsseis haviam sido testados.<br \/>\n&#8220;N\u00f3s t\u00ednhamos excelentes informa\u00e7\u00f5es de telemetria, que nos forneciam as caracter\u00edsticas internas do m\u00edssil&#8221;, afirmou ele, salientando que, desta forma, eles conheciam o alcance e a capacidade de carga, entre outros detalhes.<br \/>\nOutra informa\u00e7\u00e3o cr\u00edtica muito importante, embora n\u00e3o fosse proveniente das fotografias a\u00e9reas, vinha dos manuais de funcionamento daqueles m\u00edsseis, que os Estados Unidos haviam conseguido por meio de Oleg Penkovsky, alto oficial da intelig\u00eancia sovi\u00e9tica que colaborou com a CIA e com o Servi\u00e7o Secreto de Intelig\u00eancia brit\u00e2nico (o MI6).<br \/>\nCom esses dados, era poss\u00edvel saber o que faltava e quanto tempo seria necess\u00e1rio para instalar um m\u00edssil daquele tipo e deix\u00e1-lo pronto para ser disparado.<br \/>\n A crise, foto a foto<br \/>\nAp\u00f3s aquela primeira reuni\u00e3o do EXCOMM, os avi\u00f5es de reconhecimento norte-americanos continuaram realizando miss\u00f5es para acompanhar a situa\u00e7\u00e3o no local.<br \/>\nFoi assim, por exemplo, que um voo permitiu identificar, em 16 de outubro de 1962, o local onde provavelmente estavam armazenadas as ogivas nucleares, pr\u00f3ximo a um dos locais de lan\u00e7amento. E, no dia seguinte, outra miss\u00e3o detectou a presen\u00e7a na ilha de ca\u00e7as sovi\u00e9ticos MIG-21.<br \/>\nPrimeira fotografia da constru\u00e7\u00e3o de um campo de lan\u00e7amento de m\u00edsseis bal\u00edsticos de alcance intermedi\u00e1rio em Cuba.<br \/>\nFOR\u00c7A A\u00c9REA DOS EUA<br \/>\nFotografia de um avi\u00e3o MIG-21, conhecido como &#8216;rede de pesca&#8217; nos Estados Unidos, confirmando a exist\u00eancia deste tipo de avi\u00e3o em Cuba.<br \/>\nAG\u00caNCIA NACIONAL DE INTELIG\u00caNCIA GEOESPACIAL<br \/>\nAs imagens forneceram indica\u00e7\u00f5es sobre a presen\u00e7a de tropas perto dos locais onde estavam localizados os m\u00edsseis. Isso ajudou a avaliar a quantidade de militares sovi\u00e9ticos enviados para a ilha e a rapidez com que eles poderiam deixar os m\u00edsseis prontos para disparo.<br \/>\nAs fotografias a\u00e9reas permitiram localizar os m\u00edsseis, bem como a disposi\u00e7\u00e3o das tropas pr\u00f3ximas a eles.<br \/>\nAG\u00caNCIA NACIONAL DE INTELIG\u00caNCIA GEOESPACIAL<br \/>\nOs avi\u00f5es de reconhecimento tamb\u00e9m localizaram as defesas instaladas pelos sovi\u00e9ticos para proteger seus m\u00edsseis bal\u00edsticos. A presen\u00e7a de m\u00edsseis terra-ar dificultava as opera\u00e7\u00f5es de vigil\u00e2ncia americanas e reduzia a probabilidade de uma a\u00e7\u00e3o militar sobre a ilha.<br \/>\nOs avi\u00f5es de reconhecimento tamb\u00e9m ajudaram a determinar a localiza\u00e7\u00e3o dos m\u00edsseis defensivos SAM terra-ar<br \/>\nAG\u00caNCIA NACIONAL DE INTELIG\u00caNCIA GEOESPACIAL<br \/>\nEles tamb\u00e9m permitiram descobrir como a URSS estava refor\u00e7ando sua presen\u00e7a militar em Cuba com o envio, em partes, de avi\u00f5es bombardeiros Ilyushin-28, para que fossem montados na ilha.<br \/>\nA URSS enviou para Cuba partes para montagem dos avi\u00f5es bombardeiros Ilyushin-28 na ilha.<br \/>\nAG\u00caNCIA NACIONAL DE INTELIG\u00caNCIA GEOESPACIAL<br \/>\nAs fotografias a\u00e9reas possibilitaram aos Estados Unidos acompanhar os avan\u00e7os sovi\u00e9ticos para a instala\u00e7\u00e3o dos m\u00edsseis de m\u00e9dio alcance, como se pode observar na imagem de 25 de outubro de 1962. Nela, est\u00e3o presentes todos os elementos necess\u00e1rios para o lan\u00e7amento de um desses m\u00edsseis, segundo os analistas do NPIC.<br \/>\nOs rastros no terreno que levam at\u00e9 uma das tendas onde os m\u00edsseis estavam abrigados indicam que ali havia uma arma quase pronta para ser usada.<br \/>\nImagem de 28 de outubro de 1962, demonstrando que os sovi\u00e9ticos j\u00e1 mantinham m\u00edsseis em estado de prepara\u00e7\u00e3o bastante avan\u00e7ado em Cuba.<br \/>\nAG\u00caNCIA NACIONAL DE INTELIG\u00caNCIA GEOESPACIAL<br \/>\nAp\u00f3s a resolu\u00e7\u00e3o da crise pela via diplom\u00e1tica, quando os sovi\u00e9ticos aceitaram retirar os m\u00edsseis de Cuba, as fotografias dos avi\u00f5es de reconhecimento permitiram acompanhar a desmontagem dos acampamentos e a retirada do material b\u00e9lico at\u00e9 seu embarque de volta para a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica.<br \/>\nAp\u00f3s o acordo diplom\u00e1tico que p\u00f4s fim \u00e0 crise, os avi\u00f5es de reconhecimento ajudaram a confirmar que a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica estava cumprindo com sua parte de acordo, retirando os m\u00edsseis de Cuba.<br \/>\nAG\u00caNCIA NACIONAL DE INTELIG\u00caNCIA GEOESPACIAL<br \/>\nE, seis d\u00e9cadas depois da crise dos m\u00edsseis, os avi\u00f5es de reconhecimento U-2 continuam em opera\u00e7\u00e3o. Eles sobreviveram ao desenvolvimento dos sat\u00e9lites de vigil\u00e2ncia e dos drones n\u00e3o tripulados, que se acreditava que fossem torn\u00e1-los obsoletos.<br \/>\nV\u00cdDEOS: veja os mais recentes do g1<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A implanta\u00e7\u00e3o de m\u00edsseis nucleares sovi\u00e9ticos em Cuba foi descoberta gra\u00e7as ao uso de aeronaves que registraram o que estava acontecendo na ilha. Essas imagens ajudaram a evitar uma 3\u00aa Guerra Mundial. 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